Vinha eu descansadinho a conduzir para a casa, quando tive mais um momento "Eureka".
Com a "austeridade" a ser a palavra de ordem, e que nos parece levar para uma espiral de suícidio da economia tal como a conhecemos (veja-se o resultado que está a ter na Grécia), não pude deixar de encontrar muitas semelhanças com o que se passa com a pirataria.
Tal como muita gente se sente "justificada" a piratar as coisas que considera ter preços excessivos - quer sejam jogos de computador, músicas, ou bilhetes de cinema - parece-me que as políticas de austeridade apenas fazem com que haja cada vez mais incentivos a que empresários e trabalhadores percam a (pouca) fé que ainda possam ter no sistema.
Vejamos... Imaginemos que o Governo precisava de arranjar (mais) dinheiro, e olhando para os milhares de Portugueses que ainda vão ao cinema, decidia aplicar uma taxa extra em cima dos bilhetes de cinema, passando o seu preço para 100€. Obviamente, ao contrário da receita planeada, o resultado "líquido" seria... zero! Pois todas as pessoas deixariam de ir ao cinema e optariam por ver os filmes em casa. Um pouco à semelhança dos lucros teóricos das SCUTs, que deram origem a que grande percentagem dos automobilistas optasse por procurar caminhos alternativos - mesmo implicando mais tempo a desesperar em filas...
E, como todos sabemos, solução para a pirataria só há uma (como estúdios e empresas de software bem sabem): oferecer os seus produtos a preços que tornem irrelevante a pirataria (como fazem nos mercados orientais, onde filmes e programas são muitas vezes vendidos a preços de "saldo").
Transposto para a economia, em vez de taxaram tudo e todos de forma cada vez mais pesada - o que levará a que todos cortem ainda mais no que compram; e procurem "fugir" o mais possível - parece-me que a solução deveria ser exactamente o oposto. Deviamos incentivar a criação de novos empregos, e fazer com que valesse a pena ganhar dinheiro... que depois poderia ser gasto, fazendo funcionar o "sistema", e onde as pessoas nem se importariam com a parcela que vai directamente para o estado.
De outra forma... hoje é a Grécia, daqui por uns meses seremos nós... e daqui por uns tempos nem Euro teremos. E depois enquanto os velhos Eurocratas andarem a reclamar uns com os outros em Bruxelas e a atirar culpas de um lado para o outro, já o Mundo estará centrado do outro lado do planeta, numa China que fará Europa e EUA parecerem velhos pobretanas acabados que continuam a viver em ilusões de grandeza de épocas passadas...
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Hackers das Viagens Aéreas
Não se preocupem, não vou falar desse tipo de hackers do ar, mas sim de um outro tipo bem menos conhecido mas não menos interessante: os hackers voadores.
Os hackers das viagens aéreas voadores são aquelas pessoas que utilizam as técnicas mais "artísticas" para poupar dinheiro, ou ganharem vantagens, nas suas viagens aéreas.
Por exemplo, quando descobriram que podiam comprar moedas de um dólar com portes gratuitos da reserva federal americana, alguns hackers começaram a comprar milhares de moedas em transações individuais com cartões de crédito que ofereciam milhas aéreas por cada compra. Obviamente, cada moeda que acabavam de comprar servia para pagar a despesa antes sequer de terem que pagar juros; resultado: acumulação quase ilimitada de milhas aéreas gratuitas!
Um dos utilizadores desta técnica terá comprado cerca de $800.000 dólares em moedas, o que lhe valeu o estatuto "platinum-elite" na American Airlines... para toda a vida!
Deste lado do Atlântico, os clientes da British Airways têm outro tipo de tácticas, como o "salto por Lisboa."
Uma vez que a British Airways quer cativar os clientes continentais, o vôo Lisboa-Londres-Nova Iorque-Londres-Lisboa fica mais barato do que se fosse feito directamente de Londres.
Assim, os "hackers do ar" viajam até Lisboa numa companhia de baixo custo, e tiram partido da viagem mais barata. Na viagem de regresso, aproveitam a paragem em Londres para ficarem logo em casa. (Na viagem de ida têm obrigatoriamente que embarcar em Lisboa, senão o bilhete seria cancelado.)
Outra das técnicas implica registar uma caixa postal em França, para usufruirem das vantagens dadas aos clientes "continentais", que acumulam benefícios de forma mais rápida que os clientes britânicos.
Os hackers das viagens aéreas voadores são aquelas pessoas que utilizam as técnicas mais "artísticas" para poupar dinheiro, ou ganharem vantagens, nas suas viagens aéreas.
Por exemplo, quando descobriram que podiam comprar moedas de um dólar com portes gratuitos da reserva federal americana, alguns hackers começaram a comprar milhares de moedas em transações individuais com cartões de crédito que ofereciam milhas aéreas por cada compra. Obviamente, cada moeda que acabavam de comprar servia para pagar a despesa antes sequer de terem que pagar juros; resultado: acumulação quase ilimitada de milhas aéreas gratuitas!
Um dos utilizadores desta técnica terá comprado cerca de $800.000 dólares em moedas, o que lhe valeu o estatuto "platinum-elite" na American Airlines... para toda a vida!
Deste lado do Atlântico, os clientes da British Airways têm outro tipo de tácticas, como o "salto por Lisboa."
Uma vez que a British Airways quer cativar os clientes continentais, o vôo Lisboa-Londres-Nova Iorque-Londres-Lisboa fica mais barato do que se fosse feito directamente de Londres.
Assim, os "hackers do ar" viajam até Lisboa numa companhia de baixo custo, e tiram partido da viagem mais barata. Na viagem de regresso, aproveitam a paragem em Londres para ficarem logo em casa. (Na viagem de ida têm obrigatoriamente que embarcar em Lisboa, senão o bilhete seria cancelado.)
Outra das técnicas implica registar uma caixa postal em França, para usufruirem das vantagens dadas aos clientes "continentais", que acumulam benefícios de forma mais rápida que os clientes britânicos.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Oilily Copia Coelhos Portugueses
Todos sabemos o que se passa quando alguum indivíduo se arrisca a copiar alguma coisa feita por uma grande-empresa; em muitos casos as penas são piores do que muitos crimes violentos!
No entanto, quando se passa o oposto, as coisas são bem diferentes... Tal como tem sucedido com a Oilily, que tem copiado descaradamente o design dos bonecos da Rosa Pomar.
Mesmo após os contactos feitos pela criadora, a Oilily continua a vender os seus bonecos dizendo apenas que "irá averiguar" o que se passa.
Se fosse o caso inverso, imagino que a Rosa já teria um batalhão de advogados a bater à sua porta, armados com todo o tipo de papelada legal para interromper o seu negócio e arruinar a sua vida.
Não é o primeiro, nem será - infelizmente - o último caso... mas é mais uma prova que demonstra claramente que as leis parecem servir apenas os interesses num dos sentidos.
Quanto a nós, resta-nos fazer o pouco que podemos: enviem um email a expressar o vosso desagrado para a Oilily, e divulguem esta situação.
(E claro, não comprem nada desta marca!)
No entanto, quando se passa o oposto, as coisas são bem diferentes... Tal como tem sucedido com a Oilily, que tem copiado descaradamente o design dos bonecos da Rosa Pomar.
Mesmo após os contactos feitos pela criadora, a Oilily continua a vender os seus bonecos dizendo apenas que "irá averiguar" o que se passa.
Se fosse o caso inverso, imagino que a Rosa já teria um batalhão de advogados a bater à sua porta, armados com todo o tipo de papelada legal para interromper o seu negócio e arruinar a sua vida.
Não é o primeiro, nem será - infelizmente - o último caso... mas é mais uma prova que demonstra claramente que as leis parecem servir apenas os interesses num dos sentidos.
Quanto a nós, resta-nos fazer o pouco que podemos: enviem um email a expressar o vosso desagrado para a Oilily, e divulguem esta situação.
(E claro, não comprem nada desta marca!)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
O Outro Lado dos Piratas da Somália
Porque todas as questões têm dois lados, e qualquer pessoa tem o dever (e o direito) de não acreditar cegamente em tudo o que lê e ouve na comunicação social, este artigo sobre os "piratas" da Somália torna-se de leitura obrigatória.
Não é que não existam efectivamente "piratas" criminosos cujo único intuito seja apoderar-se de todas as embarcações de valor, mas quando nos começam a falar de barcos europeus a despejarem resíduos tóxicos nas suas águas, e de pesca ilegal em grande escala que faz com que todo um país passe fome... humm... pelo menos pode ser que nos faça pensar duas vezes.
É muito bonito viver à grande e à francesa na Europa, sem termos que nos preocupar com onde é despejado o nosso lixo; é muito bonito esgotar os nossos recursos marítimos, para depois ir roubar peixe em países menos desenvolvidos.
Devia fazer parte da formação de todos os chefes de estado, uma estadia em órbita a bordo da estação espacial, para perceberem de uma vez por todas que vivemos todos no mesmo planeta, e que estar a despejar lixo noutro país é o equivalente a tirar o lixo da cozinha para o despejar na nossa varanda.
Tal como comecei por dizer que não se pode acreditar em tudo o que se lê, não sei se aquele artigo será inteiramente verdade... mas o objectivo é levantar essa dúvida e fazer com que se pense sobre tudo isto.
(Verdade ou não, o que é certo é que notícias como esta, que dizem que o atum mediterrâneo pode desaparecer até 2012 parecem dar credibilidade àquela suposição.)
Não é que não existam efectivamente "piratas" criminosos cujo único intuito seja apoderar-se de todas as embarcações de valor, mas quando nos começam a falar de barcos europeus a despejarem resíduos tóxicos nas suas águas, e de pesca ilegal em grande escala que faz com que todo um país passe fome... humm... pelo menos pode ser que nos faça pensar duas vezes.
É muito bonito viver à grande e à francesa na Europa, sem termos que nos preocupar com onde é despejado o nosso lixo; é muito bonito esgotar os nossos recursos marítimos, para depois ir roubar peixe em países menos desenvolvidos.
Devia fazer parte da formação de todos os chefes de estado, uma estadia em órbita a bordo da estação espacial, para perceberem de uma vez por todas que vivemos todos no mesmo planeta, e que estar a despejar lixo noutro país é o equivalente a tirar o lixo da cozinha para o despejar na nossa varanda.
Tal como comecei por dizer que não se pode acreditar em tudo o que se lê, não sei se aquele artigo será inteiramente verdade... mas o objectivo é levantar essa dúvida e fazer com que se pense sobre tudo isto.
(Verdade ou não, o que é certo é que notícias como esta, que dizem que o atum mediterrâneo pode desaparecer até 2012 parecem dar credibilidade àquela suposição.)
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