A última vez que falei do Fantasporto aqui, já lá vão quase dois anos.
Tristemente, desta vez venho falar de coisas bem mais graves e sérias, que passados estes anos todos, continuam a "castrar" o Fantasporto enquanto festival de cinema reconhecido internacionalmente.
Numa altura que o Fantasporto atinge a bonita idade dos 30 anos, é vergonhoso assistirmos à constante falta de apoios - alguns que por vezes são prometidos em público mas que depois nunca chegam a ser concretizados.
Sem querer entrar em regionalismos, como é que se pode explicar que o Fantasporto (ao fim destes 30 anos de provas dadas) receba do Instituto do Turismo a quantia de 55 mil euros, enquanto que ao Festival de Cinema do Estoril (com apenas 4 anos de existência) disponibilize 700 mil euros!?!
Não tenho nada contra a quantia dada seja a quem for, mas ao menos que o façam de forma consistente e de acordo com o histórico do festival. Senão, no próximo ano candidato-me também com um "Festival da Marretice", e quem sabe - talvez consiga sacar 100 ou 200 mil euritos.
Felizmente ainda há gente que até vem ao Fantas por gosto e por amizade (quero ver se qualquer um desses outros festivais tem tal privilégio), e o público continua a encher as salas, ano após ano.
Vejamos que tal vão ser os discursos de encerramento deste ano... já que seria óptimo lá vermos um responsável do Instituto do Turismo a dar-nos uma pequena explicação sobre esta tão ridícula distribuição de dinheiros...
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 3 de março de 2008
Fantasporto Críticas
Este ano o Fantasporto decorre no novo quartel general de La Féria, ainda pontilhado de publicidade ao "Música no Coração".
Ora, não se falando da qualidade dos filmes, continuam a haver certos pormenores que irritam e me tiram do sério.
(E nem vou falar da "qualidade" das cadeiras... que isso já era pedir demais. Experimentem ver 5 filmes seguidos sentados naquelas coisas, que depois já percebem o que quero dizer.)
Ponto I - as conversas durante os filmes
O problema é basicamente o mesmo de sempre: por que raio vão para o cinemas as pessoas que querem pôr a conversa em dia?
É desde discussões do Benfinca-Sporting-Porto, a dissertações sobre o que se passa no grande ecrã, passando pelo sempre presente atender de telemóvel!
Meus amigos, embora o Fantas nos queira fazer sentir em casa, NÃO ESTÃO EM CASA!
Agradecia-se um bocadinho de respeito pelo resto dos espectadores.
Ponto II - os fumegantes
Finalmente, podemos sair de uma sessão de cinema e não ficar que nem barata tonta num ambiente fumogénico que nos tansporta para filmes como The Fog, ou The Mist. No entanto, como não há bela sem senão, o suplício mudou-se para a zona de entrada/saída do Rivoli, transformada em "sala de chuto" dos que não passam um intervalo sem fumegar.
Bem sei que é uma questão de tempo até que - como noutros países - seja proibído fumar nas imediações próximas destes locais, mas por agora temos que levar com esse "respeito" que os fumadores nutrem pelo resto da população.
Ah! Respeito esse que se estende às casas de banho! Nunca vi tanta gente a fazer fila para se esgueirar para as retretes, empestando ainda mais aqueles agradáveis aromas, com uma coluna de fumo a elevar-se no ar sobre as suas cabeças...
Ponto III - as fantasmagorices
O Rivoli continua a estar assombrado. Desde roubarem o DVD com a homenagem aos filme de Max von Sydow que ia ser projectado quando ele recebeu o prémio, até não terem microfone para que ele apresentasse o seu filme.
Mas não ficamos por aqui... é apagarem as luzes sem que o filme comece, deixando a sala completamente às escuras por alguns minutos, para depois voltarem a acendê-las quando o filme estava a começar.
Mas pior que tudo, e inadmissível num festival de cinema que está na lista dos melhores 25 do mundo é passarem um filme num formato errado.
Neste caso, a tristeza recaiu sobre Music Within que foi projectado sem a máscara correspondente (ver open matte) e arruinou grande parte do filme.
Sim, quando muitas vezes se vê o microfone pendurado na parte de cima da cena, o "erro" não é de quem fez o filme mas sim de quem o está a projectar. Neste caso, fomos presenteados com um filme em 4:3, onde se podia ver mais do que era suposto ser visto - com um microfone saltitante a causar risos e comentários da plateia sempre que aparecia.
Esperemos que tenha sido o primeiro e único desta edição.
Ora, não se falando da qualidade dos filmes, continuam a haver certos pormenores que irritam e me tiram do sério.
(E nem vou falar da "qualidade" das cadeiras... que isso já era pedir demais. Experimentem ver 5 filmes seguidos sentados naquelas coisas, que depois já percebem o que quero dizer.)
Ponto I - as conversas durante os filmes
O problema é basicamente o mesmo de sempre: por que raio vão para o cinemas as pessoas que querem pôr a conversa em dia?
É desde discussões do Benfinca-Sporting-Porto, a dissertações sobre o que se passa no grande ecrã, passando pelo sempre presente atender de telemóvel!
Meus amigos, embora o Fantas nos queira fazer sentir em casa, NÃO ESTÃO EM CASA!
Agradecia-se um bocadinho de respeito pelo resto dos espectadores.
Ponto II - os fumegantes
Finalmente, podemos sair de uma sessão de cinema e não ficar que nem barata tonta num ambiente fumogénico que nos tansporta para filmes como The Fog, ou The Mist. No entanto, como não há bela sem senão, o suplício mudou-se para a zona de entrada/saída do Rivoli, transformada em "sala de chuto" dos que não passam um intervalo sem fumegar.
Bem sei que é uma questão de tempo até que - como noutros países - seja proibído fumar nas imediações próximas destes locais, mas por agora temos que levar com esse "respeito" que os fumadores nutrem pelo resto da população.
Ah! Respeito esse que se estende às casas de banho! Nunca vi tanta gente a fazer fila para se esgueirar para as retretes, empestando ainda mais aqueles agradáveis aromas, com uma coluna de fumo a elevar-se no ar sobre as suas cabeças...
Ponto III - as fantasmagorices
O Rivoli continua a estar assombrado. Desde roubarem o DVD com a homenagem aos filme de Max von Sydow que ia ser projectado quando ele recebeu o prémio, até não terem microfone para que ele apresentasse o seu filme.
Mas não ficamos por aqui... é apagarem as luzes sem que o filme comece, deixando a sala completamente às escuras por alguns minutos, para depois voltarem a acendê-las quando o filme estava a começar.
Mas pior que tudo, e inadmissível num festival de cinema que está na lista dos melhores 25 do mundo é passarem um filme num formato errado.
Neste caso, a tristeza recaiu sobre Music Within que foi projectado sem a máscara correspondente (ver open matte) e arruinou grande parte do filme.
Sim, quando muitas vezes se vê o microfone pendurado na parte de cima da cena, o "erro" não é de quem fez o filme mas sim de quem o está a projectar. Neste caso, fomos presenteados com um filme em 4:3, onde se podia ver mais do que era suposto ser visto - com um microfone saltitante a causar risos e comentários da plateia sempre que aparecia.
Esperemos que tenha sido o primeiro e único desta edição.
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