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terça-feira, 19 de maio de 2009

Professora de Espinho Suspensa por falar em Orgias

Por um lado, distribuem-se preservativos nas escolas... por outro lado suspende-se quem mencionar a palavra "orgia" durante a aula.

Isto, depois de uma aluna ter gravado algumas conversas em aúdio durante as aulas...
Não sei qual terá sido o teor da conversa, nem qual o seu contexto; pelo que irei evitar fazer algum juízo de valores sobre a dita professora.

O que vou dizer, simplesmente, é que conheço algumas pessoas que têm que lidar com alunos... e há cada situação que me contam que... parece mesmo inventado. Se algumas dessas situações fossem gravadas e mostradas fora do contexto, certamente iriam para a todos os noticiários nacionais.
(E, para quem não faz ideia, isto são situações que acontecem quase diariamente...)

Espero bem que esta situação fique esclarecida rapidamente, para sabermos se foi efectivamente um acto indevido da professora, ou se terá sido uma "armadilha" montada pelos alunos.

A mim, só me vem à ideia que parece haver gente interessada em transformar a escola num campo de batalha entre professores e alunos.

[actualização]
Aqui ficam as gravações:


Realmente parece um pouco estranho o tipo de conversa, não só pelo conteúdo mas principalmente pela atitude da professora.
E tal como já tinha comentado, o mais grave nisto tudo parece ser que isto era uma sitaução "já conhecida" há algum tempo, mas que só agora - por ter tido a exposição mediática que teve - assistirmos a alguma resolução.

Faz-me lembrar alguns casos conhecidos, de certas directoras de escolas que apenas lá estão a "fazer tempo" e que até chegam a causar graves problemas ao seu normal funcionamento; mas que por lá permanecem sem que ninguém tenha a coragem de fazer queixa pela total e manifesta incompetência dos seus "superiores". :/


[nova actualização]
E afinal, parece que a minha primeira impressão não era assim tão infundada.

Para além de vários alunos dizerem que é uma professora "espectacular":

Sobre a gravação da conversa em que a docente se terá referido à alegada actividade sexual de duas alunas, em termos que os pais das mesmas consideram impróprios, tanto Samir, como Carlos e outros jovens dizem que "aquilo foi tudo arranjado".

Ricardo Joel Familiar assegura que "as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar". Daniel Ferreira considera, aliás, que "a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto".

Portanto... cada um que interprete como quiser...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Parques Preferenciais

A saga dos parquímetros e estacionamento em Espinho continua. Agora com um novo desenvolvimento... Os já de si famosos sinais para parqueamento pago ganharam agora uma nova adição:


Parques preferencialmente para Residentes!

Ora pois! E só não usaram uma palavra mais comprida porque já não cabia na placa... ora reparem como aquilo foi mesmo até às bordas...

Agora, expliquem-me lá como é que funciona esta coisa de um parque "preferencialmente" para residentes? Isso altera em alguma coisa quem é que lá pode parar ou não? Um residente não pode estacionar onde muito bem entender? E um outro qualquer condutor, não pode parar o seu veículono no parqueamento livre que mais lhe der jeito?

Porque não escrevinhar antes: "Parque preferencialmente para veículos parados"? Ou então "Parque preferencialmente para quem quem é do F.C. Porto?"
Não faria igual sentido (ou melhor dizendo - a mesma ausência de sentido)?

A única explicação que consigo conceber, depois de matutar sobre o assunto durante alguns segundos é o de que esta sinalética servirá apenas para poupar trabalho a quem tiver que inspeccionar se os veículos estão legalmente estacionados ou não. Isto é: em vez de andarem a percorrer toda as ruas, os tais "inspectores" deixam de ver estes parques preferencialmente para residentes, e espreitam apenas os troços preferencialmente para não-residentes. É que isso de andar a pé cansa!
(E não é que eu alguma vez os tenha visto caminhar - continuo a ver diariamente automóveis estacionados sem qualquer ticket; já para não falar nos que continuam a estacionar em cima das passadeiras e passeios, sem que ninguém pareça estar incomodado com isso.)

Portanto, não se surpreendam se um dia destes ao visitarem este local levarem com uma caixa de aviso a dizer que este blog é preferencialmente para quem o está a ler num computador... É que nunca se sabe...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Parquímetros em Espinho - Parte II

Depois de ter falado dos parquímetros em Espinho, e do momento em que finalmente entraram em funcionamento, hoje venho falar-vos dos resultados práticos que isso teve.

... talvez uma imagem diga mais que mil palavras.
Nesta rua (assim como muitas outras) que normalmente estava apinhada de automóveis estacionados, o panorama é agora este:


Um deserto...
Claro que tudo seria bonito, se não se continuasse a ver carros estacionados em cima dos passeios, em curvas, em cima das passadeiras - ou seja, em todos os locais on não haja marcações destes lugares pagos... mas isso são pormenores.
Ainda recentemente amigo se queixava, que em frente à sua porta da garagem um carro permanecia estacionado desde o dia anterior, sem que a polícia lá tivesse ido deixar uma multa.

Se eram as receitas destes parquimetros que iriam financiar os futuros parques de estacionamento, bem poderão esperar sentados....

quinta-feira, 19 de março de 2009

Automóveis: Mais Caro estar Parado que a Circular

Ok, admito que é um título sensacionalista, mas é o sinal dos tempos. Lembram-se de já vos ter falado daquela nova espécie da "fauna urbana" que recentemente populou aqui a área que nem cogumelos? Sim, refiro-me aos parquímetros em Espinho.

Pois bem, hoje entraram finalmente em funcionamento, e com o preço mais elevado do país: 0,80 Euros por hora, num máximo de 2h.

A ideia é boa: evitar que os automobilistas que se dirigem a Espinho para aí apanharem comboio para o seu destino "inundem" a zona circundante durante todo o dia, tornando impossível arranjar estacionamento durante todo o dia.

O que não compreendo é como podem dizer que esta medida "foi pensada em articulação com os dois parques de estacionamento subterrâneo" que a autarquia pretende construir junto ao Centro Multimeios e à Igreja Matriz.

Ou seja: primeiro cobra-se (a peso de ouro!) e só depois é que se irá tratar de arranjar alternativas.

Quem me conhece sabe que não sou defensor dos automóveis; são, na maior parte das vezes, um mal desnecessário. Mas Espinho, assim como muitas outras cidades, começa a mostrar a palhaçada que singra em Portugal: o município investiu em criar ciclovias, apenas para as transformar em estacionamento para automóveis pouco tempo depois; agora cria lugares pagos, antes de sequer oferecer alternativas às pessoas que têm que continuar a viver as suas vidas.

Custaria muito tratar os cidadãos de forma menos estúpida? Bem sei que muitos deles não se regem pelos valores cívicos que lhes deviam ser incutidos desde cedo. Mas, se a autarquia disponibilizasse parques (os tais que irão ser construídos) e os automobilistas continuassem a abusar, aí já teria motivação concreta para colocar os parquímetros.

Desta forma, parece-me apenas mais uma maneira de "cobrar" os portugueses que tenham automóvel, quer estejam a andar ou estejam parados. E com o limite máximo de 2h, que elimina à partida o alvo apontado (das pessoas que lá deixam o veículo todo o dia) qual a justificação de ser cobrado o valor de 80 cêntimos por hora - o valor mais elevado do País? É para ajudar o comércio local a atrair clientes?

Ou então imagino que seja uma forma de atrair um novo mercado de trabalho paralelo - os "arrumadores" - que depois se encarregarão de enfiar moedinhas ao longo do dia nos parquímetros.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Parquímetros em Espinho

Dizem que o dinheiro não nasce nas árvores, mas o que é certo é que, um pouco por todo o país, um estranho tipo de "árvores" tem vindo a ser plantado... umas árvores cujo fruto é mesmo dinheiro. Falo-vos pois, dos tão criticados parquímetros.

Eu não tenho nada contra uma organização racional dos espaços para estacionamento dos automóveis. Nada tenho contra o facto de se pagar para ter um automóvel estacionado..

Em Espinho, grande parte da cidade tem sido "invadida" por este novo "arvoredo" de parquímetros e parques pagos.

No entanto, há algumas situações que me deixam intrigado (para não dizer: indignado.)

Ora vejam este caso:



Notam algo estranho na foto?

Para além deste espaço ser um sítio para estacionar os automóveis, é simultâneamente proíbido estacionar... Ou, que será que diz o código da estrada nestas situações, vale a placa que está em primeiro lugar? ou a que estiver mais alta? Ou será que depende da distância até ao local onde pararmos o carro?

Ok - irão dizer-me que, tal como as casas decimais nos ajustes directos - que é apenas um erro... que aquele sinal que lá está vai ser retirado.


Ok, mas a minha pergunta é a seguinte:

Como é que se explica que, num local que anteriormente não tinha condições para albergar carros estacionados (por algum motivo lá estava o sinal de proibição de estacionar, certo) seja agora milagrosamente transformado num parque pago?

É que, eu mostro-vos isto visto do outro lado:


Ou seja, de uma faixa de rodagem passamos a ter meia-faixa de rodagem num dos sentido!

... para  mim, não me incomoda... durante anos ali foi proibído estacionar, durante anos diariamente sempre lá estiveram carros estacionados sem que fossem multados nem rebocados - o que me leva à seguinte questão:

Se ninguém fazia cumprir a lei quando lá era proibido estacionar, que diferença fará continuarem lá estacionados sem pagarem seja o que for?

... mas, imagino eu que tudo isto deve ser apenas um "grande erro" de qualquer pessoa que pode gastar o dinheiro que quiser... já que somos nós que pagamos.

[Actualização]
Finalmente, já entraram em funcionamento. Vamos lá ver no que dá...
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