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segunda-feira, 27 de maio de 2019
Votações Europeias 2019 em Portugal - vitória da abestenção
Fico intrigado por ver partidos a gritar vitórias (ou derrotas) - independentemente de quais sejam - quando se parecem esquecer que todos eles estão a fazê-lo com base numa minoria de menos de um terço dos votos!
Em Portugal, a abstenção terá ficado perto dos 69%, a mais alta de sempre, embora o número de votantes tenha aumentado por conta do recenseamento automático dos emigrantes, que também aumentou o número total de eleitores.
Imagino que em qualquer democracia verdadeiramente representativa, todos os partidos deveriam ficar em estado de choque e horrorizados, por constatarem que 2 em cada 3 pessoas acha que eles nem sequer merecem o trabalho de ir às urnas votar.
domingo, 19 de maio de 2019
Votações no The Voice Kids na Rússia canceladas por votos fraudulentos
Na Rússia parece que a interferência nas eleições é algo que começa "desde pequenino", ou pelo menos assim o dizem os organizadores do programa The Voice Kids, que cancelaram a vitória da mais recente edição.
A jovem Mikella Abramova - filha de um milionário - anhou com mais de 56% dos votos, que levantaram suspeitas, mesmo tendo em conta que a sua mãe é uma artista bem conhecida que tinha apelado ao voto na sua filha. É que uma investigação descobriu que um número anormalmente elevado de votos tinham vindo de apenas 300 números de telefone - resultando em mais de 30 mil votos a favor desta concorrente, quando os restantes participantes não passaram dos 3 mil votos.
... Se se pudessem cancelar com a mesma facilidade outras votações manipuladas mais importantes... isso é que era. :P
domingo, 4 de outubro de 2015
Portugal vai a votos - mas falta um quadradinho no boletim
Hoje é dia de votar, e como sempre prevê-se que haja uma grande dose de abstenção (imagino que seria bem diferentes se votar pudesse ser feito a partir de casa, como os "likes" do Facebook - mas por agora, nem o nosso hiper-avançado cartão do cidadão para isso serve.)
Dito isto, confesso que fico extremamente assustado ao ver que o povo se mobiliza imediatamente para organizar uma caça aos burlões da VW com as suas emissões fraudulentas (e acho muito bem que o faça, e que a VW - e os responsáveis! - tenham penas exemplares!), mas por outro lado pareçam considerar perfeitamente normal que nenhum partido, independentemente do seu nome/cor/etc., tenha alguma vez cumprido com as suas promessas. Ou, pior ainda, já nem se sentir obrigado a justificá-las, limitando-se a atirar promessas para o ar durante a campanha, que todos com qualquer pingo de inteligência saberão que não podem ser cumpridas!
Claro que depois de se vencerem as eleições tudo muda. As "conjecturas" mudaram e já não permitem isso; descobrem-se novos "buracos" do (des)governo anterior; esquecem-se que alguns anos antes, eram eles que tinham estado à frente dos comandos do país e contribuíram para a situação; etc. etc. etc.
Enquanto isso, e enquanto esses políticos barafustam no parlamento para logo de seguida irem jantar juntos e combinarem aquele novo negócio com aquela multinacional que depois até lhes garantirá um lugar de consultor ou director, quando quiserem sair da política; os portugueses vêem a sua Europa prometida ser apenas uma miragem cada vez mais distante; e nem quererão fazer contas sobre como noutros países europeus os ordenados são 4 e 5 vezes superiores, e se calhar até pagam menos por aquelas coisas que se vão considerando essenciais (enquanto por cá, os manuais escolares que afinal deveriam dar para 6 anos, vão sendo trocados de ano a ano ($$$) e também se acha isso normal.
Votar é indispensável e é uma das principais formas que temos para influenciar o destino do país; mas confesso que fico profundamente triste por não ter um quadradinho extra que dissesse: "recuso-me a votar em qualquer um dos partidos indicados!" E que ao contrário dos votos em branco e nulos, contribuísse para ir deixando umas cadeiras vazias no parlamento. É que os políticos se parecem ter esquecido que ter uma cadeira lá não deveria ser um "direito adquirido" (mesmo quando metade dos portugueses nem vai votar), mas sim algo para o qual deveriam trabalhar e justificar que merecem, durante toda e cada hora de cada dia do seu mandato.
[foto via Twitter]
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
As Máquinas de Voto "Pró-Romney"
Nos EUA assistimos à vitória de Obama, que irá ocupar a Casa Branca por mais quatro anos, mas há alguns episódios caricatos. Por exemplo, veja-se a enorme coincidência de uma máquina electrónica de voto, que quando se clicava para votar em Barack Obama... dava o voto a Mitt Romney.
Sim, será certamente devido a um touchscreen mal-calibrado, e se fosse uma tentativa de fraude... não poderia ser mais absurda (já que o voto indicado estava à frente dos olhos). Se o objectivo fosse fraudulento, a coisa certamente seria feita de modo a que se visse uma coisa no ecrã... mas contabilizasse os votos diferentemente no seu interior - onde ninguém via o que se passava.)
E claro, temos também a curiosidade de Mitt Romney e Barack Obama terem ficado precisamente nas posições que faziam com que o voto em Obama caisse em cima de Romney.
Vamos lá ver que tipo de "calibrações" erradas acontecem daqui a quatro anos...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Como se Decide a Presidência nos EUA
Os EUA vão a votos hoje, para decidirem o seu novo presidente: posto que sera ocupado ou pelo "repetente" Obama, ou pelo estreante Mitt Romney - o tal do partido que diz que as mulheres têm sistemas anti-violação, e... bem, não vamos entrar em detalhes.
O que hoje vos trago é uma tentativa de esclarecimento do processo eleitoral nos EUA - e sendo eu alguém que frequentemente critica a burocracia e a complexidade de muitos dos sistemas democráticos no nosso país... fico sem saber o que dizer ao ver que nos EUA a coisa é ainda mais complicada.Nos EUA o Presidente não é eleito pelo número total de votos dos eleitores. Os votos dos eleitores em cada estado serve para determinar os "eleitores", que deverão votar no vencedor desse estado tanto para o Senado como para a Câmara dos Representantes (espero estar a traduzir bem). Mas, há já diferenças entre alguns estados.
Depois, é necessário que o presidente obtenha no mínimo 270 votos no "colégio eleitoral" (sendo que se tal não acontecer... dá "complicações").
E por último, sabendo-se que há estados cuja tradição garante logo à partida qual será o vencedor, a decisão final fica por norma dependente das votações em 11 estados cuja tendência tanto pode dar para um lado como para o outro.
Amanhã veremos para que lado "tendeu" a coisa... e se o furacão Sandy sempre ajudou a soprar o Obama para a vitória.
Podem clicar na imagem ali ao lado para a ver em "grande" e tentarem perceber o esquema de como tudo funciona.
[via MSN News]
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