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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

EUA na Bancarrota?


Lembram-se de uns célebres meses em que aqui em Portugal se andava em pânico pois o dinheiro não ia dar para pagar os ordenados da função pública e precisávamos desesperadamente de um resgate? (Estou a relembrar porque há pessoas que parecem esquecer-se rapidamente dessas coisas e agora falam como se fossem os salvadores da pátria... e não me estou a referir a partidos - porque isso acho que já está mais que claro, que é tudo a mesma cambada de incompetentes).

Hoje venho só dizer que não estamos só na nossa desgraça, e não me refiro apenas aos nossos famintos colegas gregos, aos mais remediados irlandeses, ou aos desenrascados espanhóis (que conseguem ter "resgates" que não são "resgate" - enquanto nós temos que levar com a tareia da semântica mal escolhida... que depois se reflecte nos juros). O nosso companheiro de desgraça está do outro lado do Atlântico: os EUA.

Ah pois, parece que também os EUA estão em risco de bancarrota, e eu só tenho pena de por lá não haver uns membros "irrevogáveis" que ajudassem a fazer disparar as taxas de juro e a baixar os ratings.

Claro que temos que manter as devidas distâncias... afinal, bastaria mandar encostar uma das frota de porta-aviões ou não investir em novos aviões para facilmente somarem umas dúzias de biliões ao orçamento (para desgraça dos compinchas dos lobbies, que deveria ficar mais enrascados para pagar as prestações das suas mansões nos Hamptons.

Mas pronto, cada um tem o que merece... e vendo bem as coisas, nem sei se prefira um irrevogável iludido que faz afundar os documentos dos submarinos, ou um presidente com um prémio Nobel da Paz e que foi eleito com a promessa de que encerraria Guantanamo, e que agora já deve estar a pensar lá mandar construir mais uns anexos para que caibam os novos residentes depois de ir gastar armamento em fim de prazo para a Síria.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Quem deve quanto a Quem? [Europa]


Lembram-se do tempo em que dever dinheiro a alguém era um simples acto de: "toma lá, depois dá cá"? Hoje em dia, o mundo vive à custa de empréstimos, que depois quando correm mal dão origem às grandes confusões que assistimos. Este gráfico interactivo mostra quanto os países devem e a quem. E é possível ver coisas que... bem... os especialistas lá perceberão.

No caso de Portugal (primeira imagem ali em cima), é curioso ver que embora estejamos a dever vários milhares de milhões à Alemanha, Reino Unido e França... o país a quem mais devemos é... a Espanha.




Mas depois temos os casos verdadeiramente caricatos, como por exemplo no caso do Reino Unido, que tem uma dívida superior a 570 mil milhões(!) de euros aos EUA  assustador, não é?...
Nem por isso... é que espreitando do lado inverso:



Sim... temos os EUA a deverem ainda mais ao Reino Unido... mais de 830 mil milhões!

Olhando para todas estas ligações e religações, o que me parece é que anda muita gente preocupada em baralhar o mais possível o que se passa, de forma a que ninguém consiga saber o que se passa.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comprar e Perdoar a Dívida do "Povo"


Eis uma ideia que até me deixa "horrorizado" só por ninguém se ter lembrado disto antes, e em maior escala. Todos sabemos que existem milhões de pessoas por todo o mundo enterradas em dívidas, algumas por falta de juízo, outras por força das circunstâncias.

Mas em vez de as obrigar a uma vida miserável, obrigando-as a pagar tudo o que devem à custa do que têm, tiveram, e alguma vez poderão vir a ter... que tal se também a elas se aplicasse os "bailout" que se têm feito a tantas corporações?

A ideia é simples: comprar a dívida "de lixo" dessas pessoas, e simplesmente perdoar-lhes as dívidas.

Essa dívida é puro lixo, e é vendida pelos bancos e empresas de crédito ao desbarato... normalmente a empresas de cobranças difíceis que depois tentarão reaver parte desse dinheiro.

Por exemplo, uma empresa de crédito tem 10000€ de dívidas de pessoas que não pagam; sendo um "caso perdido", vendem essa dívida por apenas 1000€ a quem quiser ficar com ela... normalmente, as tais empresas de recuperação de crédito, que se conseguirem ir buscar 2000€ que seja, já terão tido um lucro de 100%.

Portanto, que tal se um grupo de voluntários conseguir donativos e entrem neste mesmo esquema, mas perdoando a dívida?

Foi isso que fizeram, e com um investimento de apenas $500 conseguiram comprar $14,000 de dívida, que posteriormente perdoaram - libertando essas pessoas desse encargo.


Até fico um pouco abananado, que uma pessoa que esteja completamente sufocada por uma dívida de $14,000 e que está dada como "perdida" pelo banco, poderá ficar com o assunto arrumado por apenas $500... mas mostra-nos ao ponto ao ponto a que chegamos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Vida Já Não é Bela


Parece que os populares packs "A Vida é Bela" que incentivam os portugueses a fugir à rotina e aventurarem-se em aventuras mais radicais (ou relaxantes, consoante as suas preferências), também não escapam à crise.

Que o digam alguns dos seus clientes, que quando chegam aos locais de destino descobrem que os parceiros já não estão a aceitar os vouchers devido a falta de pagamento por parte da "Vida é Bela".

Embora a obrigatoriedade de reserva antecipada na utilização deste tipo de vouchers faça com que a maioria dos utilizadores possa ser informado desde logo desta eventualidade; não me parece que seja essa a experiência que procuravam quando compram um destes vouchers.

Se calhar, o que faz falta é mesmo o lançamento de um pack "A Vida já não é Bela", onde os compradores possam passar pela experiência de serem caloteiros. (Para que a experiência fosse ainda mais realista, o ideal seria que também eles não pagassem o próprio pack)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Semana de 4 Dias de Trabalho


A crise... a crise... anos e anos de crise, medidas atrás de medidas - que aparentemente só têm piorado a situação real de muitos portugueses e nada fazem para acender a "luz ao fundo do túnel". Estava eu a preparar-me para adormecer, altura particularmente propícia para um momento "eureka", e... eis que encontrei a solução para a crise: bastaria simplesmente reduzir os dias de trabalho de 5 por semana, para apenas 4.

Esta era uma ideia tão boa, tão boa... que era inevitável que já tivesse pensado nela antes. E na verdade, já o tinha feito em 2008 (isto de ter um blog funcionar quase como um "diário") e não deixa de ser curioso que se fazia sentido naquela altura... ainda mais o fará actualmente. Mais assustador talvez será pensar que já em 2008 nos preocupávamos com a crise... e passados quatro anos, ainda não há há melhorias à vista.

Vejamos... fala-se de aumentar a produtividade e outras coisas que tais, mas... de que servirá isso se chegarmos tal ponto extremo em que apenas 1% da população seja tão produtiva que faz com que todos os outros sejam dispensáveis. Em que ficamos... 99% de desemprego? Será isso sustentável?

O governo já nos tem oferecido um grando rombo nos ordenados... na prática já nos terá levado bem mais de 20% daquilo que se estava habituado a ganhar. Daí que reduzir um dia de trabalho por semana seria algo perfeitamente justo, e cheio de vantagens.

Ora vejamos... com menos um dia de trabalho por semana, as pessoas estariam mais incentivadas a sair e "gastar dinheiro", movimentado o motor da economia: almoçar/jantar fora, ir a lojas, etc.

Para que não houvesse um corrida em massa às sextas ou segundas-feira, poderia fazer-se um calendário intercalado, onde umas pessoas ficassem com as 2ªs de folga, outras às 6ªs, ou até juntar a 2ª e 6ª no mesmo fim-de-semana, possibilitando um fim-de-semana ideal para uma escapadinha. Enfim... investir em algo que se chama *qualidade de vida* e não só na produtividade cega que nos parece ser colocada à frente dos olhos, como uma cenoura... cujos únicos frutos parecem ser o crescimento desenfreado do desemprego.

A trabalhar menos um dia por semana, não há ilusões.... produz-se menos: mas se calhar não será uma redução linear. As pessoas andarão mais felizes e motivadas; e se uma pessoa não consegue fazer tudo aquilo que era suposto, a solução é fácil: empregue-se mais uma pessoa.

Numa altura em que nos dizem que o que é preciso é trabalhar mais e mais e ganhar cada vez menos, eu contraponho com esta ideia louca: o que é preciso é trabalhar menos!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Austeridade e o "Buraco" do BPN


Hoje vamos ficar a conhecer qual será a próxima "dolorosa" que nos vai cair em cima, isto é... em cima do número cada vez mais reduzido de pessoas que realmente "contribuem" (já que com o desemprego sempre a aumentar... são cada vez menos).

Alguns jornais apontam já para que a receita vá resultar em custos ainda mais agravados do que seria caso a proposta da nova TSU tivesse ido para a frente, com IRS mais pesado, mais impostos sobre os combustíveis, etc. Medidas que ficarão bem no papel, e a que depois reagirão com espanto quando vierem a descobrir que vão resultar em ainda menos rendimentos "reais" no final do ano. (Será que ainda não perceberam que uma vaca morta não dá leite!?!)

Enquanto isso, brinca-se às moções de censura, e criam-se comissões de inquérito para investigar as PPP e o BPN... que "só" nos terá custado 3.4 mil milhões de euros, mas de onde - repetidamente - nunca sai uma conclusão que efectivamente atire um único responsável que fosse para a cadeia, por tais barbaridades cometidas com o dinheiro público. Dinheiro que é pode ter o nome de "público", mas que a esta hora estará muito bem acumulado numa qualquer conta de alguns "privados" a quem toda esta crise e austeridade passa ao lado.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Austeridade corta... na Vida

As notícias de hoje são a de que se vai passar a fazer racionamento no tipo de tratamento que se presta aos doentes, tendo em conta o "custo" e o "benefício".

É uma medida que parecerá um pouco assustadora, e que dá azo a inúmeros potenciais abusos que facilmente se podem imaginar; mas... que na realidade irá trazer para o centro da discussão aquilo que há muito deveria ter sido discutido.

Independentemente do dito "custo", será que realmente faz sentido que se apliquem tratamentos milionários a uma pessoa de 90 anos, para que possa sobreviver (muitas vezes, sabe-se lá em que condições!) por mais alguns meses? Fará sentido prolongar o seu sofrimento, e os das suas famílias, por todo o tempo que a medicina moderna o permitir, adiando apenas o inevitável?

Não me parece assim tão descabido encarar a morte como parte do processo natural da vida, e que a partir de um certo momento deixará de fazer sentido desperdiçar recursos imensos para "remar contra a maré" apenas para prolongar essa vida por mais 1 mês, 1 semana, ou 1 dia...

A grande questão que se coloca será garantir que tais decisões são feitas com real consciência humanitária, caso a caso, e não ditadas por interesses económicos. Porque se chegarmos a esse ponto, então mais vale começarem a carimbar-nos com um prazo de validade na testa desde o momento em que nascemos, e fica o assunto encerrado!

sábado, 15 de setembro de 2012

É Dia de Manifestação

Hoje será o dia em que se esperam que muitos milhares de portugueses deixem de se lamentar no facebook e nos comentários dos sites de notícias, que resistam à tentação de aproveitar o Sol e ir para a praia, e que ao invés disso se manifestem (pacificamente, entenda-se) contra as medidas do Governo e da Troika que a cada nova semana encontram novas maneiras de nos tornar as carteiras mais leves.

Curiosamente, ainda nos atiram à cara que todos os impostos e taxas que sobem são para nos aproximar das médias europeias(!) ficando completamente esquecido que a nível dos salários e do custo de vida, essa tal média europeia seja a mais obtusa ilusão, que nunca é mencionada. Será que os nossos políticos saberão que há muitas pessoas que têm que sobreviver com os 400€ liquidos que lhes chegam aos bolsos no final do mês... e ainda têm a lata de lhes/nos cortar (mais) um salário por ano? Se a corda tem que estourar... parece que os nossos políticos estão fartos de a esticar e também querem que ela estoure de vez para não adiarem mais o assunto.


Se foram para a rua, há um site que pretende torna-se num ponto central das fotografias que tirarem, o: http://fotosdamanif.blogs.sapo.pt/

E para isso, bastará que enviem as vossas fotos para o seguinte email: fotosdamanif@sapo.pt (não se esqueçam de colocar a localização no subject do email, e também deixarem o vosso nome - se quiserem).

[foto de André Henriques - de outra manifestação, mas... que serve para o propósito pretendido]

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Aí vem a "Onda"... de Cortes para Todos

Lá tinha que ser... com a época de férias a aproximar-se para a maioria dos Portugueses (ou melhor dizendo, para aqueles que ainda vão tendo dinheiro para poder fazer férias - que já não sei se serão a maioria), e na habitual tradição de bater no pessoal quando dói mais, lá começam as ameaças de más/piores notícias.

Não, nem sequer me refiro ao aumento "recorde" que se prevê no preço dos combustíveis para a próxima semana, fruto do aumento do preço do petróleo de 5% - e que a nossa autoridade da concorrência insiste em dizer que "tudo vai bem", mesmo quando se sabe que com o preço do petróleo estava a níveis que deviam atirar o preço final muito cá para baixo.


Refiro-me é à inconstitucionalidade do corte dos subsídios à função pública, que vem causar novos tumultos por todo o país, e lançar um clima de pânico e insegurança em todos os portugueses. É que, enquanto era só para "os outros", até dava para gozar com eles à boa tradição lusitana do que acontece aos outros é sempre merecido (quando é algo mau) - mas agora o caldo fica entornado, perante a perspectiva de que afinal... estamos todos no mesmo barco, e agora vai ser a doer (ainda mais) para todos.

Todos?... Calma lá... todos "os do costume", já se sabe que há sempre quem ache que não faz parte do grupo dos "todos", e que se auto-isente destes sacríficos que são pedidos a "todos". E claro, há também as muito adoradas excepções, que fazem com que alguns portugueses sejam mais "iguais" que outros... (E também não me refiro a quem ache que enquanto uns tenham que passar anos para tirar um curso superior... outros por lá atalhem a direito num único ano).

Muito haveria por dizer: o senhor presidente Cavaco Silva, que já deveria ter umas "luzes" do que é inconstitucional ou não (para além de muitos terem logo avisado isto desde início), e ter enviado esta medida para verificação prévia antes de a deixar passar; a um tribunal constitucional que diz que a medida é inconstitucional mas... "vá lá, por esta vez passa, que senão ia dar muitas dores de cabeça fazer cumprir a consituição" (será que tudo isto é um episódio para os "apanhados"? É que por vezes parece! Talvez seja mesmo para incentivar os ladrões - não os que roubam milhares de milhões e que continuam a exercer funções, mas sim aqueles que roubam umas carteiras nas ruas - de que afinal o que fazem é ilegal... mas por este ano, passa).

O que me chateia mais é que o "estado" pareça pouco interessado em resolver definitivamente aquilo que deveria resolver. Seria assim tão difícil simplificar - de uma ponta à outra - toda a monstruosa máquina fiscal, que se tornou em tal bicho de 7 cabeças que é preciso especialistas em toda e cada mínuscula área, e que mesmo eles ficam com dúvidas sobre as leis e regras a aplicar, e que como tal ficam sujeitas a "interpretação"?

Seria assim tão descabido aplicar uma percentagem igual para todos, independentemente se ganham 100 ou 1000? Uma taxa que tal como o IVA, automaticamente já faz com que, quem mais consome, mais paga.


É que, mesmo com a medida dos cortes dos subsidios de natal e férias a passarem a ser aplicados a todos os trabalhadores - e ignorando o pequeno pormenor que, por muito "igual" que isso seja, há que ter em conta que quando se aplicava apenas à função pública se tratava de um corte nas despesas; e passando a incidir sobre o sector privado passa para o lado das "receitas"... as tais onde não se deveria mexer mais - nem sequer há grandes esperanças que o dinheiro extra sirva para que os cortes possam vir a ser menores (algo que seria lógico - mas está visto que estes tempos são de pouca lógica) e aplicarem-se, talvez, a apenas um dos subsídios em vez dos dois, ou talvez apenas até parcialmente a apenas um deles.


Mas... não faz mal... porque já se sabe como tudo isto funciona. Por cá basta trocar as palavras para facilmente se dar a volta ao assunto - tal como com a proibição dos alugueres dos contadores da electricidade e água e gás; que efectivamente acabaram... passando a dar lugar a taxas de "potência", ou de qualquer outra coisa. Nos subsídios a coisa é exactamente a mesma: não é preciso procurar muito para ver que na função pública (alguns) novos contratados não têm subsídios de férias nem de natal... mas tão somente "complementos de remuneração no valor de um ordenado, a serem pagos a meio e no final do ano".

É este o Estado que temos, e que deveria olhar por todos nós. Infelizmente, estamos no ponto em que devemos ser nós a olhar bem atentamente para ele.

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Solução para a Crise? PP!

Não sendo especialista em nada que se aproxime de economia ou políticas macro-económias, não posso deixar de ficar meio pasmado/horrorizado com que vou vendo, lendo e ouvindo.

Já saberão certamente o quanto critico a não-responsabilização que grassa no nosso país. Aqui, ninguém é responsável pelas coisas chegarem a onde chegaram: são sempre culpa das "conjunturas internacionais" ou de qualquer outro palavreado. E até pode ser que sejam, mas seria bom ver, como na Islândia, um primeiro ministro sentado no banco dos réus num tribunal, a responder e a justificar as suas acções.

Agora, graças a uma eleição num outro país, temos quem já venha para os jornais dizer que se pode dar o dito por não dito, faltar aos compromissos assumidos e assinados há alguns meses - e também ignorar que não foi assim há tanto tempo que o seu partido estava na Governo, fez o que fez, e "fugiu" de rabo entre as pernas.

E agora, parece acreditar que já passou tempo suficiente para que todos se tenham esquecido disso, e seja altura para um regresso triunfal.

Espero bem que as pessoas, mesmo desesperadas pela "crise", não tenham memória curta - e que essa memória não tenha cores partidárias deste ou daquele partido ou indivíduo. Todos terão as suas opiniões, e as suas propostas... e o que mais interessará é que sejam íntegros e cumpram com o prometido, coisa que igualmente tem faltado ao Governo actual, que já tanto garantiu não fazer... apenas para de seguida o fazer e ainda em dose acrescida.


Mas, o assunto que cá me traz hoje é outro: é que fico pasmado como se pode estar a dizer que é preciso olhar para a frente e incentivar a economia e "outras coisas bonitas" quando... continua por resolver o real problema que nos trouxe até este momento!

São milhares de empresas a entrar em falência a cada trimestre; milhares de famílias a deixarem de poder pagar as suas dívidas... (já nem falo das que se sobreendividaram irresponsavelmente; já que com o desemprego galopante, mesmo qualquer família "responsável" está sujeita a ficar nesta situação).


Ainda hoje na rádio, uma empresa queixava-se de continuar à espera de receber um total de 10 milhões de euros de uma autarquia... sendo que algumas dessas dívidas por pagar remontam a... 2006!
E como esta existem muitas mais empresas, que cumpriram a sua parte do contrato, mas que depois: dinheiro... nem vê-lo!
Logicamente, sem dinheiro não há ordenados, não há impostos que possam ser pagos, etc. etc.

Como se pode estar a querer fomentar a economia, quando na base de tudo isto estão anos e anos de dívidas que não são pagas?


É por isso mesmo que acho que o PP seria a solução.

Não me refiro ao Partido Popular, nem tão pouco ao Paulo Portas; mas sim ao "pronto pagamento"!

Acabar-se de uma vez por todas com essa coisa dos pagamentos a 30, 60, 90, 180 dias. Queres algo, paga! Na hora!

Até admito que se pudesse criar ume entidade independente de mediação, que servisse de mediador, para garantir que o dinheiro estava lá depositado - e que seria entregue em caso de cumprimento do que estava acordado. (E assim evitando ir parar aos Tribunais, entupidos, onde as coisas se arrastam por anos e anos.)

E talvez assim se deixasse de andar a brincar com empresas - e ultimamente, as pessoas - de forma tão leviana como a que se tem feito nos últimos anos.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Crise chega às Estradas

Digam-me se é impressão minha, ou se realmente se nota que as estradas estão cada vez mais vazias?

Desde o início do ano que, ao ir para o trabalho e a regressar a casa, e a cada semana que passa, que fui ficando com a sensação de que menos carros andavam a circular nas estradas... Mas, poderá não passar apenas disso: uma "impressão".

Mas o que é certo é que também outras pessoas já me falaram nisso... e por isso mesmo, mesmo com as notícias a indicarem que continuam a haver filas intermináveis nas horas de ponta nas principais cidades... será que é mesmo algo que já se "sente na pele"?

Não seria novidade haver muita gente que já só andava de carro nas primeiras semanas do mês... e com a crise a fazer evaporar os euros da carteira mais rapidamente que nunca, poderá ter chegado finalmente ao ponto em que já se é obrigado a deixar o carro parado o mês todo e apenas usá-lo para emergências.

... Menos carros, menos combustíveis... menos dinheiro a entrar para os cofres do estado... que lá terá que arranjar outra fonte para ir buscar os euros necessários. Mas com os portugueses a reduzirem os seus gastos aos bens essenciais, como comida, água e electricidade... começa a haver cada vez menos coisas para "taxarem".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pagar para Trabalhar?

Não posso deixar de ficar irritado com as insistências que uma certa "troika" continuamente nos manda para cima... Coisas que têm como objectivo colocar-nos mais próximos da "média europeia" e que fazem com que num par de anos, os trabalhadores portugueses que sejam despedidos passem de 30 dias de indemnização por cada ano para apenas 10, ou até 8.. se formos pelo limite mínimo.

Nem me chateia nada que sejam esses 8 dias, ou até 7... embora como seja óbvio, custe sempre perder os ditos "direitos adquiridos"... O que me chateia é a tal desculpa de tal ser para nos aproximarmos da média europeia!

Mas então, para que raio de indicadores é que a troika tem olhado para nos comparar com a média europeia?

Será que já viram o quanto pagamos pelos combustíveis? Pelos automóveis? Pelas estradas gratuitas feitas em cima de estradas nacionais e que agora são SCUTs a pagar?

Ou talvez, pegando em algo mais básico e essencial... será que já se lembraram de olhar para os ordenados mínimos e médios nacionais, e comparar com a tal almejada média europeia?


É que isto de querer aproximar um país da média Europeia olhando apenas para as (poucas) coisas em que temos alguma vantagem, e esquecendo a maioria das outras em que estamos a anos-luz de distância... parece-me que seja algo que tenha muito que se lhe diga...

sábado, 10 de dezembro de 2011

A Guerra Começa na Europa


Já diz o ditado que "não há duas sem três", e depois da 1ª e da 2ª Guerra Mundial se terem iniciado na Europa (e precisamente com a Alemanha no centro das atenções), eis que novamente a História parece condenada a repetir-se.

Descansem, pois desta vez não se trata de uma guerra com soldados a matarem-se nos campos de batalha; desta vez as balas são os euros e restantes divisas mundiais, e o campo de batalha são as praças económicas.

Na génese de tudo, arrisco-me a ditar que é um dos nossos velhos conhecidos que parece não abdicar da natureza humana, a ganância. A ganância de querer sempre mais, mesmo quando já se tem mais do que o suficiente para toda uma vida de luxo com todas as excêntricidades possíveis. Ganância de quem certamente já nem vive neste planeta, tal a separação com que deve olhar para o resto do mundo, o "povo", aqueles que "trabalham", e cujos parcos cêntimos vão sendo sugados sem dó nem piedade... enquanto os tiverem.

Inocentes, culpados, não importa - raras são as guerras onde há realmente vencedores e vencidos (e caso a memoria seja curta, vejam-se os "vencidos" que há pouco mais de meio século perderam a 2ª grande guerra: Alemanha e Japão, e do seu peso actual no mundo.

Se ao perderem tiveram este desfecho, talvez não seja mal imaginar que caso nesta 3ª Grande Guerra Mundial Económica, mesmo que a Alemanha ganhe, os próximos "derrotados" possam estar em igual posição daqui por umas décadas.

... Resta saber se nessa altura ainda por cá estará alguém para se preocupar com tudo isto.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Crise Assessória


Enquanto nos vêm com conversas de austeridade, e de que "tem que ser", e de que pelo lado do Estado também está tudo congelado e a cortar... Gostava de perceber como se continuam a descobrir coisas destas.
No Diário da República do passado dia 11/11/11, temos mais um assessor para o Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que passa a receber *mais* 2000€ mensais (acompanhados, obviamente, pelos subsídios de férias e de Natal.)

Parece que a crise continua a aplicar-se apenas a quem tem que os sustentar...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Crise e os Animais Abandonados


Enquanto portugueses, gregos (e todo o resto do mundo) vai falando da crise, há também outras vítimas silenciosas que têm pago a factura... e sem que nenhuma culpa lhes devesse ser atribuida: os animais de estimação.

O abandono dos animais de estimação tem subido bastante nos últimos tempos; e embora até possa compreender que - nos casos mais extremos - se tenha que optar entre comprar comida para a família, ou a comida para os animais - a verdade é que não há desculpa para que se abandone um animal. (E já nem falo dos casos em que este animais são abandonados, mas os donos continuam a ter dinheiro para tabaco e outros vícios... como jogos para o computador e para as consolas...)

Houve quem dissesse que o nível de evolução de uma sociedade se deveria medir pela forma como esta trata os animais; e com a desculpa "da crise", parece que a nosso sociedade anda a regredir cada vez mais nesses (e em muitos outros) aspectos...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Grécia e a Crise


A crise está instalada, com a Grécia a fazer todo o Mundo refém com o seu referendo sobre se os Gregos pretendem continuar a fazer parte do Euro (mundo "financeiro" leia-se, já que para quem continua a semear batatas no seu quintal, no país "real" que vai ficando cada vez mais envelhecido e deserto, pouca diferença lhe faz isso dos euros, escudos, dracmas, SCUTs, e demais inovações que tanto se leva a sério nas grandes cidades).

Todos levam as mãos à cabeça, como se afinal os gregos não tivessem uma palavra a dizer - e sob a suspeita de que todos os milhões lá despejados ficarão para sempre sem retorno... E com a ameça de o resto do Euro ir pelo mesmo caminho.

Talvez seja mesmo o que é necessário... um grande estouro. Um estouro de tal magnitude que volte a impôr regras saudáveis na especulação desgovernada a que hoje assistimos, e onde as empresas de rating e a banca acabam por ter mais a dizer sobre o destino de um país, que os interesses nacionais e dos seus cidadãos.

Todo o sistema está completamente caduco e obsoleto... Como se pode admitir que uma câmara demore mais de 2 ou 3 anos para pagar algo que comprou; fazendo com que entretanto essa empresa tenha que fechar portas? Como se pode admitir que quem trabalhe pague "x%" de impostos, mas que quem faça milhões de um dia para o outro na bolsa pague menos; ou que seja permitido "manobrar" as contas das grandes multinacionais de forma a que estas dêem a volta ao assunto?...

Não há voltas a dar, há que ser justo e ter responsabilidade social e económica... pois como se vê estamos a chegar ao final do jogo, e tal como no jogo do Monopólio... o final acaba quase sempre por não ter grande piada, quando apenas uma pessoa açambarca tudo o que existe, deixando os restantes fora do jogo.

Só que neste mundo "real"... em vez de simplesmente se arrumar o jogo na prateleira, aqui a "brincadeira" vai ter consequências bem mais complicadas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Recordar que a Crise Não é para Todos

[Recebido via email]

Convém recordar: António Lobo Xavier

 Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...


Convém recordar: José Pedro Aguiar-Branco

O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco e agora ministro da defesa é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários... E agora é Ministro da Defesa.


Convém recordar: António Nogueira Leite

Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...


Convém recordar: João Vieira Castro

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.



Convém recordar: Daniel Proença de Carvalho


Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.


Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...



Convém recordar: Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!
Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.

Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.


Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...



Vencimentos com valores médios em termos de carreira...

  • G.N.R...............€ 800,00 - Para arriscar a vida.
  • Bombeiro...........€ 960,00 - Para salvar vidas.
  • Professor...........€ 930,00 - Para preparar para a vida.
  • Médico...........€ 2.260,00 - Para manter a vida.
  • Deputado...... € 6.700,00 - Para nos lixar a vida.


Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.


Nenhum governante fala em:

  1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.
  2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.
  3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.
  4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
  5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?
  6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.
  7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.
  8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.
  9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.
  10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
  11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.
  12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.
  13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.
  14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.
  15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.
  16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.
  17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
  18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.
  19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
  20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
  21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
  22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
  23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.
  24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".
  25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;
  26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".
  27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.
  28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
  29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
  30. Pôr os Bancos a pagar impostos.


[Recebido via email]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ordenados nos Transportes

Parece estar (novamente) o "caldo entornado", com a notícia de que o Governo se prepara para cortar nos ordenados das empresas de transportes, como a Carris, STCP, e os Metros de Lisboa e Porto.

Se é verdade que já muitos cortes se têm feito ao longo dos anos, que fazem com que muitos trabalhadores destas empresas já não têm aumentos efectivos há muito tempo; por outro lado fico pasmado ao ouvir falar dos ordenados médios que -dizem- ali se praticam: ordenados médios de 2000, 3000, e 5000 mil euros! Com os seus administradores a ganharem mais que isso, e a chegarem quase ao dobro.

Claro que ninguém gosta de "sentir" a crise na pele, e claro que alguém que se sinta ameçado a ver o seu ordenado levar (novo) corte de 20 ou 30% não achará grande piada a isso. Mas... expliquem-me lá como é que se pode admitir que no nosso país, e à nossa custa, possam existir empregos onde se paguem bónus extra apenas por... comparecerem ao trabalho!?!

O bónus por aparecer no trabalho já existe! Chama-se "ordenado"! Se faltarem não recebem, e se abusarem deviam ir para a rua! Pura e simplesmente.

Portanto, desculpem-me lá... mas realmente isto tem tudo que dar uma grande volta. E se é apenas natural que se queiram ordenados justos, também me parece que há que dar a mão à palmatória quando se ganham bónus apenas por fazerem aquilo que já estão a ser pagos para fazer...

(E não me refiro apenas às empresas de transportes públicos, mas sim a todo e qualquer cargo onde isso exista... e à nossa custa!)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pseudo-Trader Alessio Rastani e a Crise



É uma entrevista da BBC de três minutos que tem feito furor pela internet fora. Nela, um suposto "trader" e "especialista financeiro" admite que são os grandes interesses económicos que comandam o mundo, e que a crise dá muito a lucrar - numa exposição cândida e franca que confirma os "sentimentos" e receios que grande parte da população terá.

No entanto, Alessio Rastani - que disse "Quem governa o mundo é a Goldman Sachs" - e que deixou os entrevistadores "de boca aberta", parece não ser nada mais que uma pessoa em busca da fama e da atenção dos media.

Portanto, as suas declarações, mesmo que certas ou de enconto ao que se esperava ouvir ou ser admitido pelos "manipuladores económicos"... acabam por ser apenas palavras e opiniões tais como as que todos temos. (Claro que haverá quem ache que isto não passará de uma nova táctica de encobrimento, e que estão a tentar desacreditar o pobre "trader" que ousou falar em público... mas, cada um que tire as suas conclusões :)


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Prosperidade e a Recessão

Eis um excelente infográfico que vem precisamente demonstrar aquilo de que eu falava no outro dia, de que a concentração da riqueza numa percentagem reduzida da população tem - inevitavelmente - consequências insustentáveis.


Uma vez que não é todos os dias que chove dinheiro, este gráfico mostra-nos também como a produtividade foi habitualmente acompanhada por idêntica evolução dos ordenados... até que, a certo ponto, a produtividade continuou a crescer, mas a compensação... ficou para trás. Relativamente aos anos 80, embora a produtividade tenha aumentado cerca de 80%, os ordenados aumentaram apenas 8% em média.

Mas, a questão principal é que novamente a fortuna começa a estar concentrada no escalão "superior" da sociedade, com valores semelhantes aos que precederam a grande recessão nos EUA.

Sendo insustentável, é certo que isto vai ter que "estourar" por algum lado - mas tal como antes, até que as coisas comecem a melhorar neste aparentemente imutável processo cículo, ainda muita gente irá continuar a sofrer durante muitos e longos anos.

[via NYT]
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