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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

The Sun vai continuar a reservar a página 3 para as moças despidas


Recentemente, circulou uma notícia que dava como certo o fim de uma era no mais popular jornal (leia-se: tablóide) britânico. Diziam que o The Sun iria deixar de publicar as fotos de modelos despidas, que têm secção reservada na página 3.

A resposta veio do próprio jornal e não se fez esperar... com novas fotos a manterem a "tradição". No Reino Unido há muito que se levantam vozes contra esta opção editorial do jornal, dizendo que é inapropriado que o jornal de maior audiência publique tais imagens. A mim parece-me que a coisa é bem mais simples do que isso: quem não gostar não compra. Ou será que de seguida, se se conseguir argumentar a "indecência" de fotos em topless, se começará a achar indecente fotos de mulheres em mini-saia ou em bikini, e que até na praia se deverá começar a andar com uniformes a tapar cada centímetro de pele à mostra?

... Engraçado como normalmente ninguém acha indecente quando se publicam imagens de massacres ou acidentes nas primeiras páginas...


Nota: para mim, jornais como o The Sun e outros, são coisas que nem merecem 1 segundo do nosso tempo; mas como se vê pelo facto de ser o jornal com maior tiragem... parece ser isso que a maioria das pessoas gostam, e acho que estão perfeitamente no seu direito de o fazerem.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Ministra que Mostra o Buraco


Quando um jornal generalista consegue superar manchetes que seriam esperadas em jornais satíricos ou cómicos, fica perfeitamente demonstrado o estado a que o país chegou. (E talvez por isso mesmo, já só nos reste rir com as nossas próprias desgraças!)

[via @paulo_pt]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jornal dispensa Fotógrafos e manda os repórteres fotografarem com iPhones


Bem sei que o tempo é de crise, e os jornais em particular têm sentido bastante o efeito das preferências digitais dos leitores. Mas daí a lembrarem-se que a melhor maneira de reagir a isto é dispensarem o pessoal responsável pela sua (suposta) qualidade... No Chicago Sun-Times, alguém terá achado que os fotógrafos eram desnecessários, e por isso dispensou-os a todos. A partir de agora, serão os repórteres a tirar fotos com os seus iPhones e demais smartphones.

Nem vamos tentar explicar as diferenças entre uma câmara "a sério" e um smartphone (pois bastaria olhar para a capa de qualquer jornal - incluindo a do próprio Chicago Sun-Time - e ver quais das fotos em destaque poderia ter sido tirada com um smartphone; ou seja, nenhuma)... o que me interessa explorar é... porquê parar por aqui?

Certamente o pessoal de limpeza também é desnecessário, pois os repórteres podem igualmente fazer um mini-curso de limpeza. E que tal o pessoal da cozinha, caso haja um refeitório? Certamente que os repórteres também sabem cozinha, ou então, mais um mini-curso resolve isso.

... E pensando bem... para que é que um jornal precisa de repórteres? Será que não basta o patrão a fazer copy-paste de notícias da internet? Pois é... não há mais eficiência do que essa, e até nem precisa de edifício ou escritório alugado, poderá fazê-lo a partir do seu iPad enquanto está sentado na sanita!

Não sei como é que estes gestores ainda não conseguiram chegar a tão brilhante conclusão!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Noticias Só para Alguns

Eu não sei onde isto irá parar... no seguimento das queixas de que a internet deveria sustentar os jornais, os media portugueses juntam-se à guerra contra os agregadores de notícias.

"Juntando-se aos esforços internacionais de grupos de media para salvaguardar a propriedade intelectual face à utilização gratuita de conteúdos na Internet por motores de busca e agregadores de notícias, os media portugueses podem assinar já na próxima semana a Declaração de Hamburgo."

A parte que interessa vem no parágrafo seguinte:
"Este documento, que foi ratificado em Berlim a 26 de Junho, coordena os esforços de grandes players nesta área, como a News Corporation e a Axel Springer. "

Ou seja... é sempre a mesma coisa... GRANDES grupos, que -talvez devido à sua própria dimensão- não se souberam adaptar aos novos mercados, e que agora, em pânico, tentam por todos os meios agarrar-se ao poder que tinham.

Mas que querem eles? Estar na internet, mas "fechados" para que ninguém os possa ler ou linkar? Ou até estarem disponíveis apenas para subscritores que paguem?

Façam favor! Quem os impede de fazer isso? Podem bloquear os seus sites aos motores de busca e agregadores, podem retirar todos os feeds... Façam-no! Nós agradecemos!

Graças à internet, cada vez mais temos acesso às verdadeiras fontes e origem da notícia...

Ah, e só agradeço que da próxima vez que virem uma "grande notícia" que viram no Twitter, também façam o favor de não a "roubar"!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Jornais não rendem? A Internet Paga!

É sempre mais fácil culpar a Internet de todos os males. Mas como a "culpa" não render, o melhor é mesmo por a Internet a pagar por tudo aquilo que se vai tornando obsoleto e indiferente à mudança.

Esta ideia mirabolante chega-nos de França, cujo co-presidente do jornal Libération propõe que os fornecedores de acesso à Internet deveriam pagar uma taxa para sustentar as empresas de comunicação social.

Parece que a Internet está mesmo destinada a ser uma mina de ouro... e anda toda a gente a tentar apanhar o máximo possível, dê lá por onde der.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Proporcionalidade Jornalística do Destak

Quase todos os dias tenho oportunidade de folhear o jornal gratuito Destak, e há algum tempo que andava para escrever algumas palavras sobre algo que demonstra bem a cultura jornalística (ou deverei dizer: cultura jornaleira?) que grassa nos nossos dias.

Refiro-me obviamente, ao gráfico que demonstra o "sucesso" deste jornal, com um número de leitores que supera os seus concorrentes Global Notícias e Metro.

Ora... eu só não entendo a escolha de uma representação gráfica, se esta não usa sequer uma tentativa de escala aproximada que traduza a realidade!

Segundo o próprio Destak:
  • Global Notícias: 351 mil leitores
  • Metro: 501 mil leitores
  • Destak: 508 mil leitores

Pela imagem apresentada no jornal, como nos explicam que para uma diferença semelhante no tamanho das barras, uma represente 150 mil leitores, e outra represente apenas 7 mil?

Será porque, se fosse mostrado numa escala real, o aspecto não seria tão atractivo?

Não sei... mas se não podemos acreditar num simples gráfico... qual a credibilidade que podemos esperar no resto dos conteúdos?

E para referência: não tenho qualquer afiliação ou relação com qualquer um destes (ou quaisquer outros) jornais. Certamente todos eles têm aspectos semelhantes a apontar - acontece apenas que este é aquele que quase diariamente me chega às mãos.
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