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sábado, 28 de janeiro de 2017
EUA vão começar a vender maçãs que não amarelecem depois de cortadas
Da próxima vez que virem uma fatia de uma maçã "branquinha", é melhor terem consciência de que a mesma não terá sido acabada de cortar, e na realidade poderá já ter sido cortada há dias, ou até semanas.
Nos EUA, já está a ser comercializada uma nova espécie de maçã, alterada geneticamente, para que não amareleça depois de cortada ou pisada. A ideia é poupar os custos das empresas de processamento, que actualmente têm que usar produtos químicos anti-oxidantes para manter as fatias das maçãs com bom aspecto; e que com estas maçãs não precisarão fazer mais nada... podendo demorar até 3 semanas para que as fatias comecem a ficar amareladas.
Para cúmulo, nos EUA estas maçãs não estarão identificadas como tendo sido alteradas geneticamente, a não ser que o consumidor se dê ao trabalho de fazer scan de um QR code na embalagem e for ver as informações mais detalhadas....
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Ovos europeus versus os ovos norte-americanos
As modernidades dão origem a casos caricatos, como é o caso da industrialização das linhas de produção de alimentos. Nos EUA é obrigatória a lavagem dos ovos e a sua exposição e venda em expositores refrigerados; na Europa é proibida a lavagem dos ovos, por isso facilitar a infecção dos mesmos, e a sua venda é feita sem refrigeração. Algo que faz com que os ovos europeus fossem proibidos de ser vendidos nos EUA por motivos de saúde; e os ovos americanos proibidos de serem vendidos na Europa, pelo mesmo motivo.
Afinal quem tem razão? E a verdade pode ser um pouco mais complicada do que parece, uma vez que tem a ver bastante com o processo de produção. Nos EUA a maioria dos ovos são produzidos em escala industrial, segundo processos que facilitam a contaminação, e por isso a FDA exige que os mesmos sejam lavados e posteriormente refrigerados. Na Europa, com instalações mais pequenas, é pedido que os ovos sejam recolhidos de forma limpa logo na origem, dispensando a lavagem (que danificará a cutícula exterior protectora do ovo, facilitando a sua contaminação), e consequentemente a sua refrigeração.
Problemas diferentes para economias de escala diferentes... mas o que é certo é que enquanto deste lado do Atlântico raramente temos casos de salmonela, do outro lado esse problema é bem mais frequente e comum. Daí que... por vezes talvez seja melhor fazer as coisas "à moda antiga" e em escala um pouco mais reduzida.
sábado, 21 de junho de 2014
Fruta Feia ajuda fruta a escapar às normas de beleza
Já sabemos que a sociedade actual tem um fascínio pela imagem, e que alguém que apareça em qualquer tipo de publicidade tem que ter seguir um padrão estético definido como "desejável". Só que essa ideia de que a imagem representa a qualidade estende-se bem para além dos rostos bonitos dos modelos... e também afecta... a fruta.
Na ânsia de tudo regulamentar e uniformizar, existem regras bem apertadas que fazem com que o sabor não seja sequer um parâmetro para que um produto chegue às lojas. Uma loja poderá vender um saco de maçãs que não sabe "a nada", desde que estas tenham as dimensões e cores "aprovadas". O projecto Fruta Feia está a tentar combater este flagelo, que faz com que toneladas de comida sejam desperdiçadas por não estarem em conformidade com os padrões definidos.
Quem ainda tem a sorte de poder ter um terreno com algumas árvores de fruto saberá melhor que ninguém que por vezes a fruta mais "feia" é aquela que tem melhor sabor. O projecto Fruta Feia não vai ao ponto de garantir que a sua fruta é melhor que a das lojas, mas pelo menos combate o desperdício e disponibiliza esta fruta a um preço mais acessível do que a fruta bonita.
Com tanta gente a passar fome no mundo, só me interrogo porque motivo os burocratas, quando pensam nestas regras de selecção "de beleza", não pensam igualmente numa forma de aproveitar da melhor forma a percentagem de alimentos que será rejeitada - da mesma forma que se apressam a colocar datas de validade em tudo, mas não se preocupam em exigir que esses produtos sejam disponibilizados a preços reduzidos, ou qualquer outro método que evite que tanta comida, ainda em estado aproveitável, vá para o lixo.
sábado, 27 de outubro de 2012
O Mito de "Alimentar o Mundo"
Estes Food Mythbusters levantam algumas questões bem interessantes sobre a agricultura a nível indústrial versus a agricultura tradicional, desenvolvida de forma sustentável.
Para além das questões de "industrialização" e do ciclo monopolístico que faz com que os grandes grupos se tornem cada vez maiores, mais poderosos, e assim ganhando armas para que influenciem tudo o resto de forma a manter a sua liderança... aos receios que eles criam de que a agricultura em escala industrial é a única forma de se continuar a "alimentar o mundo" e que seria impossível fazê-lo de forma natural.
Natural no entanto não será o que nos vem à cabeça quando somos confrontados com todas as pessoas que por dia consomem quantidades de comida que seriam suficientes para alimentar 2 ou 3 pessoas.
Não penso que seja fácil atingir um equilíbrio sustentável... especialmente em toda e qualquer área crítica e fundamental onde existam grandes interesses economicos envolvidos (energia, água, alimentação)... mas, será bom consciencializar as pessoas, fazer perguntas, e tentar encontrar as respostas.
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