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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Philando Castile e a morte em directo no Facebook


As tensões raciais voltam a estar ao rubro nos EUA onde, depois de mais alguns casos polémicos de brutalidade policial contra afro-americanos, se pode assistir em directo a um deles através do Facebook Live. Diamond Reynolds nem podia acreditar no que estava a acontecer, quando o seu noivo foi alvejado múltiplas vezes dentro do carro em que seguiam (com a sua filha de 4 anos no banco de trás!) depois do polícia o ter mandado parar devido a uma luz fundida.

Quando o agente lhe pediu os documentos, Philando Castile terá informado de que tinha licença de porte de arma e que tinha uma arma, e terá sido isso a precipitar a reacção exagerada que lhe valeu ser alvejado por 4 ou 5 vezes - vindo a morrer pouco tempo depois, enquanto Diamond Reynolds, continuamente advertida para não fazer qualquer gesto súbito, apenas podia continuar a relatar o que se estava a passar usando o Facebook Live.

O Facebook chegou a ser acusado de tentar silenciar o caso removendo o vídeo, mas explicou que foi apenas um problema técnico que deixou o vídeo inacessível durante cerca de 1h - e entretanto até Mark Zuckerberg veio falar sobre o caso, referindo a importância de ferramentas como o Facebook Live para permitirem registar e partilhar situações como estas que não deveriam existir.


... O que é certo é que graças a episódios como estes, se promove um clima que depois leva a consequências que apenas perpetuarão este ciclo de violência: cinco agentes mortos no Texas.


sábado, 23 de maio de 2015

A diferença que a cor faz...


Pode ser confortável pensar que após séculos de evolução social, o racismo seria algo já completamente ultrapassado. Infelizmente, não faltam exemplos que mostram que existe ainda muito por fazer.

O seguinte exemplo é um pouco extremo, mas eficaz para demonstrar como nos EUA a cor parece ser suficiente para se ser tratado como cidadão "de primeira" ou "de segunda". O teste é simples: pôr duas pessoas a caminhar pela rua com uma arma bem aparatosa (uma AR-15), e ver de que forma reagem as autoridades.

Se calhar o problema será a arma não estar pintada de branco?...


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Treinador expulso do jogo por chamar Preto a jogador - só que é mesmo esse o seu nome


O racismo é daquelas coisas que não pode ser tolerada, mas por vezes origina casos caricatos que parecem saídos de um sketch humorístico. No jogo Valadares-Aliados de Lordelo, o treinador da equipa visitante foi expulso pouco antes do fim da partida, por o árbito ter considerado que estava a ser racista... ignorando que o nome do jogador a que se referia, de raça negra, é mesmo Preto.

O árbitro ficou incomodado ao ouvir o treinador Juvenal Brandão gritar para dentro do campo "Hugo, não subas, junta-te ao Preto e fica". Sendo primeiramente advertido pelo fiscal de linha, o treinador nem sequer teve oportunidade para explicar, pois logo de seguida foi expulso pelo árbitro.

Fica a pergunta se o mesmo teria sucedido, se fosse um treinador de raça negra a gritar para um jogador branco chamado... Branco.
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