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sexta-feira, 7 de junho de 2019
Gasolina desce 7 cêntimos e gasóleo 4 cêntimos na 2ª
"Ainda sem ter em conta as variações de hoje, prevê-se que o preço da gasolina desça mais de 7 cêntimos por litro e o do gasóleo mais de 4 cêntimos." - JN
... Nada como ir dando uma migalhas de vez em quando, para apaziguar o povo...
P.S. E o fim da sobretaxa nos combustíveis, não?
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O Preço dos Combustíveis e a Matemática da Realidade
Os Portugueses podem ter partido para férias com um grande sorriso nos lábios, mas se quiserem regressar a casa vão ter que pagar (ainda) mais pelos combustíveis. Caricato é que, numa situação onde os sacrifícios são pedidos a todos, de forma que se pensaria justa e equitativa - bem... vamo esquecer por momentos as muitas e recorrentes excepções que fazem com que uns continuem a conseguir ficar de fora - o próprio Estado seja um dos intervenientes que mais lucra à custa da "desgraça" alheia. É que com as taxas e impostos aplicadas à gasolina a representarem mais de metade do custo final... quanto mais caro o combustível, mais impostos cobram.
Isto será certamente a matemática que eles fazem... mas que por uma e outra vez tem sido contraposta com a matemática da realidade. Ou seja... quanto mais cara a gasolina, maiores os impostos e taxas a pagar... e menor o número de pessoas a meter gasolina!
É uma matemática simples de calcular, e que já tem sido demonstrada por múltiplas vezes (veja-se o caso do tráfego nas SCUTs), mas que parece continuar a maravilhar os ditos "entendidos" que depois se mostram surpreendidos ao verificar que: "oh... o consumo de combustíveis teve uma queda substancial, porque será?"... A sério!?!
Mais preocupante que ter pessoas a deixarem de poder ir de carro para o seu emprego (afinal, a maioria também já está desempregada e poderá dispensar essas deslocações) é o impacto que estes aumentos têm em toda a cadeia que sustenta a própria sociedade... Combustíveis mais caros representam transportes mais caros, e logo... comida, e tudo o resto, mais caro.
O que sei é que em França o Governo já cortou nos impostos sobre os combustíveis, para evitar que estes atingissem níveis que se riam insustentáveis... por cá... parece que a matemática cega dos números se continua a sobrepôr à matemática da realidade. E depois ficam admirados que, por mais que aumentem impostos, as receitas continuam a ser cada vez menos...
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Sobe Sobe, Gasolina Sobe...
Não quero ser demasiado "má-lingua" e dizer que esta súbito aumento do preços dos combuistíveis terá a ver unica e exclusivamente a ver com o início do período de férias, e servir assim para esmifrar um pouco mais os portugueses que contavam fazer alguns quilómetros a mais com as suas viaturas... nem que fosse numas visitas à praia, ao campo, ou nas visitas a familiares e amigos.
Claro que rapidamente nos dizem que isso não tem nada a ver, e que são meramente as influências dos mercados internacionais, sob os quais não temos qualquer controlo.
... A não ser o controlo de reagir instantaneamente às mudanças de preço. Vejamos... o preço do petróleo subiu a semana passada e hoje já tivemos aumento de 3 cêntimos - e ficando já no ar o aviso de que novos aumentos poderão surgir ainda durante esta semana. Ok... nada contra, sobem os preços da matéria prima, há que ajustar o preço do produto final.
Faltará ver é se essa velocidade de reacção será idêntica quando os preços tiverem tendência inversa... É que... quando o preço do petróleo desce, parecem surgir imediatamente mil e uma explicações para justificar a lentidão do ajuste do preço final: quer seja a do preço do material que entretanto está "nos depósitos" (curioso que para subir não haja esse "atraso"); ou então de que afinal o preço do petróleo nem afecta assim tanto o preço final, e de que os impostos é que estragam tudo; ou todas as outras tretas que já estamos habituados a ouvir.
O que é certo é que as coisas não batem certo: e com o petróleo aos preços a que estava, o preço final continuava inflaccioando face aos valores a que esteve quando o petróleo já esteve anteriormente a esse nível.
Mas... ainda bem que temos uma Autoridade da Concorrência que olha pelos nossos interesses; tal como outras entidades reguladores que tanto fazem o seu trabalho que nem dão por contadores de energia com desfasamento de horas a lesar os consumidores...
Venham as férias, que tudo fica esquecido!
Claro que rapidamente nos dizem que isso não tem nada a ver, e que são meramente as influências dos mercados internacionais, sob os quais não temos qualquer controlo.
... A não ser o controlo de reagir instantaneamente às mudanças de preço. Vejamos... o preço do petróleo subiu a semana passada e hoje já tivemos aumento de 3 cêntimos - e ficando já no ar o aviso de que novos aumentos poderão surgir ainda durante esta semana. Ok... nada contra, sobem os preços da matéria prima, há que ajustar o preço do produto final.
Faltará ver é se essa velocidade de reacção será idêntica quando os preços tiverem tendência inversa... É que... quando o preço do petróleo desce, parecem surgir imediatamente mil e uma explicações para justificar a lentidão do ajuste do preço final: quer seja a do preço do material que entretanto está "nos depósitos" (curioso que para subir não haja esse "atraso"); ou então de que afinal o preço do petróleo nem afecta assim tanto o preço final, e de que os impostos é que estragam tudo; ou todas as outras tretas que já estamos habituados a ouvir.
O que é certo é que as coisas não batem certo: e com o petróleo aos preços a que estava, o preço final continuava inflaccioando face aos valores a que esteve quando o petróleo já esteve anteriormente a esse nível.
Mas... ainda bem que temos uma Autoridade da Concorrência que olha pelos nossos interesses; tal como outras entidades reguladores que tanto fazem o seu trabalho que nem dão por contadores de energia com desfasamento de horas a lesar os consumidores...
Venham as férias, que tudo fica esquecido!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Gasolina contra a Tosse
Enquanto por cá se discutem as vantagens e desvantagens dos genéricos, e a maior preocupação dos consumidores será não apanharem medicamentos falsificados, na China um homem de 71 anos tem um remédio que diz ser bem mais eficaz para tratar as dores de garganta e a tosse: beber gasolina e querosene!
Dede 1969 que bebe entre três a quatro litros de gasolina, todos os meses.
A minha pergunta é... se os preços dos combustíveis na China estivessem aos preços que temos cá... ficava-lhe mais barato comprar medicamentos oficiais! :P
sábado, 30 de abril de 2011
Gasolina a 9,99/L
E se quando se dirigissem ao balcão do posto de abastecimento vos apresentassem uma factura com o preço de 9,99€/Litro?
Foi isso mesmo que aconteceu a um condutor na cidade de Filderstadt na Alemanha, que foi "presentado" com um total de 209,98€ após ter enchido o depósito com 21l de combustível.
O condutor chamou a polícia para reclamar do preço obsceno, mas... uma vez que o preço estava claramente afixado no posto, não teve outro remédio senão pagar.
O posto colocou o preço excessivo para evitar o consumo excessivo numa altura em que os combustíveis escassearam devido a problemas na rede de abastecimento.
Eu só vos digo... preparem-se, pois um dia estes preços vão tornar-se normais, e não apenas devido a situações ocasionais...
Foi isso mesmo que aconteceu a um condutor na cidade de Filderstadt na Alemanha, que foi "presentado" com um total de 209,98€ após ter enchido o depósito com 21l de combustível.
O condutor chamou a polícia para reclamar do preço obsceno, mas... uma vez que o preço estava claramente afixado no posto, não teve outro remédio senão pagar.
O posto colocou o preço excessivo para evitar o consumo excessivo numa altura em que os combustíveis escassearam devido a problemas na rede de abastecimento.
Eu só vos digo... preparem-se, pois um dia estes preços vão tornar-se normais, e não apenas devido a situações ocasionais...
sábado, 16 de abril de 2011
As Gasolinas de Marca Branca
Eis uma questão que já me passou pela cabeça inúmeras vezes - e certamente a vocês também. Com os preços dos combustíveis aos níveis em que estão (e sempre com a garantia que as actualizações "para cima" são feitas na hora, mas para descer... só tarde ou nunca), coloca-se a questão: porque não poupar uns valentes euros, atestando nos postos de combustível que oferecem preços mais reduzidos?
O principal dilema é sempre o mesmo: "ah, se é mais barato é porque é pior"; e claro, as gasolineiras vêm logo dizer que o "seu" combustível é mais caro porque é de melhor qualidade, etc. etc.
(E claro, ainda há sempre que surja a dizer que com o combustível X ou Y faz mais/menos quilómetros.)
Pois bem... nada como submeter os diversos combustíveis a um verdadeiro teste científico, e ver de que são feitos....
Diz a ciência que as gasolinas de "marca" e de "marca branca" são indistinguíveis! E esta, hein?
Parece que o mito de que gasolina barata pode estragar motores fica posta de parte.
Claro que este teste em nada invalida que possam existir postos onde o combustível seja de má qualidade (por excesso de água, etc.) - mas isso em nada tem a ver com a qualidade da gasolina em si; mas sim com a qualidade das suas infraestuturas.
Se andam a contar os euros para encher o depósito da vossa viatura, não se deixem enganar por cantigas. Como foi dito, a qualidade do combustível é regulamentada por lei, e não há volta a dar. A treta dos aditivos é mesmo para "enganar" os ceguinhos...
E se por acaso acham que uma gasolina XPTO é efectivamente melhor que uma "de marca branca" - o teste que vos convido a fazer é simples: das próximas vezes que tiverem que meter combustível, deixem que seja um familiar ou amigo a fazê-lo, sem que vos diga que tipo de combustível meteu.
Depois anotem qual o tipo de combustível que acham que era; e repitam a dose por 4 ou 5 vezes.
Com sorte (leia-se: azar) acertarão 50% porque é mesmo essa a probabilidade... ;P
Mas, se acham que o vosso pé é melhor sensor da qualidade da gasolina que uma análise científica feita em laboratório... a carteira é vossa!
Só me interrogo quantos mais produtos vendidos como "de qualidade superior" são exactamente iguais aos produtos de marca branca equivalentes, e de custo bem mais acessível?
O principal dilema é sempre o mesmo: "ah, se é mais barato é porque é pior"; e claro, as gasolineiras vêm logo dizer que o "seu" combustível é mais caro porque é de melhor qualidade, etc. etc.
(E claro, ainda há sempre que surja a dizer que com o combustível X ou Y faz mais/menos quilómetros.)
Pois bem... nada como submeter os diversos combustíveis a um verdadeiro teste científico, e ver de que são feitos....
Diz a ciência que as gasolinas de "marca" e de "marca branca" são indistinguíveis! E esta, hein?
Parece que o mito de que gasolina barata pode estragar motores fica posta de parte.
Claro que este teste em nada invalida que possam existir postos onde o combustível seja de má qualidade (por excesso de água, etc.) - mas isso em nada tem a ver com a qualidade da gasolina em si; mas sim com a qualidade das suas infraestuturas.
Se andam a contar os euros para encher o depósito da vossa viatura, não se deixem enganar por cantigas. Como foi dito, a qualidade do combustível é regulamentada por lei, e não há volta a dar. A treta dos aditivos é mesmo para "enganar" os ceguinhos...
E se por acaso acham que uma gasolina XPTO é efectivamente melhor que uma "de marca branca" - o teste que vos convido a fazer é simples: das próximas vezes que tiverem que meter combustível, deixem que seja um familiar ou amigo a fazê-lo, sem que vos diga que tipo de combustível meteu.
Depois anotem qual o tipo de combustível que acham que era; e repitam a dose por 4 ou 5 vezes.
Com sorte (leia-se: azar) acertarão 50% porque é mesmo essa a probabilidade... ;P
Mas, se acham que o vosso pé é melhor sensor da qualidade da gasolina que uma análise científica feita em laboratório... a carteira é vossa!
Só me interrogo quantos mais produtos vendidos como "de qualidade superior" são exactamente iguais aos produtos de marca branca equivalentes, e de custo bem mais acessível?
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Não Abastecer na GALP e na BP
Este movimento está a ser sugerido numa página do Facebook e pretende demonstrar o desagrado perante a evidente especulação absurda de preços a que assistimos no nosso país, perante uma Autoridade da Concorrência que repetidamente diz não encontrar qualquer indício de má conduta.
Eu sei... é a telepatia que funciona e que faz com que estas gasolineiras decidam acertar o preço nos mesmos dias, e semelhantes ao cêntimo!
Mais inexplicável será perceber porque motivo, com o preço do crude a níveis que anteriormente tinham o preço do combustível mais barato, agora se assistem a preços bastante mais caros...
Portanto, o que é pedido é que durante os meses de Janeiro a Abril, não se abasteça nos postos da Galp e BP.
Bem sei que o comodismo muitas vezes fala mais alto, e que muitos poderão achar que "não vale a pena". Mas o que é certo é que se todos fizermos a nossa parte... olhem que até acaba por ter algum efeito. E na maior parte dos casos, há alternativas num raio útil de proximidade que vos permitirá concretizar este objectivo.
Vamos lá ver se deixamos os postas da GALP e da BP "às moscas" durante alguns meses... e poderá ser que sejam outros a reclamar - para não sermos sempre os mesmos!
Eu sei... é a telepatia que funciona e que faz com que estas gasolineiras decidam acertar o preço nos mesmos dias, e semelhantes ao cêntimo!
Mais inexplicável será perceber porque motivo, com o preço do crude a níveis que anteriormente tinham o preço do combustível mais barato, agora se assistem a preços bastante mais caros...
Portanto, o que é pedido é que durante os meses de Janeiro a Abril, não se abasteça nos postos da Galp e BP.
Bem sei que o comodismo muitas vezes fala mais alto, e que muitos poderão achar que "não vale a pena". Mas o que é certo é que se todos fizermos a nossa parte... olhem que até acaba por ter algum efeito. E na maior parte dos casos, há alternativas num raio útil de proximidade que vos permitirá concretizar este objectivo.
Vamos lá ver se deixamos os postas da GALP e da BP "às moscas" durante alguns meses... e poderá ser que sejam outros a reclamar - para não sermos sempre os mesmos!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O Custo dos Combustíveis
O meu caro amigo Mário Ferreira analisa em detalhe o custo de combustíveis.
O custo dos combustíveis. - Um sentido duplo para "meter a mangueira"
(um artigo com uma teoria bem plausível para a inexplicada actual situação dos preços dos combustíveis)
Com o aumento dos custos do petróleo a inevitável consequência apareceu: os combustíveis subiram igualmente de preço.
No entanto, se é uma realidade que o custo da matéria-prima se alterava de dia para dia, o custo real de produção do combustível não se alterava ao mesmo ritmo. Isso deveu-se ao facto de as petrolíferas não adquirirem diariamente a sua matéria prima, e como tal o custo de produção se reflectir no valor realmente pago pelas toneladas de petróleo em stock e não na cotação de venda actual.
Mas as petrolíferas viram aqui uma oportunidade única. Ao subirem imediatamente os preços alegando o aumento do custo da matéria-prima, iriam precaver-se para as futuras aquisições, mas até lá aumentar a sua margem de lucro tremendamente num produto que foi adquirido a um preço bem mais baixo.
Desta forma ganharam-se milhões de euros. E o jogo da especulação começou.
No entanto as petrolíferas caíram num erro. Para vender combustíveis para revenda havia que conseguir bons preços, e dado que o custo real de produção era inferior ao que estas faziam crer ao cliente final, as margens para lidar com os revendedores aumentaram. E as grandes superfícies começaram a comprar combustíveis a um preço que permitia a revenda a um custo inferior ao das gasolineiras.
A consequência foi bem visível. Os baixos custos dos combustíveis nas grandes superfícies atraíram milhares de clientes que passaram a preterir as gasolineiras em favor das mesmas.
Apercebendo-se do erro cometido, e dos prejuízos que tal poderia causar, as petrolíferas ficaram sem soluções. Os custos de revenda não podiam subir mais do que as variações do combustível, e ao ser cometido o erro de vender pela primeira vez a preços baixos, todas as vendas futuras teriam de usar como bitola esse mesmo preço.
Descer os seus combustíveis abruptamente para os preços justos também estava fora de hipótese, pois como explicar tal facto? O petróleo não havia baixado e não houve alterações tecnológicas no processo de refinação que permitisse justificar tal. Para alem do mais, descer os seus preços implicaria descer os preços de revenda também, e esses estavam com valores normais e uma descida traria prejuízo.
O que fazer então?
A solução encontrada e desesperada foi atacar os combustíveis das gasolineiras. Dizer que ele não prestava e estragava os carros. Dessa forma poder-se-ia voltar a trazer os clientes para as gasolineiras, e continuar a vender às grandes superfícies.
Mas tal não caiu bem. As grandes superfícies retorquiram e com razão. Não só tal não era verdade e não havia relatos de tal, mas os combustíveis eram fabricados pelas mesmas empresas que fabricavam os das gasolineiras. Se não prestavam não era o nome das grandes superfícies que ficava em causa, mas sim o da empresa fornecedora. E mais ainda, se estragavam os carros então é porque não cumpriam com as directivas comunitárias para o fabrico de combustíveis que define a qualidade mínima que o mesmo deve ter (e que não estraga carros), e era mais uma vez o nome do fabricante que vinha à baila.
Apercebendo-se de tal, as petrolíferas retrocederam no seu plano de ataque. A frase de ataque agora seria relacionada não com a qualidade, mas com a aditivação dos combustíveis das grandes superfícies que seria inferior ao das gasolineiras, explicando assim o preço.
A questão é que nem essa explicação colhe frutos. E isso porque como se referiu existem normativos definidos para a qualidade. E o combustível das grandes superfícies, mesmo que menos aditivado, terá de obedecer aos mesmos. E então surge outra questão:
- Se é verdade que existe uma explicação relacionada com os aditivos da gasolina para a diferença de preços entre as gasolineiras e as grandes superfícies, e obedecendo todos eles aos requisitos de qualidade impostos pela UE, então porque raio as petrolíferas durante anos nos impingiram os seus combustíveis a preços elevados? Porque não criaram, nem que fosse como alternativa ao que já existe, um combustível menos aditivado, igualmente cumpridor das normas, mas mais barato?
Naturalmente não posso provar nada do que digo em cima, não passando tudo de uma teoria, mas é uma teoria bem lógica e na qual acredito piamente. As petrolíferas na ânsia de ganhar algum com a especulação dos preços e a subida imediata da matéria-prima, quanto possuíam toneladas de petróleo armazenado adquirido a preços baixos, deram um tiro no pé, e até ao momento não descobriram como descalçar a bota.
Por esse motivo surge a GALP agora com uma bomba piloto a vender combustível ao preço do das grandes superfícies. Desculpando-se que o produto é de menor qualidade (o que sinceramente não acredito), mas obedecendo aos padrões de qualidade da UE, a Galp tenta repor as coisas no lugar.
Se fosse uma questão de aditivação a GALP não precisava de andar com postos de abastecimento de teste, e bastava à semelhança do que acontece com a gasolina 98 e o Ultimate Diesel colocar um novo produto no mercado a preços mais baixos e vende-lo junto com os outros. O problema é que a GALP quer pesar as coisas a ver se o que ganham com o aumento dos preços é compensado com o aumento dos clientes, e sabendo que ao porem esse produto no mercado os restantes seriam preteridos, avança com uma estação de abastecimento piloto, onde poderá verificar se realmente a coisa compensa.
Mas há mais… Se julgam que as petrolíferas não podem descer mais o custo dos seus combustíveis, então estão enganados.
Muitas grandes superfícies não se limitam a possuir preços mais baixos nos combustíveis. Elas ainda oferecem descontos adicionais aos clientes dos hipermercados. Aliás essa prática é já usada pelas petrolíferas em associações com grandes superfícies que não comercializam combustíveis. A Galp por exemplo possui um acordo com o Continente nesse sentido!
Ora a esses preços mais baixos que a Galp possuiu na sua estação de serviço piloto ainda podem ser aplicados esses descontos, descendo ainda mais os preços.
Metemos nós a mangueira no carro, e afinal quem nos anda a meter a mangueira são eles... E a autoridade da concorrência não consegue ver esta realidade, ou então faz de conta que não vê.
O custo dos combustíveis. - Um sentido duplo para "meter a mangueira"
(um artigo com uma teoria bem plausível para a inexplicada actual situação dos preços dos combustíveis)
Com o aumento dos custos do petróleo a inevitável consequência apareceu: os combustíveis subiram igualmente de preço.
No entanto, se é uma realidade que o custo da matéria-prima se alterava de dia para dia, o custo real de produção do combustível não se alterava ao mesmo ritmo. Isso deveu-se ao facto de as petrolíferas não adquirirem diariamente a sua matéria prima, e como tal o custo de produção se reflectir no valor realmente pago pelas toneladas de petróleo em stock e não na cotação de venda actual.
Mas as petrolíferas viram aqui uma oportunidade única. Ao subirem imediatamente os preços alegando o aumento do custo da matéria-prima, iriam precaver-se para as futuras aquisições, mas até lá aumentar a sua margem de lucro tremendamente num produto que foi adquirido a um preço bem mais baixo.
Desta forma ganharam-se milhões de euros. E o jogo da especulação começou.
No entanto as petrolíferas caíram num erro. Para vender combustíveis para revenda havia que conseguir bons preços, e dado que o custo real de produção era inferior ao que estas faziam crer ao cliente final, as margens para lidar com os revendedores aumentaram. E as grandes superfícies começaram a comprar combustíveis a um preço que permitia a revenda a um custo inferior ao das gasolineiras.
A consequência foi bem visível. Os baixos custos dos combustíveis nas grandes superfícies atraíram milhares de clientes que passaram a preterir as gasolineiras em favor das mesmas.
Apercebendo-se do erro cometido, e dos prejuízos que tal poderia causar, as petrolíferas ficaram sem soluções. Os custos de revenda não podiam subir mais do que as variações do combustível, e ao ser cometido o erro de vender pela primeira vez a preços baixos, todas as vendas futuras teriam de usar como bitola esse mesmo preço.
Descer os seus combustíveis abruptamente para os preços justos também estava fora de hipótese, pois como explicar tal facto? O petróleo não havia baixado e não houve alterações tecnológicas no processo de refinação que permitisse justificar tal. Para alem do mais, descer os seus preços implicaria descer os preços de revenda também, e esses estavam com valores normais e uma descida traria prejuízo.
O que fazer então?
A solução encontrada e desesperada foi atacar os combustíveis das gasolineiras. Dizer que ele não prestava e estragava os carros. Dessa forma poder-se-ia voltar a trazer os clientes para as gasolineiras, e continuar a vender às grandes superfícies.
Mas tal não caiu bem. As grandes superfícies retorquiram e com razão. Não só tal não era verdade e não havia relatos de tal, mas os combustíveis eram fabricados pelas mesmas empresas que fabricavam os das gasolineiras. Se não prestavam não era o nome das grandes superfícies que ficava em causa, mas sim o da empresa fornecedora. E mais ainda, se estragavam os carros então é porque não cumpriam com as directivas comunitárias para o fabrico de combustíveis que define a qualidade mínima que o mesmo deve ter (e que não estraga carros), e era mais uma vez o nome do fabricante que vinha à baila.
Apercebendo-se de tal, as petrolíferas retrocederam no seu plano de ataque. A frase de ataque agora seria relacionada não com a qualidade, mas com a aditivação dos combustíveis das grandes superfícies que seria inferior ao das gasolineiras, explicando assim o preço.
A questão é que nem essa explicação colhe frutos. E isso porque como se referiu existem normativos definidos para a qualidade. E o combustível das grandes superfícies, mesmo que menos aditivado, terá de obedecer aos mesmos. E então surge outra questão:
- Se é verdade que existe uma explicação relacionada com os aditivos da gasolina para a diferença de preços entre as gasolineiras e as grandes superfícies, e obedecendo todos eles aos requisitos de qualidade impostos pela UE, então porque raio as petrolíferas durante anos nos impingiram os seus combustíveis a preços elevados? Porque não criaram, nem que fosse como alternativa ao que já existe, um combustível menos aditivado, igualmente cumpridor das normas, mas mais barato?
Naturalmente não posso provar nada do que digo em cima, não passando tudo de uma teoria, mas é uma teoria bem lógica e na qual acredito piamente. As petrolíferas na ânsia de ganhar algum com a especulação dos preços e a subida imediata da matéria-prima, quanto possuíam toneladas de petróleo armazenado adquirido a preços baixos, deram um tiro no pé, e até ao momento não descobriram como descalçar a bota.
Por esse motivo surge a GALP agora com uma bomba piloto a vender combustível ao preço do das grandes superfícies. Desculpando-se que o produto é de menor qualidade (o que sinceramente não acredito), mas obedecendo aos padrões de qualidade da UE, a Galp tenta repor as coisas no lugar.
Se fosse uma questão de aditivação a GALP não precisava de andar com postos de abastecimento de teste, e bastava à semelhança do que acontece com a gasolina 98 e o Ultimate Diesel colocar um novo produto no mercado a preços mais baixos e vende-lo junto com os outros. O problema é que a GALP quer pesar as coisas a ver se o que ganham com o aumento dos preços é compensado com o aumento dos clientes, e sabendo que ao porem esse produto no mercado os restantes seriam preteridos, avança com uma estação de abastecimento piloto, onde poderá verificar se realmente a coisa compensa.
Mas há mais… Se julgam que as petrolíferas não podem descer mais o custo dos seus combustíveis, então estão enganados.
Muitas grandes superfícies não se limitam a possuir preços mais baixos nos combustíveis. Elas ainda oferecem descontos adicionais aos clientes dos hipermercados. Aliás essa prática é já usada pelas petrolíferas em associações com grandes superfícies que não comercializam combustíveis. A Galp por exemplo possui um acordo com o Continente nesse sentido!
Ora a esses preços mais baixos que a Galp possuiu na sua estação de serviço piloto ainda podem ser aplicados esses descontos, descendo ainda mais os preços.
Metemos nós a mangueira no carro, e afinal quem nos anda a meter a mangueira são eles... E a autoridade da concorrência não consegue ver esta realidade, ou então faz de conta que não vê.
segunda-feira, 22 de março de 2010
O Gasoleo em Portugal
A capa do Destak de hoje revela (como se alguém não o soubesse!) que o gasóleo em Portugal é mais caro 6.8% do que a média na União Europeia.
Isso dever-se-á, sem dúvida ao nosso elevado nível de vida com os nossos salários mínimos bem acima da média Europeia (cof cof!)
Novamente assistimos a uma Europa com livre circulação de bens e mercadorias, e igual para todos, mas mais igual para uns que para outros.
... O que nos vale é que temos uma Autoridade da Concorrência que depois de criar comissões para analisar este (e outros) tipo de coisa chega invariavelmente à conclusão que não se passa nada.
... Paga Zé Povinho... e não bufes!
Isso dever-se-á, sem dúvida ao nosso elevado nível de vida com os nossos salários mínimos bem acima da média Europeia (cof cof!)
Novamente assistimos a uma Europa com livre circulação de bens e mercadorias, e igual para todos, mas mais igual para uns que para outros.
... O que nos vale é que temos uma Autoridade da Concorrência que depois de criar comissões para analisar este (e outros) tipo de coisa chega invariavelmente à conclusão que não se passa nada.
... Paga Zé Povinho... e não bufes!
terça-feira, 21 de julho de 2009
Rapaz Bebe Gasolina para imitar os Transformers
Preparem-se, porque isto é mesmo de ficar de boca aberta:Na Província de Sichuan na China, os pais de um rapaz de 14 anos andam muito espantados com o facto do filho, que anteriormente era bastante "esperto" e inteligente, ser agora incapaz de fazer uma conta básica de adição e subtração.
O mais impressionante é que os pais suspeitam que isto tenha algo a ver com o facto de o filho beber gasolina para imitar os seus heróis televisivos - os Transformers!
Mas, calma... é que o problema não tem origem recente.
Ele começou a beber gasolina há cinco anos atrás, quando descobrimos que ele gostava de cheirar o gás dos isqueiros.Aparentemente, ao longo de cinco anos, parecem não ter sido capazes de fazer nada para resolver o assunto... e agora o rapaz tem graves deficiências mentais devido ao chumbo presente na gasolina - que se torna ainda pior por isto ter acontencido numa fase crítica do desenvolvimento físico.
O meu conselho: se descobrirem o vosso filho a beber gasolina... não esperem cinco anos para chegarem à conclusão que ele está com problemas!
Location:
Yibin, Sichuan, China
terça-feira, 14 de abril de 2009
A Galp e a Crise: 4 Milhões para 6 Administradores
Não há dúvidas de que o País (aliás: toda a economia mundial - dizem-nos) está em crise.Mas... parece é que a "crise" não é a mesma para todos... a não ser que repartir 4 milhões de euros por 6 pessoas sejam uma verdadeira crise.
Isto corresponde a ordenados superiores a 1800 euros por dia; ao qual teremos ainda que acrescentar:
Para além deste ordenado, a Galp oferece aos administradores executivos a constituição de um Plano de Poupança Reforma (PPR) que, em 2008, contou com uma contribuição da empresa superior a 90 mil euros por administrador
Ah rica crise...
Outros dados adicionais:
LUCROS DE 478 MILHÕES
O resultado líquido consolidado foi de 478 milhões em 2008, com as vendas e prestações de serviços a subirem 20,1%.
Em termos de impostos, a Galp Energia pagou 198 milhões de euros (menos 15 milhões do que em 2007), a que correspondeu uma taxa efectiva de imposto de 29 por cento (contra 33 por cento em 2007).
... É só fazer as contas...
terça-feira, 3 de março de 2009
A Crise na Galp
A crise internacional aliada à instabilidade do preço do petróleo não deixa margens de dúvidas: ninguém está imune à crise.
Ora vejamos... a própria GALP terá que se contentar com uns lucros estimados de apenas 453 milhões de euros.
Humm... bolas, isso nem chega a 2 milhões de euros por dia! Onde já se viu! Raisparta esta crise!
via [Activismo de Sofá]
Ora vejamos... a própria GALP terá que se contentar com uns lucros estimados de apenas 453 milhões de euros.
Humm... bolas, isso nem chega a 2 milhões de euros por dia! Onde já se viu! Raisparta esta crise!
via [Activismo de Sofá]
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
E ainda os Preços dos Combustíveis
Dantes:Preço do Barril de Brent: 40-41 USD
Preço do Gasóleo em Portugal: 68-70 cêntimos
Agora:
Preço do Barril de Brent: 40-41 USD
Preço do Gasóleo em Portugal: 97-99 cêntimos
Esperemos que a queixa apresentada em Bruxelas tenha resultado práticos imediatos (era bom, não era?) - coisa que não tem acontecido, nem mesmo quando se tratam de ilegalidades como o IVA sobre o IA - que lá vai andando como se ninguém soubesse de nada...
A desculpa?... é o refinamento senhores... é o refinamento...
Enquanto isso, e já que os Portugueses já podem ir respirando fundo com a descida das taxas de juros, as gasolineiras já trataram de re-começar a amealhar mais uns milhõeszitos, aumentando novamente os combustíveis
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
O Gasóleo em 2008
Lembram-se daquele gráfico bonito que eu vos apresentei o ano passado com a evolução do preço do gasóleo?
Pois bem, aqui está o gráfico actualizado, já com os valores até à presente data...
Tal como tinha referido anteriormente, estes valores são os que eu recolhi pessoalmente ao longo do tempo (e por norma abasteço num local que oferece desconto de 5 cêntimos sobre o preço de tabela.)
Felizmente verificamos que estamos novamente com os preços ao nível dos que tinhamos em 2005, o que é um alívio depois de termos passado vários meses com o gasóleo a roçar o preço de 1,40 por litro.
No entanto, como tenho os dados para aqui metidos, vou partilhar convosco o resto das estatísticas:
De 2006 para cá, tenho conseguido reduzir o número de Km que faço (por estar a morar mais perto do local de trabalho)
É unicamente graças a este pequeno pormenor que o fui - de certa forma - poupado àquela exorbitância do preço dos combustíveis no terceiro trimestre de 2008.
Mesmo com o custo por Km a aumentar ao longo dos anos, o facto de fazer menos Km tem-me permitido gastar cada vez menos dinheiro no combustível.
Custo por Km
Ou seja, se o preço se tivesse mantido estável como esteve em 2006, em vez de 1205 Euros teria gasto apenas 993 Euros - poupado mais de 200 Euros.
Por outro lado, se tivesse o azar de ter que continuar a fazer todos os Km que fazia dantes, em vez 2000 Euros passaria a gastar 2518 - mais 500 euros por ano que certamente fazem muita diferença para muita gente.
Ou seja... atiram-nos com uma inflação que já nada quer dizer, pão e electricidade sobem N%, e este "imposto" dos combustíves é equivalente a menos um ordenado mensal por ano... não admira que o poder de compra ande pelas ruas da amargura.
(E não vou entrar em considerações sobre o sobre-endividamento das famílias em créditos estúpidos e inconscientes, a falta de transportes públicos ou condições para transportes alternativos... tudo isso daria muito mais sobre que falar.)
Pois bem, aqui está o gráfico actualizado, já com os valores até à presente data...
Tal como tinha referido anteriormente, estes valores são os que eu recolhi pessoalmente ao longo do tempo (e por norma abasteço num local que oferece desconto de 5 cêntimos sobre o preço de tabela.)
Felizmente verificamos que estamos novamente com os preços ao nível dos que tinhamos em 2005, o que é um alívio depois de termos passado vários meses com o gasóleo a roçar o preço de 1,40 por litro.
No entanto, como tenho os dados para aqui metidos, vou partilhar convosco o resto das estatísticas:
De 2006 para cá, tenho conseguido reduzir o número de Km que faço (por estar a morar mais perto do local de trabalho)
2006 - 19227 Km / 2092,30 lt / 2074,08 Eur
2007 - 12039 Km / 1337,90 lt / 1384,10 Eur
2008 - 9195 Km / 989,00 lt / 1205,15 Eur
É unicamente graças a este pequeno pormenor que o fui - de certa forma - poupado àquela exorbitância do preço dos combustíveis no terceiro trimestre de 2008.
Mesmo com o custo por Km a aumentar ao longo dos anos, o facto de fazer menos Km tem-me permitido gastar cada vez menos dinheiro no combustível.
Custo por Km
2006 - 0,108 Eur
2007 - 0,115 Eur (+ 7% que 2005)
2008 - 0,131 Eur (+22% que 2005, +14% que 2006)
Ou seja, se o preço se tivesse mantido estável como esteve em 2006, em vez de 1205 Euros teria gasto apenas 993 Euros - poupado mais de 200 Euros.
Por outro lado, se tivesse o azar de ter que continuar a fazer todos os Km que fazia dantes, em vez 2000 Euros passaria a gastar 2518 - mais 500 euros por ano que certamente fazem muita diferença para muita gente.
Ou seja... atiram-nos com uma inflação que já nada quer dizer, pão e electricidade sobem N%, e este "imposto" dos combustíves é equivalente a menos um ordenado mensal por ano... não admira que o poder de compra ande pelas ruas da amargura.
(E não vou entrar em considerações sobre o sobre-endividamento das famílias em créditos estúpidos e inconscientes, a falta de transportes públicos ou condições para transportes alternativos... tudo isso daria muito mais sobre que falar.)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Deco e os Combustíveis
A DECO está a promover uma acção para reclamar da pouca-vergonha que se tem assistido com o preço do petróleo e a respectiva "não-actualização" dos preços dos combustíveis.
Há ainda uma acção que visa mostrar o desgrado dos consumidores, apelando ao não-abastecimento no próximo dia 27.
As alterações ao custo da gasolina não têm acompanhado a descida do preço do petróleo. A avaliar pelas centenas de reclamações recebidas, os consumidores, e com razão, começam a questionar a forma tardia como as gasolineiras reagem.Portanto, participem e inscrevam o vosso nome aqui.
Reivindicamos mais transparência no sector e a criação de uma entidade reguladora competente. Mais: queremos que o Governo aumente a eficiência na sua acção de fiscalização. Caso queira juntar-se ao nosso movimento de protesto deixe os seus dados. O seu apoio será utilizado para reclamar os seus direitos junto das autoridades competentes.
Há ainda uma acção que visa mostrar o desgrado dos consumidores, apelando ao não-abastecimento no próximo dia 27.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Gasolinas, GALPs, Governos e Análises
Isto tem sido uma pouca vergonha de todo a tamanho...
Que o preço dos combustíveis variem de acordo com o preço do crude a nível interrnacional, isso toda a gente pode compreender. Mas quando essa variação ocorre num único sentido - o ascendente - isso é outro assunto.
Felizmente que temos no nosso país pessoas que zelam pelos nossos direitos... ora veja-se o caso daquele senhores que têm um clube que se chama "não sei quê da Concorrência" e que analisaram a situação. Segundo as suas conclusões o mercado dos combustíveis em Portugal está saudável e sem nada de estranho.
Hummm... curioso...
Então porque é que depois de terem concluído tal coisa, vão agora fazer uma análise mais "profunda"!?!
O que é certo é que, com o petróleo ao preço que estava em Fevereiro, os combustíveis estão cerca de 10-15 cêntimos mais caros por litro!
(Mas parece que isso não incomoda ninguém... já que Governo e "Comissões" parecem achar isso normal.)
E se o presidente da Galp agora vem dizer que isso se deve à variação do euro face ao dólar, parece esquecer-se daquelas vezes em que disse "ah, isso do dólar valer menos que o euro não tem impacto no nosso preço."
Vamos lá ver o que a comissão da "concorrência" vai concluir desta análise aprofundada... pelo menos até que lhes seja pedido uma análise ainda mais aprofundada do que esta.
E como sempre, quem vai sendo aprofundidos somos todos nós...
Que o preço dos combustíveis variem de acordo com o preço do crude a nível interrnacional, isso toda a gente pode compreender. Mas quando essa variação ocorre num único sentido - o ascendente - isso é outro assunto.
Felizmente que temos no nosso país pessoas que zelam pelos nossos direitos... ora veja-se o caso daquele senhores que têm um clube que se chama "não sei quê da Concorrência" e que analisaram a situação. Segundo as suas conclusões o mercado dos combustíveis em Portugal está saudável e sem nada de estranho.
Hummm... curioso...
Então porque é que depois de terem concluído tal coisa, vão agora fazer uma análise mais "profunda"!?!
O que é certo é que, com o petróleo ao preço que estava em Fevereiro, os combustíveis estão cerca de 10-15 cêntimos mais caros por litro!
(Mas parece que isso não incomoda ninguém... já que Governo e "Comissões" parecem achar isso normal.)
E se o presidente da Galp agora vem dizer que isso se deve à variação do euro face ao dólar, parece esquecer-se daquelas vezes em que disse "ah, isso do dólar valer menos que o euro não tem impacto no nosso preço."
Vamos lá ver o que a comissão da "concorrência" vai concluir desta análise aprofundada... pelo menos até que lhes seja pedido uma análise ainda mais aprofundada do que esta.
E como sempre, quem vai sendo aprofundidos somos todos nós...
sábado, 28 de junho de 2008
Os Combustíveis - Then and Now
Câmbio 1 usd =
| 1 barril de petróleo em dólares =
| Ou seja, 1 barril de petróleo em euros
| Preço por litro de Gasolina I.O.95 na bomba
| ||||||||||||||
em 2000
| 1,20 eur
| 60 usd
| 72,00 euros
| 0,99 euros
| |||||||||||||
em 2008
| 0,64 eur
| 110 usd
| 70,40 euros
| 1,51 euros em vez de 0,80 euros
|
Curiosamente (ou não) aqueles 0,80 são suspeitamente próximos daquele tal gasóleo com "desconto" para aqueles sortudos que podem ir trabalhar de iate.
Nota: O preço de venda de 1,51 eur inclui o Imposto sobre
produtos petrolíferos 0,519 euros por litro em 2008) e IVA 21%
E já nem falo no acréscimo de mais de 100% que o gasóleo teve em relação à gasolina (com "apenas" 50%.)
Talvez seja altura de pensar em comprar um "FUTI" (automóvel eléctrico feito em Leiria e que supostamente está disponível para o ano.)
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Gasóleo a 0,80 Euros
E ainda dizem que o gasóleo está caro...
Em vez de se comprar um tractor para ter direito a gasóleo agrícula, sempre fica mais "in" comprar um iate para depois abastecer os automóveis com gasóleo marítimo.
Será por isso que andam por aí tantos Audi, BMW, e Mercedes?
[Recebido via email]
GASÓLEO A 0,80€... PARA OS IATES!O Governo democrático e maioritário do PS tem por hábito quando é confrontado com realidades, apontar os canhões para o PSD, seu parceiro do «Bloco Central de Interesses».
Mas agora, todos ficam a saber : os que têm iates e embarcações de recreio que através do Artº 29 do Cap. II da Portaria 117-A de 8 de Fevereiro de 2008, beneficiam de gasóleo ao preço do que pagam os armadores e os pescadores.
Assim todos os portugueses são iguais perante a Lei, desde que tenham iates…
É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas que tenham carro a gasóleo o paguem a 1,42€, e os banqueiros e empresários do 'Compromisso Portugal' o paguem a 0,80€, e é justo, porque estes não têm culpa que os trabalhadores não comprem iates!!!
Porreiro pá !...
Em vez de se comprar um tractor para ter direito a gasóleo agrícula, sempre fica mais "in" comprar um iate para depois abastecer os automóveis com gasóleo marítimo.
Será por isso que andam por aí tantos Audi, BMW, e Mercedes?
[Recebido via email]
sábado, 31 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
GALP a Quanto Obrigas
Querem reclamar para as "concorrências", querem?
Então peguem lá:
Preço do Gasóleo na GALP
23:59 do dia 21: €1,39
00:h00 do dia 22: €1,42
Ora tomem lá que é para ver que roubar passou a ser permitido em Portugal (mas só para alguns, como é costume...)
P.S.: Como seria lindo ver a sociedade unir-se contra estes abusos, e abandonar em massa os postos de gasolina desta marca...
Então peguem lá:
Preço do Gasóleo na GALP
23:59 do dia 21: €1,39
00:h00 do dia 22: €1,42
Ora tomem lá que é para ver que roubar passou a ser permitido em Portugal (mas só para alguns, como é costume...)
P.S.: Como seria lindo ver a sociedade unir-se contra estes abusos, e abandonar em massa os postos de gasolina desta marca...
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