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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Nem tudo o que está no contrato é válido - Seguradora condenada a pagar casa a cliente "fora do prazo"
O caso de hoje deu muitas reviravoltas, mas serve para demonstrar que não é simplesmente por algo estar nas "letrinhas pequenas" do contrato que se torna válido - embora seja necessário recorrer aos Tribunais para o contestar.
Em causa estava um seguro de cobertura a um crédito à habitação que foi activado pelo cliente quando descobriu ter uma doença oncológica aos 63 anos. A seguradora recusou dizendo que no contrato estava especificado que essa indemnização cessava aos 60 anos. O problema é que o seguro em causa também refere a cobertura de invalidez total e permanente por acidente ou doença até aos 65 anos, e apenas nas condições particulares se refere que essa idade é antecipada para os 60 no caso de problemas de saúde.
O casal avançou para os tribunais, onde inicialmente lhes foi dada razão; depois invertida a decisão no tribunal de segunda instância... e depois finalmente regressado a sentença a seu favor no Supremo. A seguradora Fidelidade vai assim ter que pagar os 153 mil euros (mais prestações desde Agosto de 2007), por não ter informado os clientes destas cláusulas "perigosas". Algo que deveria ter feito quando o mesmo fez 60 anos, assim como actualizar e reduzir o valor do prémio de forma proporcional.
... Pena é que se tenham que perder anos (e sabe-se lá quantos euros em advogados) para se combaterem estas situações!
quinta-feira, 27 de março de 2008
O Seguro Morreu de Velho
Muita gente diz mal das Seguradoras... e só posso dizer: têm toda a razão!Agora já entendo como essas companhias conseguem fazer com que o dinheiro lhes entre nos cofres como por magia - saindo, como é óbvio, dos nossos bolsos!
Vejam só o que me aconteceu:
Tendo eu um seguro de vida associado ao empréstimo habitação na companhia Eurovida (ao qual, admito, nunca prestei a devida atenção - é daquelas papeladas que assinamos quando se faz o empréstimo e se paga todos os anos, e mais nada) resolvi finalmente comparar o que pagava nesse seguro com o que outros amigos e colegas pagavam.
Tchiii... o que fui eu fazer!
Apenas estava a pagar cerca do dobro do que a maioria das pessoas pagava!
Após algumas averiguações, descobri que, embora eu fosse amortizando o empréstimo todos os anos, estando agora a dever apenas cerca de 50% do capital inicial - continuava a pagar o seguro como se devesse o valor total!
Admito que tenha sido ingénuo - sempre assumi que era da responsabilidade da Seguradora actualizar o capitual, nem que fosse apenas uma vez por ano - erro meu.
De qualquer forma, uma vez que tenho por hábito amortizar sempre que posso (normalmente várias vezes por ano) peferi então cancelar esse seguro e optar por um do próprio banco, que para além de ser mais barato, era actualizado mensalmente em função do real capital em dívida.
(Para além de estar profundamente indignado por ter estado a ser roubado ao longo de quase 5 anos, e só quando comecei a fazer perguntas é que a seguradora me disse: "ah, mas devia ter actualizado isso anualmente"! Portanto, adeuzinho Eurovida!)
Mas, a história, não acaba aqui - aliás, é apenas o começo.
A verdadeira "roubalheira" ainda estava para vir...
Como qualquer bom exemplo das leis de Murphy, tudo isto tinha que acontecer exactamente no período de renovação do contrato, e eu - ainda de boa fé, e para evitar qualquer "problema" - disse para mim mesmo: "Não há problema, pago o seguro deste ano, e mal tenha a situação resolvida com o novo seguro, cancelo e recebo dinheiro dos meses que não usei."
E assim fiz, paguei o seguro referente a este ano: a roubalheira de 186 Euros! E poucos dias depois, quando toda a papelada referente ao novo seguro estava em ordem, envio tudo para a Eurovida, a pedir o cancelamento da referida apólice e a devolução do dinheiro referente aos meses não usados - não esquecer que só usufruí de uns poucos dias de seguro, quanto muito, contava que considerassem um mês de "uso".
Ora bem, se pagava 186 Euros por ano e se só usei um mês... com algumas despesas e tal, esperava receber o reembolso de algo na ordem dos 120-150 Euros.
HAHA! Sou mesmo ingénuo!
Quando finalmente recebo uma carta da Eurovida, imaginem o que vem lá escrito:
"Recibo de estorno no valor de 146,20 Euros" - Eia! Uau!!!
"Recibo do custo de cessação antecipada - 135,47 Euros" - Hein!?!
Total a receber: 10,73 Euros!
Um ano custa 186 Euros, um mês custou-me 176 Euros... é a verdadeira lógica da batata!
Se isto não é considerado roubar a olhos visto, não sei o que seja!!!
Gostava de ser rico só para começar a processar estes abusos todos que estas "seguradoras" cobram a quem não tem direito de resposta!
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