domingo, 27 de Julho de 2014

Depois de veres isto nunca mais vais querer comer fast-food


Se gostas de comer "fast-food", o melhor será passares já a outra notícia e viveres feliz na ignorância do que se pode esconder por trás daquilo que comes. Se procuras um motivo para nunca mais te apetecer comer algo que não vejas ser preparado à tua frente, então segue em frente.

Uma reportagem de um jornalista infiltrado numa empresa de fornecimento de carne, que por lá permaneceu durante vários meses, veio revelar motivos para que o mero pensamento de se comer algo num McDonalds, KFC ou Pizza Hut seja acompanhado de vómitos. Eram esses alguns dos clientes deste fornecedor de carne na China, onde mesmo a carne que cai ao chão é apanhada e atirada de novo para o processamento como se nada fosse - e, se isso for algo que não vos choque, então esperem pela melhor:

Este fornecedor misturava carne "reciclada", alguma com validade expirada há mais de 1 ano(!), com a carne nova enviada para os clientes!

Ou seja, a carne expirada, rejeitada, e não vendida, era simplesmente atirada novamente para a máquina, no mais nojento sentido imaginável da palavra "reciclagem"!

Ah, importa referir que esta empresa foi alvo de várias inspecções por parte dos clientes... mas que sempre que isso acontecia, havia sempre alguém que os avisava de que isso iria acontecer, de modo a que eles pudessem esconder tudo o que não deveria ser visto. Agora que o assunto saltou para a praça pública, a McDonalds e outros já suspenderam as relações com este fornecedor - algo previsível, embora não nos expliquem porque motivo os informavam das inspecções que deveriam assegurar a qualidade do produto.

Infelizmente, não faltam comentários de pessoas que trabalham nesta indústria e que referem que este tipo de práticas é comum em todos os países do mundo, e que também nos países civilizados as "inspecções" são quase sempre "pré-informadas", permitindo prosseguir com este tipo de abusos continuamente, indiferentes a toda e qualquer regulamentação que possa dar a ilusão de segurança aos cidadãos.

Confesso que por vezes até sinto vontade de ir ao McDonalds ou dar um salto à Pizza Hut - mas de agora em diante, acho que não vou conseguir evitar este sentimento de repugnância sempre que pensar em "fast food" (e por um lado, não fico nada triste por isso!)


sexta-feira, 25 de Julho de 2014

EUA - um país que não é obrigado a cumprir a sua própria Constituição?


Se alguém nos disser que os cidadãos dos EUA não estão protegidos pela Constituição do seu próprio país, poderíamos achar que era uma piada. Infelizmente... não é piada, e é algo que afecta mais de metade da população.

Nos EUA existem zonas chamadas de "Constitution-Free Zones", em que os direitos fundamentais dos cidadãos ficam sem efeito. Estas zonas foram criadas para lidar com os potenciais problemas nas fronteiras, permitindo que as autoridades possam fazer buscar ou interpelar quem muito bem entenderem, sem necessitarem de qualquer tipo de justificação ou causa provável.


O problema é que estas zonas se estendem por 160Km para o interior do país a partir das fronteiras, cobrindo assim as mais povoadas zonas costeiras, e afectando quase 200 milhões de americanos (quase dois terços da população). São 200 milhões de americanos que podem assim ser sujeitos "legalmente" a todo o tipo de abusos que qualquer agente decida fazer: como estarem sujeitos a ser abordados e revistados sem qualquer motivo.

... Sinceramente, não imaginava que algo como isto fosse possível num país dito "livre" e "democrático"!

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Suécia vê-se obrigada a importar lixo


Se gostam de situações caricatas, que vos parece a questão de um país ficar com falta de... lixo? É precisamente o que se passa na Suécia, onde a situação obriga a que se importe lixo (mas ganhando dinheiro com isso, e sem ter que lidar com os restos indesejados disso).

Na Suécia, praticamente todo o lixo é reciclado, fazendo com que apenas 4% do lixo gerado seja enviado para aterros. Se por um lado isso é exemplar, por outro lado isso causa complicações nas centrais incineradoras que dependem do lixo para gerar energia. Depois de já terem esvaziado todos os seus aterros, a Suécia vê-se agora obrigada a importar 80 mil toneladas de lixo por ano, para continuar a gerar energia. Mas neste processo a Suécia fica a ganhar duplamente: pois recebe dinheiro para tratar o lixo alheio; usa-o para gerar energia; e depois os resíduos poluentes que restarem são novamente enviados para o país de origem para serem depositados nos aterros.

Embora por agora o lixo esteja a ser importado da vizinha Noruega, as intenções da Suécia são de recorrer a lixo de países onde a incineração e reciclagem de lixo esteja menos implementada, tornando o sistema mais "funcional".

... Ora aqui está um negócio que não prevejo que tenha falta de matéria prima, olhando para todos os outros países onde em vez de falta de lixo se tem precisamente o problema oposto!

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Incentivo à Natalidade passa pela penalização de quem não tem filhos?


Conhecendo-se bem o país em que estamos, que ignora à décadas todos os sinais de alarme quanto à falta de natalidade e envelhecimento da população (e que parece esquecer-se que criar novas gerações que garantam a tão desejada "produtividade" não é coisa que se faça da noite para o dia), já seria de esperar o tipo de coisa que aí vem.

Aparentemente, em vez de se incentivar a natalidade, a técnica encontrada será penalizar quem não tenha filhos.

Para uns, poderá ser algo que parece ter o mesmo efeito... mas depois de todas as penalizações que já se implementaram nos últimos anos, parece-me ser de um profundo mau gosto estar a usar ainda mais esta desculpa para massacrar aqueles que, por opção ou por força das circunstâncias, não queiram ou não possam ter filhos.

Muito gostaria eu de ver que o incentivo à natalidade fosse algo positivo, que inspirasse os Portugueses a encarar o futuro com um brilho de esperança num futuro melhor. Afinal, arrisca-se a ser algo completamente oposto, tornando isso numa decisão quase matemática e analítica, feita sobre uma folha de cálculo sobre as penalizações às quais se poderá, ou não, escapar.

Se for esse o caso, então que façam uma lei oposta à da China, em que em vez de limitarem o número de filhos por casal, passem a obrigar a existência de um número de filhos mínimo. Se é assim que querem que as coisas funcionem... que não estejam com meias medidas.

sábado, 19 de Julho de 2014

O conflito Palestiniano/Israelita


Considero absurdo que nos dias de hoje, continue a ser permitido recorrer à violência para se fazer "o que se quiser". Na Palestina, isso infelizmente parece já fazer parte do território, pois desde tempos imemoriais que os conflitos se sucedem, e depois de alguns anos em que as coisas pareciam estar a encaminhar-se para vias pacíficas, assistimos agora a nova escalada de violência...

Neste mundo mediático em que vivemos, é fácil que de parte a parte se troquem acusações e se exibam imagens chocantes, sobre as atrocidades cometidas. Mas quando depois existem pessoas no parlamento israelita que dizem que todas as mães palestinianas deviam ser exterminadas, acho que se torna bem claro que já seria mais que altura da comunidade internacional intervir e mandar um par de estalos a estas pessoas.

Seremos o raio de uma raça assim tão diferente e estúpida que não consiga perceber que estaríamos bem melhor a resolver as coisas "a bem"? Ou será que isso é apenas uma ilusão na qual a sociedade se esconde enquanto pessoas como estas vão cometendo atrocidades impunemente (não só em Israel e Palestina, como infelizmente um pouco por todo o mundo, como o recente caso do avião de passageiros abatido por um míssil na Ucrânia.)

Se nos EUA querem processar a FedEx por ser usada por criminosos para transportar mercadoria ilegal; então porque não se processa também todas as empresas que fabricam armamento? (Não que isso impedisse que estas questões continuassem a ser palco de violência, nem que fosse à pedrada e paulada... mas sempre evitava que alguns poucos continuassem a facturar biliões à custa das desgraças alheias.)


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