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sexta-feira, 7 de junho de 2013
FMI e Bruxelas, os Erros e as Culpas
"Ainda falta muito?"
Será essa certamente a pergunta que muitas pessoas em países como a Grécia e Portugal farão neste momento. Aplicaram-nos receitas cuidadosamente preparadas por supostos especialistas, e que diziam que após 2 ou 3 anos de sofrimento, as coisas começariam a melhorar. No entanto, os anos vão passando... e em vez de melhorarem, vão piorando cada vez mais. Parece que afinal a receita não funciona - como outros "especialistas" terão advertido logo de início.
Se calhar o problema é haver especialistas a mais, e ao estilo do Masterchef, cada "mestre da culinária" ter receitas radicalmente diferentes que prometem curar todas as maleitas.
O mais triste, como alguns referem - e bem - é que estamos a assistir a coisas que tristemente já aconteceram no passado; e que depois de causarem muito sofrimento a milhões de pessoas, lá se arranjaram formas de recuperar. No caso da grande depressão na década de 30 também foram experimentadas e implementadas fortes medidas de austeridade... e que levaram a uma maior regulamentação dos bancos e das "manobras" que podiam fazer - regulamentação que curiosamente foi suspensa alguns anos antes desta nova depressão, permitindo aos bancos terem-se metido no buraco que se meteram (e deixando-nos a conta a todos para pagar).
Esperemos que desta vez, não seja preciso uma Guerra Mundial para resolver o problema - embora com o FMI e Bruxelas a começarem a atirar culpas de um lado para o outro, as coisas não me pareçam estar a seguir no sentido certo.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Dominique Strauss-Kahn - Culpado ou Inocente?
É mais um daqueles casos onde, qualquer que seja a conclusão a que cheguem os Tribunais Norte-Americanos, nunca ficará definitivamente encerrado.
De ambos os lados, as opiniões permanecerão tal e qual foram criadas no primeiro dia. Há "teorias da conspiração" para todos os gostos: quer contra, quer a favor.
Por um lado fala-se do seu histórico já algo problemático, que é um homem com poder e habituado a ter/fazer tudo o que lhe apetece; por outro lado fala-se de que estaria a tornar-se demasiado incómodo para os verdadeiros grandes Poderes Mundiais, e que - como tal - tinha que ser "encostado".
O que pensar?... É irrelevante... De uma forma ou de outra, o que é certo é que os interesses permanecem, de um lado e de outro - e o mais assustador será pensar se, em vez de uma batalha entre o "Bem" e o "Mal", não estamos apenas a assistir a um constante reboliço entre dois "Males", e onde quem se lixa é sempre o mesmo...
Não acredito em demónios, e penso que todas estas pessoas são apenas humanas. Não há pessoas perfeitas; e interrogo-me sobre, se todas as pessas com boas intenções, quando colocadas neste tipo de ambientes onde "milhões" se jogam de um lado para o outro, e onde um "jeitinho" aqui poderá resultar num "jeitinho" que nos façam ali quando for preciso... se não optariam por fazer as mesmas coisas da mesma forma.
A solução - parece-me - é apenas uma: transparência total e absoluta.
Este tipo de coisas só sobrevive nas sombras e em locais obscuros. Se todos fossem obrigados a prestar contas de forma clara, e disponibilizar todos os "números" para que qualquer pessoa os pudesse ver - um pouco ao estilo "open-source" - as coisas poderiam/deveriam ser diferentes.
Mas, antes de nos metermos em tais aventuras, que tal se começassemos a exigir isto mesmo, mas cá pelo nosso País? Como se pode admitir que tenhamos "gestores" a acumular funções em dezenas de empresas, recebendo centenas de milhares de euros por mês? Como se pode admitir que só agora isso fosse tornado público?
Em vez de termos um Governo que nos governe, temos um Governo que faz todos os esforços para "se aviar" e esconder o que se passa? Isso é que não pode ser, seja lá qual for o "nome" ou "cor" do partido que lá pousar. Partido já está Portugal; e a mudança nasce em cada um de nós. Indignem-se, façam barulho, não se calem quando vêem uma injustiça ou algo mal feito.
Porque mais tarde ou mais cedo, se é que ainda não aconteceu, esta barulheira vai chegar-vos à porta (e à carteira)... e depois não adianta ficarem surpreendidos com o que se está a passar.
De ambos os lados, as opiniões permanecerão tal e qual foram criadas no primeiro dia. Há "teorias da conspiração" para todos os gostos: quer contra, quer a favor.
Por um lado fala-se do seu histórico já algo problemático, que é um homem com poder e habituado a ter/fazer tudo o que lhe apetece; por outro lado fala-se de que estaria a tornar-se demasiado incómodo para os verdadeiros grandes Poderes Mundiais, e que - como tal - tinha que ser "encostado".
O que pensar?... É irrelevante... De uma forma ou de outra, o que é certo é que os interesses permanecem, de um lado e de outro - e o mais assustador será pensar se, em vez de uma batalha entre o "Bem" e o "Mal", não estamos apenas a assistir a um constante reboliço entre dois "Males", e onde quem se lixa é sempre o mesmo...
Não acredito em demónios, e penso que todas estas pessoas são apenas humanas. Não há pessoas perfeitas; e interrogo-me sobre, se todas as pessas com boas intenções, quando colocadas neste tipo de ambientes onde "milhões" se jogam de um lado para o outro, e onde um "jeitinho" aqui poderá resultar num "jeitinho" que nos façam ali quando for preciso... se não optariam por fazer as mesmas coisas da mesma forma.
A solução - parece-me - é apenas uma: transparência total e absoluta.
Este tipo de coisas só sobrevive nas sombras e em locais obscuros. Se todos fossem obrigados a prestar contas de forma clara, e disponibilizar todos os "números" para que qualquer pessoa os pudesse ver - um pouco ao estilo "open-source" - as coisas poderiam/deveriam ser diferentes.
Mas, antes de nos metermos em tais aventuras, que tal se começassemos a exigir isto mesmo, mas cá pelo nosso País? Como se pode admitir que tenhamos "gestores" a acumular funções em dezenas de empresas, recebendo centenas de milhares de euros por mês? Como se pode admitir que só agora isso fosse tornado público?
Em vez de termos um Governo que nos governe, temos um Governo que faz todos os esforços para "se aviar" e esconder o que se passa? Isso é que não pode ser, seja lá qual for o "nome" ou "cor" do partido que lá pousar. Partido já está Portugal; e a mudança nasce em cada um de nós. Indignem-se, façam barulho, não se calem quando vêem uma injustiça ou algo mal feito.
Porque mais tarde ou mais cedo, se é que ainda não aconteceu, esta barulheira vai chegar-vos à porta (e à carteira)... e depois não adianta ficarem surpreendidos com o que se está a passar.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
FMI quer Casas Mais Caras
Tenho que vos confessar que diariamente ouço "milhões" de coisas que me fazem desejar poder ter 48h por dia apenas para vir para aqui desabafar/desbobinar... Mas a questão "económica" e da "crise", essa já nem dá vontade disso...
É tal a situação surreal a que chegamos - e que permitimos chegar - com a simples lógica que qualquer ser racional poderia/deveria ter a ser subvertida pela pseudo-lógica da ganância financeira, que continuamente vai chulando tudo e todos, dos mais pequenos a países inteiros... que até dá vontade de fugir de isto tudo.
Se isto tem sido uma rebaldaria que tem que ser posta em ordem? Sim, sem dúvida... E nesse aspecto, que venha o FMI ou lá quem for, que traga as contas públicas para a luz da realidade e as torne verdadeiramente públicas.
... Nem vamos falar nos nossos queridos deputados, com a sua bem pesada quota parte da responsabilidade no destino da nação, e que nos fazem "apertar o cinto", enquanto por si... continuam a querer voar em classe executiva, pois não podem apertar o cinto viajando com o resto do "povo".
Mas voltando ao assunto do título, parece que o FMI quer que as casas sejam mais caras.
Independentemente do mercado da habitação estar "caro" ou "barato", o que me chateia é que agora nos venham impingir as coisas que são "normais" lá fora...
Depois das casas, o que virá a seguir? Dizerem-nos que também vamos ter que mudar os hábitos alimentares e passar a ter um pequeno-almoço inglês?
Se nos querem impôr coisas "como são lá fora", porque motivo não falam de equiparar ordenados? Porque não falam de que as casas até podem ser mais baratas cá (o que duvido)... mas que o Português médio também ganha 1/3, ou 1/4, ou 1/5 do que ganha um trabalhador no resto da Europa (aquela "Europa" que dita as regras, entenda-se).
E depois começam as ameças que se calhar se tem que sair do Euro, e que a moeda se irá desintegrar... E só me pergunto: quem é que neste momento estará a esfregar as mãos de contente, e mais tem a ganhar com estas políticas com bases em rumores e interesses?...
E porque motivo se continua a dar credibilidade a instituições de ratings, que todos sabem ser uns autênticos abutres manipuladores do mercado - e que não podem ser alvo de responsabilização por apenas emitirem "opiniões"....
... O que vale é que nas próximas semanas, vamos demonstrar ao FMI e à Europa aquilo que sabemos fazer e bem: em 14 dias iremos trabalhar apenas 8, fruto dos feriados encostados ao fim-de-semana.
Um fim-de-semana de "luxo" para todos, e que permitirá - espero-eu - fazer esquecer um pouco todas estas politiquices, e mostrar-nos que a vida continua... E que a realidade é na verdade bem mais simples do que toda a poeirada que os políticos insistem em nos atirar para os olhos.
É tal a situação surreal a que chegamos - e que permitimos chegar - com a simples lógica que qualquer ser racional poderia/deveria ter a ser subvertida pela pseudo-lógica da ganância financeira, que continuamente vai chulando tudo e todos, dos mais pequenos a países inteiros... que até dá vontade de fugir de isto tudo.
Se isto tem sido uma rebaldaria que tem que ser posta em ordem? Sim, sem dúvida... E nesse aspecto, que venha o FMI ou lá quem for, que traga as contas públicas para a luz da realidade e as torne verdadeiramente públicas.
... Nem vamos falar nos nossos queridos deputados, com a sua bem pesada quota parte da responsabilidade no destino da nação, e que nos fazem "apertar o cinto", enquanto por si... continuam a querer voar em classe executiva, pois não podem apertar o cinto viajando com o resto do "povo".
Mas voltando ao assunto do título, parece que o FMI quer que as casas sejam mais caras.
Independentemente do mercado da habitação estar "caro" ou "barato", o que me chateia é que agora nos venham impingir as coisas que são "normais" lá fora...
Depois das casas, o que virá a seguir? Dizerem-nos que também vamos ter que mudar os hábitos alimentares e passar a ter um pequeno-almoço inglês?
Se nos querem impôr coisas "como são lá fora", porque motivo não falam de equiparar ordenados? Porque não falam de que as casas até podem ser mais baratas cá (o que duvido)... mas que o Português médio também ganha 1/3, ou 1/4, ou 1/5 do que ganha um trabalhador no resto da Europa (aquela "Europa" que dita as regras, entenda-se).
E depois começam as ameças que se calhar se tem que sair do Euro, e que a moeda se irá desintegrar... E só me pergunto: quem é que neste momento estará a esfregar as mãos de contente, e mais tem a ganhar com estas políticas com bases em rumores e interesses?...
E porque motivo se continua a dar credibilidade a instituições de ratings, que todos sabem ser uns autênticos abutres manipuladores do mercado - e que não podem ser alvo de responsabilização por apenas emitirem "opiniões"....
... O que vale é que nas próximas semanas, vamos demonstrar ao FMI e à Europa aquilo que sabemos fazer e bem: em 14 dias iremos trabalhar apenas 8, fruto dos feriados encostados ao fim-de-semana.
Um fim-de-semana de "luxo" para todos, e que permitirá - espero-eu - fazer esquecer um pouco todas estas politiquices, e mostrar-nos que a vida continua... E que a realidade é na verdade bem mais simples do que toda a poeirada que os políticos insistem em nos atirar para os olhos.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Portugal, o FMI e o Futebol
Deixem-me começar por dizer que nada tenho contra o Futebol - ou qualquer outro desporto, mesmo aqueles que não têm "tempo de antena" nos noticiários ou televisão.
No entanto, tenho que confessar que fico um pouco preocupado quando, das poucas vezes a que assisto aos noticários televisivos, reparo que mais de metade desse tempo de antena é efectivamente dedicado ao Futebol.
Bem sei que o desporto até serve de escape para as frustrações do "povo", e que na impossibilidade de haver guerras de semana a semana, é preciso manter o pessoal entretido... e é o Futebol que o faz na nossa sociedade.
Mas seria talvez bom pensar um pouco se - na altura de "crise" que tanto ocupa as páginas dos jornais - não haveria coisas mais importantes a discutir?
Ontem deixei-vos aqui um relato sobre o que se passou na Islândia, um País que não foi na cantiga de que não há responsabilidades e "bateu o pé" a todos os que abusaram e meteram o País no buraco.
Infelizmente, por cá o buraco vai ficando cada vez mais fundo, e tudo continua a comportar-se como se não houvessem responsáveis. Pior ainda, a banca - que tanto chorou pelo apoio do estado e que recebeu milhões do nosso dinheiro - dá agora uma punhalada nas costas, exigindo a intervenção da ajuda externa (quando há poucas semanas apenas, dizia que tal iria ter consequências negativas...)
Dinheiro... tudo à procura de (ainda mais) dinheiro!
Pelo meio, um ex-PM que continua a ter duas caras e a manipular a opinião pública nacional e mundial.
E o que me deixa mais triste ainda... nenhum partido capaz de quebrar este ciclo vicioso, que recorrentemente nos leva a buracos cada vez mais fundos.
A economia está a dar cabo das sociedades, tal como as sociedades estão a dar cabo do planeta. Chupam tudo quanto puderem, pouco se preocupando com quem vem a seguir - ou com o real interesse das populações.
Os partidos e os governos deveriam preocupar-se com o bem-estar do seu pais e do seu povo, acima de qualquer interesse pessoal - pelo contrário, temos políticos que apenas se preocupam em se "governar" a si próprios.
Como é possível admitir que tenhamos deputados que não exijam apurar responsabilidades? Como é possível não se demonstrarem indignados com as agências de rating, os bancos, e todos os outros abusos que diariamente temos que enfrentar? Porque não dão eles o corpo ao manifesto em defesa de todos nós?
Encontro apenas uma resposta possível: todos eles se sentem culpados da situação em que estamos ou, pior ainda, contribuiram directamente para estarmos onde estamos hoje.
Poderia exigir que se fizesse um referendo como se fez na Islândia... mas, com o tempo de Verão que temos vivido... imagino que os Portugueses prefeririam ir passar o dia na praia do que votarem para decidir o destino do país.
Em suma... temos apenas aquilo que merecemos. E é essa a triste verdade que nos espera...
... Até que haja vontade de mudar.
No entanto, tenho que confessar que fico um pouco preocupado quando, das poucas vezes a que assisto aos noticários televisivos, reparo que mais de metade desse tempo de antena é efectivamente dedicado ao Futebol.
Bem sei que o desporto até serve de escape para as frustrações do "povo", e que na impossibilidade de haver guerras de semana a semana, é preciso manter o pessoal entretido... e é o Futebol que o faz na nossa sociedade.
Mas seria talvez bom pensar um pouco se - na altura de "crise" que tanto ocupa as páginas dos jornais - não haveria coisas mais importantes a discutir?
Ontem deixei-vos aqui um relato sobre o que se passou na Islândia, um País que não foi na cantiga de que não há responsabilidades e "bateu o pé" a todos os que abusaram e meteram o País no buraco.
Infelizmente, por cá o buraco vai ficando cada vez mais fundo, e tudo continua a comportar-se como se não houvessem responsáveis. Pior ainda, a banca - que tanto chorou pelo apoio do estado e que recebeu milhões do nosso dinheiro - dá agora uma punhalada nas costas, exigindo a intervenção da ajuda externa (quando há poucas semanas apenas, dizia que tal iria ter consequências negativas...)
Dinheiro... tudo à procura de (ainda mais) dinheiro!
Pelo meio, um ex-PM que continua a ter duas caras e a manipular a opinião pública nacional e mundial.
E o que me deixa mais triste ainda... nenhum partido capaz de quebrar este ciclo vicioso, que recorrentemente nos leva a buracos cada vez mais fundos.
A economia está a dar cabo das sociedades, tal como as sociedades estão a dar cabo do planeta. Chupam tudo quanto puderem, pouco se preocupando com quem vem a seguir - ou com o real interesse das populações.
Os partidos e os governos deveriam preocupar-se com o bem-estar do seu pais e do seu povo, acima de qualquer interesse pessoal - pelo contrário, temos políticos que apenas se preocupam em se "governar" a si próprios.
Como é possível admitir que tenhamos deputados que não exijam apurar responsabilidades? Como é possível não se demonstrarem indignados com as agências de rating, os bancos, e todos os outros abusos que diariamente temos que enfrentar? Porque não dão eles o corpo ao manifesto em defesa de todos nós?
Encontro apenas uma resposta possível: todos eles se sentem culpados da situação em que estamos ou, pior ainda, contribuiram directamente para estarmos onde estamos hoje.
Poderia exigir que se fizesse um referendo como se fez na Islândia... mas, com o tempo de Verão que temos vivido... imagino que os Portugueses prefeririam ir passar o dia na praia do que votarem para decidir o destino do país.
Em suma... temos apenas aquilo que merecemos. E é essa a triste verdade que nos espera...
... Até que haja vontade de mudar.
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