terça-feira, 11 de junho de 2019

Suécia mostra que bebés e mães beneficiam com ambos os pais em casa


Muitos países tratam as mulheres grávidas e os bebés como um "empecilho" para a produtividade (parecendo esquecer que serão a força produtiva nas décadas seguintes), mas na Suécia uma alteração às leis nas licenças de parto tem estado a ter um impacto bastante significativo.

 Os pais na Suécia têm direito a 16 meses de licença com vencimento quando têm um bebé. No entanto, até 2012, os pais apenas podiam fazê-lo em conjunto nos primeiros 10 dias - resultando em que, quase sempre, fosse a mãe a ficar sozinha com a criança durante 14 meses, e o pai durante 2 meses.

Só que a partir de 2012 as coisas mudaram, e passou a ser permitido a ambos os pais tirarem partido da licença em simultâneo durante 30 dias. E os resultados desta simples medida já se estão a fazer notar: seis meses após o parto, reduziram-se em 26% a prescrição de remédios contra a ansiedade, as idas aos hospitais caíram 14%, e a receita de antibióticos caiu 11%. Algo que demonstra o impacto significativo que uma pequena ajuda extra pode ter na qualidade de vida das mães - e que obviamente se irá ressentir na qualidade de vida dos bebés e de todo o agregado familiar.

Infelizmente, cá em Portugal parece que continua tudo com a cabeça enfiada na areia quanto à situação alarmante da redução da natalidade nas últimas décadas (com tudo o que isso significa: falta de alunos nas escolas que levam ao seu encerramento e ao excesso de professores; e, a longo prazo, ao completo colapso do sistema de segurança social) Parece que só irão reparar nisso quando virem o McDonalds a lançar campanhas de recrutamento direccionadas para os cidadãos séniores...

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