Mostrar mensagens com a etiqueta RIAA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta RIAA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

RIAA-se dos Artistas

Esta é uma daquelas coisas que até teria piada se não fosse a sério.

Quem é que ainda não ouviu falar da RIAA? Aqueles tipos que andam desesperados a perseguir todos os pobres desgraçados que tenham ousado descarregar um mp3 da Internet, em defesa dos direitos dos artistas.

Ora, o problema é que a RIAA, apesar de estar sempre a acenar com os direitos dos artistas enquanto processa os alegados piratas, está mas é a tentar a manter o esquema decadente da Indústria musical. E a prova, para quem ainda pudesse duvidar disso, está aí de forma inequívoca: a RIAA quer que a percentagem dos royalties que vai para os artistas por cada download digital seja reduzida!

Aparentemente, a RIAA acha que as companhias discográficas não estão a ganhar dinheiro suficiente, e que os artistas são demasiado beneficiados.

Ou seja, os 13% actuais que os artistas recebem, são claramente um exagero! Afinal, que valor tem compôr, interpretar e gravar uma música ou um álbum, que depois vai ser vendido a milhões de pessoas? Segundo a RIAA, 9% são mais que suficientes e justos.

91% do lucro por disponibilizar uma música na Internet? Conheço meia dúzia de sites que lhes fariam isso de borla...


No entanto, se pensam que a RIAA é uma cambada de gatunos (do qual ninguém duvida) , esperem até ver o que dizem alguns vendedores online como a Apple e o Napster: segundo estes, 4% para os artistas é a taxa ideal.

Eu só me admiro por haver artistas que aceitam coisas destas - embora cada vez mais vejamos artistas de renome a dar à sola, e a lançarem-se em projectos diferentes de distribuição directa.

Feitas as contas, se em vez de 10% receberem 100%, até podem vender 10 vezes menos músicas para lucrarem o mesmo!

Mas realmente, percebe-se porque razão a "indústria" está tão desesperada por perder as suas galinhas dos ovos de ouro. Com margens de lucro destas, não é de estranhar as figuras tristes que se têm visto por aí.

via [Hollywood Reporter]

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

E mais uns atropelos à lei...

Parece que a lei é só para ser cumprida por alguns, ou quando calha, ou quando interessa.

No seguimento do caso do OiNK.cd (que bem se poderia aplicar ao que se passou em Portugal com o Btuga) o site TorrentFreak levanta algumas questões interessantes, nomeadamente:

Como é que é permitido às entidades acusadoras, usurparem o domínio em questão para lá colocarem um página que implicitamente admitia culpa por parte do seu dono!?! Mas como é isto?

Ora bem, nem sequer está provado se ouve algum crime, e muito menos se determinaram culpados, e já anda o acusador a usar as ferramentas do acusado para admitir a sua própria culpa? Isto está bonito está!

Como é dito nesse artigo, se alguém tivesse o direito de lá colocar alguma coisa, seria - quando muito - a entidades policial encarregada da operação, e nunca - de forma alguma - as editoras discográficas.

Leiam o artigo completo se quiserem ver aos extremos a que se está a chegar nesta "caça às bruxas" mantida pelas indústrias que insistem em perseguir e criminalizar os próprios clientes que os sustentam.

Fonte [TorrentFreak]

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Onde é que isto vai parar?

Como se já não bastasse a polícia fechar os nossos trackers nacionais de torrents, como o Btuga e outros que tais; eis que por todo o mundo, a cada dia, mais notícias nos chegam de operações semelhantes contra trackers internacionais.

Desta feita é a vez do OiNK.cd site alegadamente de partilha ilegal de músicas.

O que mais me confunde é o facto de todos estes serviços não alojarem nenhum conteúdo ilegal - e como tal, não sei que lei é que estão a violar (mas não sou jurista). No entanto, os desgraçados dos seus administradores são tratados como criminosos e vêem o seu equipamento informático ser confiscado sem dó nem piedade sem a sua culpa esteja sequer provada. Acho que aquela ideia de ser inocente até ser provado culpado deve ter caído em desuso.

Por esta ordem de ideias não se deveria também prender os administradores do Google e de todos os outros motor de busca? Ou melhor ainda, a culpa é dos ISPs - que esses sim é que cometem o crime de nos ligar à internet a velocidades Megabíticas e fazem publicidade do género: "Faça download de músicas e filmes mais depressa do que nunca!"

(mas que depois fazem traffic shaping, para impossibilitar o seu uso; mas negando que o fazem!)

É fantástico, não é?

Eu pessoalmente nunca liguei a isso dos downloads de música (legais ou não) - mal tenho tempo para ouvir as centenas de CDs velhinhos do meu tempo de juventude, e que descaradamente roubo sempre que ouço no meu computador e iPod (sim, porque de acordo com um alto dirigente da Sony, fazer o rip de um CD nosso para o computador, é roubar!).

Mas parece-me tudo um grande exagero... todas estas músicas que andam nos torrents, não passam nas rádios? Não são facilmente gravadas e ouvidas em qualquer lado?
(Eu por exemplo, quando quero ouvir alguma coisa e estou sem paciência para procurar o CD, dou um saltinho ao Finetune, e pronto... )
Qual é o problema afinal? Vou para a cadeia por estar a ouvir música? (Deixem-me estar calado, que por este andar já não deve faltar muito!)

Quem mais tem a perder são exactamente as bandas desconhecidas, que contam com a partilha para ficarem conhecidas e chegarem até mais ouvintes - os artistas das grandes editoras (que são a mão por trás de todas estas operações) esses continuam a render milhões, mesmo não vendo senão umas migalhas por cada CD vendido.

E além disso tudo, ainda querem que aqueles que compram a música legalmente paguem mais uma taxa para compensar o declínio das vendas atribuídas à "pirataria".
Related Posts with Thumbnails