Quem gostar de locais únicos, poderá querer adicionar Breiðamerkursandur na Islândia à lista de locais a visitar. Conhecida como "praia dos diamantes", é uma praia onde os bocados de gelo que vão derretendo, com tamanhos que vão dos de um pequeno automóveis às de um pequena laranja, enchem a paisagem com cristais que contrastam com o solo negro.
A recomendação é que se chegue um pouco antes do nascer do sol (apesar do frio), para obter o máximo efeito da luz solar a incidir nos pedaços de gelo, criando a atmosfera mágica que faz este local parecer de outro mundo.
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sábado, 27 de março de 2021
sábado, 2 de novembro de 2019
Último hambúrguer da McDonalds na Islândia mantém-se "como novo" após 10 anos
A Islândia é um dos poucos países ocidentais onde a McDonalds não está representada (após ter fechado as suas lojas no território em 2009), mas isso não impede de um dos seus hambúrgueres se ter tornado numa atracção local.
Hjortur Smarason comprou o último hamburguer da McDonalds na Islândia a a 31 de Outubro de 2009, e em vez de o comer decidiu comprovar por si mesmo os rumores que indicavam que a comida do McDonalds não se decompunha. Atirou o hamburger e as batatas fritas para dentro de um saco plástico, e o que é certo é que, passados três anos, mantinham exactamente o mesmo aspecto que tinham quando eram novos. Entretanto este "último hambuguer" já passou por um museu e está agora exposto num hostel, tendo até direito a um live stream a comprovar a sua resistência ao passar dos anos.
sábado, 6 de janeiro de 2018
Na Islândia homens e mulheres passam a ter salário igual
Poderá ser um pouco ridículo que em pleno século XXI se tenha que obrigar por lei a que a mesma função tenha que ter a mesma remuneração independentemente da pessoa que a realiza ser do sexo masculino ou feminino, mas aparentemente tem que ser mesmo por esse caminho.
Na Islândia empresas privadas e agências governamentais com mais de 25 funcionários passam a ser obrigadas a garantir a igualdade salarial independentemente do género ou raça do(a) trabalhador(a).
Falta saber quanto tempo é que isto demorará a alastrar ao resto do mundo... e quantas mais leis serão necessárias aprovar para garantir aqueles direitos que deveriam estar implicitamente garantidos pelo simples "bom senso".
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Islândia vai abater 24 mil euros de todas as hipotecas
A Islândia tem tido um percurso curioso na sua abordagem à "crise", e optando por culpabilizar quem achou que mais responsabilidade tinha (os bancos). Mesmo sabendo que cada caso é um caso, e que os exemplos de uns não servem para os outros - e que não adiantará imaginar como seriam as coisas se por cá se tivessem feito as coisas de outra forma (embora a falta de responsabilização de todos aqueles que notoriamente e publicamente não deixam margens para dúvidas quanto à sua gestão danosa seja algo que muito me custa ver)... há um exemplo que certamente nos faz vontade de ser islandeses... nem que fosse só um bocadinho.
A Islândia sabe que os seus cidadãos têm sofrido bastante com todo este episódio... e por isso prepara-se para os aliviar um bocado, abatendo 24 mil euros a todas hipotecas de habitações.
... Estão a imaginar o que era por cá o Estado dizer que iria dar 1000€ por mês, durante dois anos, a todos os Portugueses?... Ia ser bonito de se ver... (E iria também revelar muitos sobre a verdadeira natureza da grande maioria do "povo" nacional!)
segunda-feira, 4 de março de 2013
Na Islândia a Carne nem de Cavalo é
Na Europa tem-se assistido a uma perseguição aos produtos alimentares com carne que contenham carne de cavalo de forma indevida - algo que poderíamos equiparar ao velho "vender gato por lebre" - e devido a isso, muitos são os países que têm realizado testes para averiguar até onde é que este problema se estende.
No entanto na Islândia, os testes revelaram algo ainda mais insólito. Ao testarem a carne de pequenas empadas descobriu-se que não só não continham carne de cavalo, como não continham nenhum tipo de carne! Estas empadas de carne - vendidas como sendo "de carne" - tinham afinal um recheio com uma qualquer matéria vegetal ainda por determinar, tendo o caso sido entregue às autoridades para mais averiguações.
Servirá para chamar a atenção de que afinal os rótulos são apenas um pedaço de papel que pode acabar por nada ter a ver com o que efectivamente está lá dentro. (Já os estou a ver a dizer que estava a usar carne vegetariana para estas empadas.)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Quero ser Islandês
Recebido via email, um excelente relato de um país que abriu os olhos - em contraste com aquilo que o resto da Europa parece ser incapaz de fazer (ou, mais certamente, fazendo-o unicamente por cedência a interesses económicos...)
Se ficam doentes quando houvem falar de ratings, ou de endividamenteo do país com taxas de 10% de jutos... leiam o seguinte artigo de Francisco Gouveia:
Se ficam doentes quando houvem falar de ratings, ou de endividamenteo do país com taxas de 10% de jutos... leiam o seguinte artigo de Francisco Gouveia:
Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna – pública e privada com incidência no sector bancário – e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkle – a chanceler do Euro – que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas “macaquices” bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para “tapar” o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos. Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo. O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.
Por Francisco Gouveia, Eng.º
gouveiafrancisco@hotmail.com
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O Melhor Partido vence na Islândia
Sabem qual o partido que venceu as eleições na Islândia? Foi o melhor partido.
Sim, o "Melhor Partido" - é esse o seu nome - que tem a particularidade de se assumir desde logo como um autêntico partido na melhor tradição dos partidos que levaram a Islândia à bancarrota.
Este partido foi fundado por um comediante, Jon Gnarr, e durante a sua campanha os seus membros cantavam ao som da música da Tina Turner "Simply The Best".
Completamente irreverente, o partido prometeu um novo urso polar para o zoológico da cidade, toalhas gratuitas nas piscinas, e a construção de uma Disneyland no aeroporto.
Ao menos foram honestos quando disseram: vamos fazer melhor que todos os outros partidos; fazemos o dobro das promessas e vamos cumprir exactamente as mesmas que eles - nenhuma!
A sua vitória terá sido possível graças ao descontentamento dos islandeses face aos políticos "reais"... E por uma vez que seja, não deixa de ser caricato ser o governo a fazer a figura de palhaço, em vez do "povo".
(Considerando as alternativas que por cá temos - cof, cof - acho que também é altura de alguém começar a prometer uma disneyland aqui para perto, senão não há vitória para ninguém.)
Sim, o "Melhor Partido" - é esse o seu nome - que tem a particularidade de se assumir desde logo como um autêntico partido na melhor tradição dos partidos que levaram a Islândia à bancarrota.
Este partido foi fundado por um comediante, Jon Gnarr, e durante a sua campanha os seus membros cantavam ao som da música da Tina Turner "Simply The Best".
Completamente irreverente, o partido prometeu um novo urso polar para o zoológico da cidade, toalhas gratuitas nas piscinas, e a construção de uma Disneyland no aeroporto.
Ao menos foram honestos quando disseram: vamos fazer melhor que todos os outros partidos; fazemos o dobro das promessas e vamos cumprir exactamente as mesmas que eles - nenhuma!
A sua vitória terá sido possível graças ao descontentamento dos islandeses face aos políticos "reais"... E por uma vez que seja, não deixa de ser caricato ser o governo a fazer a figura de palhaço, em vez do "povo".
(Considerando as alternativas que por cá temos - cof, cof - acho que também é altura de alguém começar a prometer uma disneyland aqui para perto, senão não há vitória para ninguém.)
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