sexta-feira, 23 de março de 2012

Quando a Liberdade é Tratada à Cacetada


É a fotografia que hoje está presente na maioria das capas dos jornais: o momento flagrante em que um agente da polícia trata à cacetada Patrícia Melo, fotojornalista da Agência France Presse - e onde o detalhe de saber que não terá sido a única de nenhum consolo servirá.

Até compreendo que os ânimos se possam exaltar numa manifestação... e que sem dúvida alguns elementos desestabilizadores até andarão lá pelo meio para tentar transformar uma turba pacífica numa multidão furiosa e fora de controlo. Mas daí a admitir que as forças da autoridade possam ceder a essa mesma histeria colectiva e ficarem fora de controlo... vai uma grande distância.

Supostamente espera-se que estes agentes tenham sido treinados para saber actuar em todo o tipo de circunstâncias; e acima de tudo espera-se que tenham a sensibilidade e bom senso para saber distinguir um arruaceiro que merece uns tabefes bem mandados, de alguém que está pacificamente no meio de uma confusão, ou - como neste caso - que seja uma repórter que está apenas a fazer o seu trabalho!

Bem sei que os polícias também são pessoas, e que errar é humano... mas daí a ir para uma manifestação pensando que o cacetete serve como ferramenta de alívio das frustrações pessoais à custa do sofrimento alheio... parece-me algo que não se possa admitir num país dito civilizado.

Vamos lá ver que consequências este caso irá ter, e que responsabilidades irão ser apuradas... e que tipo de reprimenda irá ter aquele "simpático" agente .

3 comentários:

  1. "ou - como neste caso - que seja uma repórter que está apenas a fazer o seu trabalho!"
    Isto de falar de cor...

    Gostava de saber como é que pela imagem se consegue ver que a jornalista "está apenas a fazer o seu trabalho". É que há um vídeo no youtube em que ela se comporta como "um arruaceiro que merece uns tabefes bem mandados"!

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