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segunda-feira, 28 de março de 2016

Florence Hartmann presa em Haia por ter revelado que Tribunal dos Crimes de Guerra escondeu informação ao Tribunal de Justiça


Qual será a altura para começar a ficar preocupado com a "justiça" do tribunais? Talvez a detenção de Florence Hartmann possa ajudar a ter uma ideia. Florence tem dedicado a sua vida a expor criminosos de guerra, mas o Tribunal não gostou que ela referisse no seu livro que o Tribunal de Crimes de Guerra tinha escondido informações cruciais sobre o massacre de Srebrenica em 1995, condenando-a por desrespeito ao Tribunal.

Agora, dá-se a caricata situação de ter sido presa quando esperava ver a sentença dada a Radovan Karadžic, e ter que partilhar a prisão com o general Ratko Mladic (o líder militar acusado) - com a agravante de que ele tem direito a "passear" no parque da prisão, enquanto ela foi colocada em isolamento numa cela, onde é monitorizada continuamente e sem direito a que as luzes se apaguem, nem sequer para dormir.

Diz-se que a justiça é cega... mas será que se deve aceitar que os tribunais possam guardar "segredos" sobre massacres de guerra, e mandar para a cadeia aqueles que simplesmente chamam a atenção para esses factos? Esperemos que, talvez um dia, tudo fique esclarecido... sem "segredos" nem receios de ir para a prisão por se revelar aquilo que deveria ser do conhecimento público.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Juiz a Dormir no Tribunal


Acho que todos temos que admitir que nem todos os casos que chegam aos Tribunais serão particularmente interessantes - e a mesma opinião deverá ter este Juiz Russo que foi apanhado a dormir em plena sessão no Tribunal.

A Justiça poderá ser cega, mas parece que não admite que se durma em serviço, e o juiz já se demitiu - e terá que novamente fazer os exames antes de poder voltar a exercer as suas funções.

... Só me interrogo como serão as coisas por cá? Com a lentidão dos tribunais e os casos que se arrastam por anos e anos (e até décadas)... não será isso mais que suficiente para induzir elevado grau de sonolência em qualquer dos intervenientes no processo?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Blogger Anónimo condenado por Difamação

Sentença inédita em Portugal, que condenou um autor que provavelmente se sentiria seguro por trás do anonimato no seu blog; e que agora ficou claramente demonstrado que é preciso ter consciência do que se diz sobre terceiros.

O autor em questão (João Adélio Trocado) foi identificado pelas autoridades, e condenado a pagar 40 mil euros de indemnização e 133 dias de prisão por difamação contra um jornalista da revista Sábado.

É a prova de que as palavras têm peso... e mesmo na Internet, há que pensar um pouco sobre o que se diz sobre as outras pessoas.

Igualmente interessante é a sua "desculpa", sobre se os "Os Tribunais portugueses não terão assuntos mais importantes que julgar comentários de blogues?"
É lixado quando temos que dar a mão à palmatória pelos nossos actos, não é?...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bancos, Gmail e Tribunais


E se um dia destes, após umas semanas de férias, chegassem a casa e descobrissem que a vossa conta de email do Gmail se encontrava suspensa?

Foi o que aconteceu recentemente, quando um banco enviou por engano informação confidencial para um email errado, e rapidamente pediu ao Google que suspendesse a conta de email em questão.
O Google, logicamente recusou fazê-lo sem uma ordem do tribunal - e o mais incrível é que um juiz acedeu a fazê-lo!

E assim, sem que nada tenha feito para o merecer, um qualquer indivíduo pode assim ter a sua conta suspensa graças à incompetência de um qualquer anormal que envie "informação confidencial" para um qualquer email.

Entretanto o caso parece já ter chegado a acordo, se bem que não se saibam mais pormenores.

Mas fica a sugestão... se tiverem um qualquer inimigo que dependa de uma conta de email, nada como lhe enviar "distraidamente" um email com "informação confidencial", e depois ir a Tribunal exigir que lhe encerrem a conta.

domingo, 13 de setembro de 2009

Quem põe a mão no Fogo... Queima-se!

Há coisas estúpidas... e depois há disto!

Um homem que tentou processar a organização do festival Burning Man por se ter queimado depois de se ter ido meter no meio das chamas!

Este festival popular nos Estados Unidos é caracterizado pela existência de uma figura gigante em chamas... e o "animal" em questão foi passear para bem perto das chamas, caminhando entre elas, e depois tropeçando e queimando as mãos.

Era o que faltava... correr para o meio de uma fogueira gigante, e ainda receber uma indemenização!

(Não que não existam casos igualmente estúpidos que tenham desfechos diferentes... mas ao menos desta vez prevaleveu a inteligência!)

domingo, 10 de maio de 2009

Juiz contra a Privacidade dos Dados surpreendido pelos seus proprios dados

Eis uma daquelas coisas que dá mesmo gosto ler.

Um Juiz do Supremo Tribunal dos EUA que o ano passado fez um discurso a questionar a necessidade de mais medidas para garantir a privacidade dos cidadãos, foi agora surpreendido por um dossier de 15 páginas que lhe foi entregue.

Nesse dossier, o juiz ficou surpreendido ao descobrir a quantidade de informação sobre si que estava publicamente acessível, e a qual não se limitava apenas à sua morada, telefone, e valor da sua casa; mas também os tipos de comida que mais gostava, as suas preferências cinematográficas, o email pessoal da sua esposa, e até fotos dos seus netos.

De certeza que futuramente, este juiz irá ter uma visão um pouco mais realista da necessidade de garantir a privacidade em certos tipo de dados pessoais...

quarta-feira, 11 de março de 2009

A Justiça Colorida

Desenganem-se aqueles que pensam que a justiça é cega.

Quem o diz é o Tribunal da Relação do Porto, que obrigou uma juíza do tribuinal de Ovar a aceitar um requerimento que esta tinha recusado por ter sido entregue em papel de cor... verde.

A juíza não só não aceitou o requerimento como ainda obrigou a requerente a suportar as custas do incidente, num valor de quase 200 euros.

Felizmente, ainda há juízes com bom senso, que determinaram que independentemente da cor, o texto "é perfeitamente legível" e "perfeitamente fotocopiável e digitalizável", cumprindo assim os requisitos necessários à sua aceitação e validade.


Só nos faltava esta, da justiça para além de cega, ser daltónica ainda por cima...
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