Ao contrário de algumas pessoas que têm levado bem a sério a luta contra o novo acordo ortográfico, eu tenho tentado manter-me numa posição mais neutra - e em que aceito que a língua seja uma coisa dinâmica e que tenha que evoluir... (senão, ainda hoje estaríamos a escrever pharmácia.)
No entanto... há situações que me fazem crer que este dito acordo é realmente uma aberração de todo o tamanho.
Desde os "espetadores de TV" (que não sei de onde cairam, uma vez que pelo menos eu continuo a ler/escrever/dizer "espeCtadores"), a coisas igualmente passíveis de fazer enrolar a língua a qualquer pessoa que tente ler um texto que até aqui era perfeitamente decifrável, mas que daqui para a frente... não sei não.
Vejamos, que tal falarmos sobre a conceção de um novo veículo?... Conceção!?! Concessão?... Ah! Concepção! Pois... estava difícil...
Uma situação que se torna ainda mais caricata quando este suposto acordo "unificador" para todos os países de língua Portuguesa tem sido recusado tanto por entidades nacionais de peso (CCB, Faculdade de Letras de Lisboa) como até pelo Jornal de Angola! Ou seja, a desculpa para a sua criação... parece estar a ir-se por água abaixo...
E ainda por cima, se a ideia é transformar o Português numa língua puramente fonética, então que se encham de coragem e o façam como deve ser. Porque motivo desaparecem algumas consoantes mudas mas ficam outras?
Acordo de "Homem" é passar a escrever-se coisas como "Ómem", e "Ospital", e "Otel". É para destroçar a língua, então que seja para a desgraça... e já fica meio caminho andado para daqui por umas décadas se poder estar a escrever com abreviaturas à SMS de que a "chavalada" actual tanto gosta...
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Desemprego em Alta, Natalidade em Baixa
Será caso para perguntar que tipo de análises ou previsões andam os supostos especialistas a fazer. Seria assim tão difícil imaginar que o desemprego iria subir em flecha, estando agora em 14% e não sendo segredo nenhum que irá subir ainda mais durante este 2012 que ainda vai no início?
Nem seria preciso olhar para os números das estatísticas, basta apenas olhar para o lado. Não há dia que passe sem ouvir que mais um conhecido fique sem trabalho - para não falar daqueles que mês após mês vão recebendo a conta-gotas... se é que recebem alguma coisa.
Passo a passo lá vamos caminhando para uma situação que promove cada vez mais a total paralização da "máquina" que sustenta a nossa sociedade... e espero bem que depois do exemplo grego (ainda a decorrer) e deste novo (mas completamente esperado) sinal de alerta, se assista a uma mudança de atitudes - a começar pelo fim dos adiamentos e indecisões da tomada de medidas concretas.
E se do lado da carteira as coisas estão más, pelo lado social não estão melhores. Em Portugal nascem cada vez menos crianças... numa tendência que continua a decrescer e que significa que daqui por 8, 10, ou 15 anos, teremos escolas vazias, sem alunos... que depois mais tarde se tornarão em futuros trabalhadores em número insuficiente, que promoverão a vinda de mais imigrantes para suprir as necessidades, etc. etc. Uma cadeia de eventos a longo prazo que - imagino eu - está mais que estudada por muitos mais especialistas da área.
Com tanto e tanto especialista... não sei porque motivo as coisas andam sempre tão tortas e tão cheias de "surpresas"...
Mas o que sei é que quando temos um Presidente que já nem tem a coragem de enfrentar cara-a-cara os jovens de uma escola secundária, e que no dia seguinte vai para uma conferência sobre o "Nascer em Portugal"... é sinal que algo vai mesmo muito mal.
Nem seria preciso olhar para os números das estatísticas, basta apenas olhar para o lado. Não há dia que passe sem ouvir que mais um conhecido fique sem trabalho - para não falar daqueles que mês após mês vão recebendo a conta-gotas... se é que recebem alguma coisa.
Passo a passo lá vamos caminhando para uma situação que promove cada vez mais a total paralização da "máquina" que sustenta a nossa sociedade... e espero bem que depois do exemplo grego (ainda a decorrer) e deste novo (mas completamente esperado) sinal de alerta, se assista a uma mudança de atitudes - a começar pelo fim dos adiamentos e indecisões da tomada de medidas concretas.
E se do lado da carteira as coisas estão más, pelo lado social não estão melhores. Em Portugal nascem cada vez menos crianças... numa tendência que continua a decrescer e que significa que daqui por 8, 10, ou 15 anos, teremos escolas vazias, sem alunos... que depois mais tarde se tornarão em futuros trabalhadores em número insuficiente, que promoverão a vinda de mais imigrantes para suprir as necessidades, etc. etc. Uma cadeia de eventos a longo prazo que - imagino eu - está mais que estudada por muitos mais especialistas da área.
Com tanto e tanto especialista... não sei porque motivo as coisas andam sempre tão tortas e tão cheias de "surpresas"...
Mas o que sei é que quando temos um Presidente que já nem tem a coragem de enfrentar cara-a-cara os jovens de uma escola secundária, e que no dia seguinte vai para uma conferência sobre o "Nascer em Portugal"... é sinal que algo vai mesmo muito mal.
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Ordenados dos Gestores Públicos e dos Outros
Os funcionários da CGD argumentaram que não deveriam ter os seus ordenados reduzidos, pedindo uma excepção considerando que é uma empresa que tem concorrência no mercado nacional, e que tal redução poderia fazer com que o pessoal qualificado fugisse para outras empresas, deixando a Caixa apenas com o pessoal "mais fraco/menos bom".
O Governo, bem ou mal, achou que tal não seria o caso, e não lhes deu ouvidos.
Até aqui, nada de grave... até se saber que afinal a tal regra que limita o ordenado máximo dos seus gestores ao ordenado do primeiro-ministro, vai afinal ter direito a excepção... exactamente pelos mesmos motivos anteriormente considerados sem validade.
Parece que afinal, até as evidências já não servem para todos... apenas para quem tem "sorte".
Mais sorte terão também os funcionários do Bando de Portugal, cujo ordenado médio ronda quase os 5000 euros mensais, cerca de 1500€ a mais do que a média do mercado. Esses certamente já terão as suas excepções consagradas e asseguradas mesmo em tempo de crise e de austeridade que a todos pesa. Ou melhor... a quase todos.
O Governo, bem ou mal, achou que tal não seria o caso, e não lhes deu ouvidos.
Até aqui, nada de grave... até se saber que afinal a tal regra que limita o ordenado máximo dos seus gestores ao ordenado do primeiro-ministro, vai afinal ter direito a excepção... exactamente pelos mesmos motivos anteriormente considerados sem validade.
Parece que afinal, até as evidências já não servem para todos... apenas para quem tem "sorte".
Mais sorte terão também os funcionários do Bando de Portugal, cujo ordenado médio ronda quase os 5000 euros mensais, cerca de 1500€ a mais do que a média do mercado. Esses certamente já terão as suas excepções consagradas e asseguradas mesmo em tempo de crise e de austeridade que a todos pesa. Ou melhor... a quase todos.
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Cidade Alemã Alicia Portugueses
Parece que aquela bem conhecida pérola de sabedoria popular "quem não está bem, que se mude" chegou ao ouvido dos alemães, que sabendo o estado das coisas por cá, decidiu aliciar os Portugueses com a promessa de emprego e ordenados acima dos 3500 euros mensais.
Há uma cidade alemã que convida os portugueses a preencherem os 3000 empregos disponíveis que parecem não ter candidatos alemãs para os preencher. Não se pense que se tratam de empregos "indesejáveis", uma vez que se tratam de empregos para pessoal qualificado, e onde os ordenados para os engenheiros podem ascender aos 6 ou 8 mil euros mensais.
Mas, não se pense que a vida em Schwäbisch Hall (a meia caminho entre Estugarda e Nuremberga) será tão simples como querem fazer crer (sem com isto dizer que não possa ser uma alternativa bem mais atractiva do que o que se pode ter por cá). Embora seja uma cidade cheia de pessoas de todo o mundo, a socidade alemã não tem por hábito estar predisposta a aturar línguas estrangeiras - pelo que deverão saber, ou estar dispostos a aprender Alemão (até aqui, nada de inesperado). Mas, fica também o aviso de que os impostos na Alemanha pesam bastante, podendo chegar a cerca de 50%. Pelo que, assim num ápice, os muitos apelativos valores de 3500 euros mensais, rapidamente se podem traduzir num ordenado efectivo de apenas 1900 euros... algo que deverão acertar com o posso possível futuro empregador antes de começarem a fazer as mala.
Seja como for... volto a dizer que mesmo assim me parece uma opção a considerar para que não "estiver bem" por cá...
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Saltar da Ponte
Será talvez a vontade de muitos portugueses que se sentem sem saída perante a crise que nos assola; mas no fim-de-semana passado enchi-me de coragem e fui mesmo realizar este sonho que já tinha há muito: o de saltar no vazio... e ter uma certeza quase absoluta de que por cá continuaria para contar como foi!
Sim, fui fazer bungee jumping, e para que não pensem que por cá só coloco queixas e críticas, venho partilhar convosco esta experiência única que certamente irei repetir.
A organização esteve a cargo da Extremos Portugal, e graças a uns vouchers do GroupOn, lá fui eu para a ponte ferroviária de Marco de Canaveses e os seus mais de 60m de altura até ao rio.
Uma vez que eu sou "radical" mas não sou "tolo", levava comigo dois vouchers: um para o bungee jumping... mas também outro para algo que era descrito como simulador de queda livre.
No ponto de encontro vim a descobrir que não era o único maluco com vontade de saltar da ponte, já que éramos quase 40 pessoas a ir saltar nessa manhã (e mais algumas a acompanhar) e a quem o frio que se fazia sentir não tinha sido suficiente para fazer mudar de ideias.
Já na ponte, com o material montado, lá se começaram a efectuar os saltos, enquanto cá em cima se ia animando o convívio entre todos. (Até fico com pena de não ter ficado com o contacto de alguns compinchas! :)
Corajoso atrás de corajoso, lá se foram mandando todos lá para baixo - e fiquei a saber que também se fazem saltos duplos, com um casal bem agarradinho numa experiência que certamente lhes ficará para sempre gravada na memória!
Por fim, lá chegou a minha vez... começando pelo simulador de "queda livre" e que - digo desde já - foi uma desilusão. Pensava eu que seria uma queda com travagem final progressiva, mas afinal aquilo é mais um rappel com descida a velocidade constante. Ou seja, depois do "milésimo" de segundo inicial em que têm que abandonar o parapeito da ponte, rapidamente se torna uma seca... a descer lentamente suspenso pela corda até lá baixo. (Eles bem dizem que isto é mais apropriado para quem tiver medo de alturas e se quiser ir habituando à coisa...)
Felizmente, o melhor estava reservado para o final... o verdadeiro salto no vazio!
Mas antes disso, há que referir que embora todos tenham saltado sem problemas, com maior ou menor hesitação, tivemos também a "excepção" à regra... um moço bem disposto, que tinha vindo em grupo com mais 4 ou 5 amigos, e que nada faria prever ser diferente dos demais... mas que quando passou para o lado de fora da ponte... oh oh! Não houve forma de o convencer a saltar, e imagino que o corrimão de ferro ainda hoje lá tenha as marcas das suas mãos tal a força com que se agarrava. Teve que desistir de saltar, recuperar coragem, e depois tentar novamente mais tarde - o que mesmo assim não esteve fácil, mas por fim lá conseguiu largar-se da ponte e ser atirado (com o seu conhecimento e consentimento, claro) no vazio.
E finalmente (sim, fui mesmo o último), lá chegou a minha vez de passar para o lado de fora do corrimão, e mentalizar-me que ia fazer aquilo que milhões de anos de evolução nos gritam para não fazer... Confesso que também hesitei por alguns segundos, enquanto a adrenalina e o ritmo cardíaco iam subindo - mas era um misto de pavor e de desejo, pois era mesmo algo que estava curioso para saber como seria.
... E apenas posso dizer que é indiscritível...
Cair no vazio, mesmo com a confiança de que temos um elástico que nos vai segurar, é algo que deve activar todos os "sensores de alarme" nos nossos cérebros. E às tantas, já nem sabia distinguir se o que estava a sentir era divertimento, ou o mais absoluto terror - mas verdade seja dita, será talvez isso que nos leva a procurar este tipo de actividades.
Ainda por cima, como depois ainda ficamos ali a saltitar mais duas ou três vezes, a tal sensação de queda desamparada repete-se por mais algumas vezes.
Enfim... tive exactamente aquilo que procurava, e recomendo a todos! ;P
... Agora, o próximo passo será procurar um tombo ainda maior... pois este 65 metros da ponte de Marco de Canaveses já não satisfazem. Parece que há ali para os lados de Pombal uma ponte com mais de 150m de altura... e já pedi para me avisarem quando lá forem fazer uns saltos! :)
(E se nessa não morrer de ataque cardíaco, é da maneira que fico assegurado que tenho um coração à prova de bala! :)
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