segunda-feira, 6 de julho de 2015

Santander começa a cobrar por transferências... mesmo nas caixas MB?


São cada vez mais raros os bancos que não cobram pelas transferências feitas, e agora o Santender tem surpreendido alguns clientes com a cobrança das ditas taxas... mas levando a coisa mais além e cobrando-as mesmo quando são feitas através das caixas Multibanco.

A cobrança pelas transferências feitas usando-se as plataformas dos bancos, por muito ilógicas que sejam (estamos a fazer todo o trabalho por eles) já se tornou numa coisa habitual. Mas até ao momento as transferências feitas por via das caixas Multibanco tinham estado a salvo destas taxas adicionais - coisa que o Santander parece querer alterar... e fazendo-nos pensar que em breve outros bancos o façam também.

Facilmente se percebe que com estas tácticas as pessoas recorram cada vez mais a fazer pagamentos "em dinheiro" (e já se imagina que, mais dia menos dia, voltam a surgir as tentativas de cobrar comissões pelos levantamentos de dinheiro)... e com maior movimentação de dinheiro vivo voltam a surgir as maiores tentações para evasões fiscais.

... Os bancos já cobram despesas de manutenção, já cobram pelos cartões, já cobram por tudo e por mais alguma coisa. Será mesmo necessário recorrer a estas tácticas para irem rapar mais o tacho? Eu já saí de um banco por cobrarem comissões que achava abusivas... e não terei problemas em voltar a fazê-lo se algum deles me começar a cobrar taxas pelas transferências feitas no MB!


Rectificação: o Santander já veio clarificar que, actualmente, (ainda?) não está a cobrar pelas transferências feitas no MB. É possível que a origem deste engano tenha tido origem numa qualquer outra taxa que tenha sido cobrada ao leitor que se queixou na nossa mailing list.

sábado, 4 de julho de 2015

Tens cultura geral para ser diplomata?


Tens o sonho de seguir uma carreira diplomática? Então nada como pores à prova a tua cultura geral com a mesma prova que eliminou quase 80% dos mais de 800 candidatos a adidos de embaixada.

Esta prova consiste em 90 perguntas de diferentes áreas: História, geografia, arte, economia e política, e poderá ser revelador do estado da cultura (ou falta dela) no nosso país. Mas não se pense que basta superar esta prova para ganhar acesso directo à carreira diplomática. Esta é apenas a primeira prova de várias, que incluem ainda provas de língua portuguesa e inglês, para além de outro exame escrito e oral, sobre temas mais específicos. No fim... uma entrevista que será a última etapa para entrarem no mundo "diplomático".

Mas antes de colocarem "o carro à frente dos bois", nada como verem como está a vossa cultura geral e responderem a 90 simples perguntas (para terem esperanças da tal carreira, terão que responder correctamente a 63 no mínimo.)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Campanha de crowdfunding quer pagar a dívida grega juntando €1.6 mil milhões


Temos visto o crowdfunding a tornar possível muitos projectos que seriam impossíveis de concretizar recorrendo a formas de financiamento tradicionais; e agora temos uma campanha que quer resolver o problema da crise grega/europeia pretendendo obter 1.6 mil milhões de euros para arrumar com o assunto.

A ideia é engraçada, e teoricamente seria atingível, bastando para isso que todo e cada europeu contribuísse com meros 3 euros. O problema é que entre a teoria e a prática vai uma grande distância - embora mesmo assim a campanha já se aproxime dos 900 mil euros, valor bem superior ao que eu imaginaria ser possível atingir.

Infelizmente, para se ter uma noção da ordem de grandeza dos valores pretendidos, mesmo que se atinge o bonito número de um milhão de euros, seria necessário repetir isso... 1600 vezes! (E não posso deixar de pensar no que o proponente deste projecto se sentiria tentado a fazer se na sua conta caíssem efectivamente 1.6 mil milhões de euros - mesmo tendo em conta que teria que passar o resto da vida com um pelotão de guarda-costas a garantir que nenhum grego se aproximasse demasiado dele! :)

terça-feira, 30 de junho de 2015

Mapa demográfico da Europa mostra a desertificação de Portugal e países de Leste


As "migrações" são um processo natural em qualquer sociedade, mas não deixa de ser revelador visualizar as tendências que tem ocorrido por toda a Europa nas últimas décadas. Um Instituto alemão pegou nos dados demográficos referentes ao período de 2001 a 2011, e criou um mapa que torna perfeitamente visível o panorama Europeu, com as zonas a azul a representarem uma perda de população, e as vermelhas um aumento.

Em Portugal, fica perfeitamente "pintado" o retrato que todos conhecemos, da desertificação do interior e a fuga para o litoral (e ter em conta que, ao não contemplar dados mais recentes, ainda nem sequer se faz ressentir dos mais mais recentes da crise, em que grande parte da população fugiu para outras paragens.) Em Espanha também se reflecte uma fuga para Madrid e para a costa mediterrânica; e França e Irlanda (e também o Reino Unido) parecem ser dos destinos preferidos, contando com um aumento mais equilibrado um pouco por todo o território.

... Não seria bom se os governos olhassem para estas movimentações e implementassem políticas, não em forma de "emergência" quando não há forma de o evitar, mas sim de forma atempada (tal como a questão do envelhecimento da população e incentivo à natalidade - que por cá vai sendo uma miragem mesmo com panorama desolador que temos?)

domingo, 28 de junho de 2015

Os EUA e as armas


A questão das armas nos EUA é um tema polémico que divide opiniões, e que parece ter chegado ao ponto de ser necessário um programa cómico para ajudar a dar uma perspectiva sobre o problema.

Jim Jefferies é um comediante australiano, e tem um sketch que resume tudo de forma - infelizmente - clara, referindo ponto por ponto muitas das desculpas que estamos habituados a ouvir a "favor"... e deixando-nos a pensar se realmente farão sentido.

Na Austrália, depois do maior massacre de sempre no país (Port Arthur em 1996) o país decidiu banir as armas, e o resultado foi... o final dos massacres anuais que vinham a atormentar o país na década precedente (em 10 anos houve 10 massacres). Nos EUA, as mortes continuam a suceder-se, e o resultado tem sido... permitir que até as crianças possam andar com armas.

... Hummm... será assim tão difícil somar 1+1?

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