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segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Vencedor das eleições 2019 é... a abstenção
Enquanto os partidos e políticos celebram os resultados das eleições (ou dizem adeus, dependendo dos casos), eu aproveito para relembrar que a maioria volta a ser do "partido" do costume, ou seja: a abstenção.
Tivemos 45.5% de abstenção, a que se somam 2.5% de votos brancos e 1.7% de votos nulos; resultando em praticamente 50% da população que preferiu deixar que a escolha fosse feita pelos restantes 50%.
É pena que só se dê valor às coisas depois de se ficar sem elas; mas é também assustador ver que os nossos partidos políticos parecem conviver pacificamente numa democracia onde o suposto "voto da maioria" já está desde logo reduzido a metade dos eleitores, fazendo com que as verdadeiras percentagens que são atribuídas aos partidos sejam metade daquilo que são apresentadas.
Se não quiserem tornar as eleições obrigatórias, ao menos que considerem implementar alguma forma de tentar apelar aos votos (embora compreenda que a maioria desta "maioria" provavelmente não vai votar simplesmente porque não acredita em nenhum dos partidos e políticos que ali estão... e isso é um problema de resolução bem mais complicada.)
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Lenin opõe-se a Hitler em eleições no Perú
Poderia pensar-se que se tratava de uma notícias histórica, mas é mesmo contemporânea. No Perú há uma eleição municipal que conta com um candidato chamado Hitler Alba Sánchez, cuja candidatura está a ser combatida por um senehor chamado Lenin Vladimir Rodríguez Valverde.
Contrariamente ao que se pudesse pensar em termos de confrontos pessoais entre pessoas com este nome, a disputa era referente ao facto de Hitler já ter sido eleito anteriormente, com Lenin a dizer que isso o impedia de poder ser eleito novamente para aquele cargo. Mas a táctica parece não ter funcionado, e Hitler poderá em breve voltar a ser o Mayor de Yungar, cidade que agora contará com fama mundial por ter sido palco desta épica batalha entre Hitler e Lenin... vencida por Hitler.
Quanto à questão de "que tipo de pais dá o nome de Hitler ao filho", aparentemente tal foi feito completamente sem qualquer intenção. O candidato diz que na década de 80 era comum usarem-se nomes estrangeiros no Perú, e que o seu pai, que nunca tinha ouvido falar de Adolf Hitler, ouviu o nome um dia e achou piada ao "Hitler", que veio a dar ao seu filho.
... Nem quero imaginar o tipo de infância que este senhor deve ter tido por conta do seu nome... (Fico a suspeitar é se esta carreira política não será um plano maquavélico para se vingar disso mesmo! :)
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
"Metaleiro" norueguês ganha eleição e vê-se obrigado a virar político
Vencer eleições é algo pelo qual a maior parte dos candidatos luta com unhas e dentes, mas não é o caso de Gylve Nagell, membro de uma banda de heavy metal norueguesa, e que apenas tinha concordado em fazer parte da lista como forma de tentar angariar mais alguns votos para o seu partido.
O problema é que com o avançar das eleições os resultados começaram a mostrar que ele poderia mesmo vir a ser eleito, fazendo com que ele lançasse uma campanha de auto-sabotagem, pedindo às pessoas que não votassem nele. Uma campanha que teve o efeito completamente contrário, fazendo com que obtivesse ainda mais votos.
O resultado: Gylve Nagell foi eleito, e vê-se agora obrigado a estar presente nas reuniões camarárias e cumprir com as responsabilidades do seu novo, e indesejado, cargo político.
P.S. Não recomendo aos políticos portugueses que tentem utilizar esta mesma técnica... pois já ninguém vota neles, quer eles peçam uma coisa ou outra. ;P
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sarkozy cai em França, Neonazis sobem na Grécia
Sarkozy sai (finalmente) de cena, depois de muitas medidas, comportamentos e atitudes que não terão agradado aos seus anteriores eleitores - e que incluirão certamente a sua "europa a dois" com a chanceler alemã Merkl, que até se tinha prontificado a o apoiar na sua campanha.
Entra em cena François Hollande, que... como político que é, dificilmente trará consigo uma qualquer solução milagrosa que de um dia para o outro resolva todos os problemas que a França (e também a Europa) atravessa.
Mas, pelo menos há uma vontade de mudar a receita, uma receita que não tem dado os frutos que se esperavam, e que nalguns casos - pelo contrário - parecem estar a agravar cada vez mais o problema.
Um problema que, em países como a Grécia, leva a um desespero assustador, com uma votação recorde nos partidos mais extremistas e radicais - isso sim, sinal de imediato alarme que, espero eu, seja bem ouvido e analisado nas instituições onde por vezes os políticos parecem viver num mundo "só seu", alheados da realidade que se passa "cá fora".
Esperemos que, depois de tantos ciclos e contra-ciclos, onde uns poupam, os outros gastam, os outros roubam (e que assim se vão sucedendo sem diferenças entre si)... se possa um dia destes dar real início a um novo ciclo onde as políticas de austeridade possam ser substituidas por um real combate à ganância e corrupção, e onde em vez de políticos interessados em se aviarem com chorudas reformas e regalias inalcançáveis pela maioria da população, se possam ter verdadeiros visionários mais importados em levar a nossa sociedade a novos níveis de prosperidade... para todos.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Presidenciais em Portugal
Está feito... Portugal tem novo Presidente... que, tal como era previsível, é o "velho" que já tinhamos anteriormente - e cuja campanha parecia assentar em fazer tudo aquilo que, até ao momento parece se ter esquecido de fazer.
O grande vencedor, tal como tinha dito (e aqui não era preciso ser Zandinga) foi a abstenção, mostrando que mais de metade dos Portugueses nem sequer se dignou a ir votar.
Dos que foram, cerca de 53% re-votaram no anterior presidente, ao menos poupando-nos a tortura de uma segunda volta.
Mesmo assim, cavaco perde mais de 500 mil votos em relação às últimas eleições, ficando com apenas 2 milhões e 200 mil - ou seja, quase menos 25% dos votos que teve anteriormente. Se ainda assim pretender fazer uma grande festa por ter sido o vencedor, ao menos que tenha a decência de pensar um pouco sobre o que isso significa... (Se eu tivesse menos 25% de visitantes ao fim de um ano de trabalho... ficaria bastante preocupado - e não sou presidente!)
O grande vencedor derrotado será sem dúvida Fernando Nobre que, não pertencendo a nenhum partido político, conseguiu ainda assim um honroso terceiro lugar, e não muito distante de um "partidarizado" Manuel Alegre. Ele (Nobre) sim, poderá ser - na minha modesta opinião - o único a sair de cabeça erguida destas eleições. E com muita pena fico de não o poder ver o que ele conseguiria (ou não) fazer na prática caso tivesse sido eleito.
Quanto ao que vamos ver na prática o actual Presidente a fazer é simples: exactamente o mesmo que fez/não fez nos últimos anos...
Quanto a Chuck Norris para Presidente... sem dúvida que ia ser uma limpeza... (Embora fosse bonito vermos uma segunda volta entre Chuck Norris e Jack Bauer! Isso é que era! :)
O grande vencedor, tal como tinha dito (e aqui não era preciso ser Zandinga) foi a abstenção, mostrando que mais de metade dos Portugueses nem sequer se dignou a ir votar.
Dos que foram, cerca de 53% re-votaram no anterior presidente, ao menos poupando-nos a tortura de uma segunda volta.
Mesmo assim, cavaco perde mais de 500 mil votos em relação às últimas eleições, ficando com apenas 2 milhões e 200 mil - ou seja, quase menos 25% dos votos que teve anteriormente. Se ainda assim pretender fazer uma grande festa por ter sido o vencedor, ao menos que tenha a decência de pensar um pouco sobre o que isso significa... (Se eu tivesse menos 25% de visitantes ao fim de um ano de trabalho... ficaria bastante preocupado - e não sou presidente!)
O grande vencedor derrotado será sem dúvida Fernando Nobre que, não pertencendo a nenhum partido político, conseguiu ainda assim um honroso terceiro lugar, e não muito distante de um "partidarizado" Manuel Alegre. Ele (Nobre) sim, poderá ser - na minha modesta opinião - o único a sair de cabeça erguida destas eleições. E com muita pena fico de não o poder ver o que ele conseguiria (ou não) fazer na prática caso tivesse sido eleito.
Quanto ao que vamos ver na prática o actual Presidente a fazer é simples: exactamente o mesmo que fez/não fez nos últimos anos...
Quanto a Chuck Norris para Presidente... sem dúvida que ia ser uma limpeza... (Embora fosse bonito vermos uma segunda volta entre Chuck Norris e Jack Bauer! Isso é que era! :)
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Voto em Branco vs Voto Nulo
Com as eleições a chegarem, eis uma questão que continua a deixar muitos Portugueses na dúvida: qual a diferença entre votar em branco, ou "rabiscar" qualquer coisa e votar em "mim" ou "ninguém".
A diferença entre voto em branco e nulo tem causado muitas confusões a muita gente (eu incluído), e por vezes há quem tente dizer que um é melhor que o outro, ou coisa que tal...
Sim, diria a lógica que um voto em branco seria sinal de alguém verdadeiramente interessado mostrar o seu descontentamento de forma democrática. Enquanto que um voto nulo seria um voto inválido, sinónimo de mandar todos à #$%$#!
Mas, a infeliz e triste verdade é que ambos são tratados de igual forma, conforme pude descobrir no blog do João Neves.
Para todos os efeitos, votos em branco ou nulos, são inválidos... Sendo apenas uma questão de ética (ou de ter vergonha na cara) um candidato a Presidente recusar-se a aceitar o cargo caso fosse eleito com uma percentagem inferior à de votos nulos/em branco. Ambos são votos de protesto, e que - não fosse a abstenção ser já garantidamente a grande vencedora - previsivelmente não teriam grandes problemas em ser a "maioria".
Indo à origem, a Comissão Nacional de Eleições:
Ou seja, não há mesmo forma de reclamar do sistema - pelo menos por este meio.
E nem me façam falar das campanhas presidenciais... Sempre que ouvia velhos dinossauros falarem de "esquerdas ou direitas", quando são conceitos mais que ultrapassados; ou então interrogarem-se "como é que chegamos a este ponto?" quando todos eles têm estado, uns mais que outros, ligados às políticas que o País tem seguido... até me dá arrepios!
A diferença entre voto em branco e nulo tem causado muitas confusões a muita gente (eu incluído), e por vezes há quem tente dizer que um é melhor que o outro, ou coisa que tal...
Sim, diria a lógica que um voto em branco seria sinal de alguém verdadeiramente interessado mostrar o seu descontentamento de forma democrática. Enquanto que um voto nulo seria um voto inválido, sinónimo de mandar todos à #$%$#!
Mas, a infeliz e triste verdade é que ambos são tratados de igual forma, conforme pude descobrir no blog do João Neves.
Para todos os efeitos, votos em branco ou nulos, são inválidos... Sendo apenas uma questão de ética (ou de ter vergonha na cara) um candidato a Presidente recusar-se a aceitar o cargo caso fosse eleito com uma percentagem inferior à de votos nulos/em branco. Ambos são votos de protesto, e que - não fosse a abstenção ser já garantidamente a grande vencedora - previsivelmente não teriam grandes problemas em ser a "maioria".
A Comissão Nacional de Eleições esclarece que uma eventual maioria de votos em branco ou nulos nas eleições europeias não invalida o sufrágio. O porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, contraria desta forma algumas mensagens anónimas postas a circular via Internet, e explica que só são contados os votos validamente expressos. [rtp]
Indo à origem, a Comissão Nacional de Eleições:
- Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos resultados;
- Será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos ou nulos.
Ou seja, não há mesmo forma de reclamar do sistema - pelo menos por este meio.
E nem me façam falar das campanhas presidenciais... Sempre que ouvia velhos dinossauros falarem de "esquerdas ou direitas", quando são conceitos mais que ultrapassados; ou então interrogarem-se "como é que chegamos a este ponto?" quando todos eles têm estado, uns mais que outros, ligados às políticas que o País tem seguido... até me dá arrepios!
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