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sábado, 20 de maio de 2017
Cientista chinês sujeita-se a 70kV de electricidade estática para testar os limites do corpo humano
A electricidade em dose exagerada e o corpo humano normalmente não combinam muito bem, mas na China há um cientista que está disposto a sujeitar-se a uns choques pela ciência... e já demonstrou que o nosso corpo consegue resistir a tensões bastante mais elevadas do que se pensava.
Já todos terão sentido, por uma vez ou outra, um choque de electricidade estática. É o tipo de coisa que é relativamente frequente quando se sai de um automóvel (com as condições atmosféricas propícias para isso), ou quando se arrastam os pés sobre uma carpete, e electricidade estática acumulada facilmente atinge valores de 25 mil volts, suficientes para fazer uma "faísca" saltar entre o nosso corpo e um ponto de descarga. No entanto, pensava-se que o limite máximo suportado pelo corpo humano seria de 50 mil volts... valor que foi amplamente superado por este cientista chinês, que demonstrou ser possível suportar tensões de 71 mil volts!
... Definitivamente deve fazer uma faísca jeitosa quando for altura de a descarregar! :)
sábado, 30 de março de 2013
O Preço da Electricidade em Portugal
Nenhum país europeu está imune à crise, mas no entanto enquanto noutros países essa crise tem feito com que o preço da electricidade e de outros serviços tenham descido... em Portugal passa-se precisamente o contrário: as coisas estão cada vez mais caras, mesmo com os portugueses a ganhar cada vez menos.
Haverá certamente quem tenha as suas explicações para o fenómenos, mas... não deixará também de ser interessante ouvir a opinião que se segue:
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Electricidade Mais Cara - Sim, Não?
É o tipo de notícias que parece um daqueles tratamentos de choque: que para além dos aumentos que já todos temos vindo a sentir nas facturas do gás e electricidade (e a "concorrência" do mercado liberalizado ser algo tão concorrencial que nenhuma das empresas sequer se deu ao trabalho de criar uma tarifa bi-horária!) se preparam para aplicar um novo aumento, devido aos "custos com a supervisão e acompanhamento das concessões". Custos esses que até ao momento eram suportados pela Direção Geral de Geologia e Energia, e que em breve passariam a ser pagos pelos consumidores.
Notícia que faria levar as mãos às cabeças a muitos (todos?) os que já se revoltam mensalmente ao olhar para a factura da electricidade - onde o custo da electricidade acaba por representar quase metade da conta total (ainda me hão-de explicar a legalidade da cobrança da "taxa de potência", substituta da extinta taxa de aluguer do contador - engraçado como sempre que se anula qualquer coisa que custava dinheiro, o valor a pagar nunca desce) - mas que prontamente foi desmentida pelo Ministério da Economia.
... A mim, parece-me apenas mais uma daquelas tácticas de atirar uma notícia péssima cá para fora, para servir de ante-preparação para apenas uma notícia "má" que venha a seguir!
Ou seja: "Nova taxa, vai aumentar a electricidade!" E depois: "Não, afinal não vai ser uma taxa... vai ser apenas só mais 1€ ou 2€, não se preocupem!"
... Acho que é muitos dos governantes se esquecem que, euro a euro, as carteiras de milhões de portugueses há muito que deixaram de ter "trocos" a mais para dispensar... (Só à custa das SCUTs, vejam só quantos desses euros se vão evaporando a cada apito do identificador...)
terça-feira, 31 de julho de 2012
Quando Falta a Electricidade...na Índia
Gostamos de acreditar que vivemos num mundo civilizado, longe dos tempos das "trevas", e onde a noite se torna dia graças à tecnologia que fomos desenvolvendo ao longo dos séculos... e que agora faz com que até nos seja difícil imaginar como seria possível sobreviver sem coisas como... a electricidade.
Felizmente, por cá podemos dar-nos ao luxo de dizer que as falhas de electricidade são extremamente raras (também, ao preço a que está a electricidade, bem sabemos que é do interesse dos fornecedores que não se passa 1 único segundo sem ela)... E quando tal acontece, normalmente é coisa que afecta apenas uma pequena área, e um número reduzido de pessoas, por pouco tempo.
Daí que se torne assutador ver a escala que estas falhas podem tomar: na Índia, uma falha monumental de energia fez com quem metade da sua população tenha ficado sem electricidade... ou seja: 600 milhões de pessoas!
... Será caso para dizer: "ooops... tropecei neste cabo eléctrico, espero que ninguém repare?"
Felizmente, por cá podemos dar-nos ao luxo de dizer que as falhas de electricidade são extremamente raras (também, ao preço a que está a electricidade, bem sabemos que é do interesse dos fornecedores que não se passa 1 único segundo sem ela)... E quando tal acontece, normalmente é coisa que afecta apenas uma pequena área, e um número reduzido de pessoas, por pouco tempo.
Daí que se torne assutador ver a escala que estas falhas podem tomar: na Índia, uma falha monumental de energia fez com quem metade da sua população tenha ficado sem electricidade... ou seja: 600 milhões de pessoas!
... Será caso para dizer: "ooops... tropecei neste cabo eléctrico, espero que ninguém repare?"
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Os Postos de Recarregamento para Automóveis Eléctricos
Os jornais de hoje dão-nos uma melhor perspectiva dos resultados práticos da forte aposta que o nosso país fez nos automóveis eléctricos. Uma aposta feita com grande pompa e circunstância, e com diversas parcerias com grandes fabricantes mundiais, e que prometia que Portugal seria um pioneiro no abandono dos combustíveis fósseis nos automóveis...
Passados alguns anos, poderá dizer-se que os resultados... não existem. A tão apregoada rede eléctrica de postos de recarregamento espalhada pelo país até pode parecer bem conseguida no papel, mas quem se dirigir a um destes postos com a esperança de recarregar o seu automóvel tem cerca de 50% de hipóteses de dar com um posto que efectivamente funcione. É que dos 1000 postos existentes, quase metade está inoperacional.
Por outro lado, quando um dos condutores de um automóvel eléctrico encontrar um posto que realmente funcione, o mais provável é que este esteja com um automóvel "normal" lá estacionado. (Algo que infelizmente já pude constatar por diversas vezes... pois sempre que passo por um destes postos, está lá um automóvel "não-eléctrico" estacionado... o que me faz temer pelo ânimos exaltados que se possam gerar, e que no mínimo mereceriam um autocolante "educativo" colado nesses veículos conduzidos por pessoas tão civicamente conscientes.)
Vale-nos que os condutores de carros eléctricos são poucos - apenas 250 ao que parece - mas não servindo isso de desculpa para que os postos existentes não funcionem, e para que a falta de civismo ocupe os seus lugares (a mesma falta de civismo que faz com que tantos "anormais" estacionem em muitos outros locais de estacionamento reservado a pessoas com deficiência, etc.)
Sendo eu um forte proponente dos veículos eléctricos... é com tristeza que olho para estas situações. Números que revelam a fria realidade de que a utopia dos automóveis eléctricos estava condenada ao fracasso desde o início. Quem é que no seu perfeito juízo poderia esperar que automóveis eléctricos com autonomia reduzida pudessem ser atractivos para o público em geral? Ainda para mais quando esses mesmos automóveis demoram horas a ser recarregados; e... pior ainda, custam bastante mais que os outros automóveis? (E nem vou entrar no capítulo da longevidade das baterias, que ao final de alguns anos poderia representar avultadas despesas....)
Até que novas soluções técnicas surjam, a única solução realmente viável é o conceito utilizado por automóveis como o Opel Ampera com extensor de autonomia. Basicamente, um automóvel 100% eléctrico... mas que conta com um motor de combustão que serve como gerador eléctrico para recarregar as baterias sempre que necessário. Poderá parecer um contrassenso, mas no momento actual é a única solução que permite conciliar as vantagens da propulsão eléctrica com a liberdade e versatilidade de não estar limitado a postos de recarregamento eléctricos avariados ou ocupados por outros veículos, podendo utilizar qualquer posto de abastecimento comum. (Mas mesmo assim, continua a não uma proposta não muito atractiva face ao preço dos veículos tradicionais.)
O perspectiva de um país "eléctrico" e livre de combustíveis fósseis é algo que infelizmente parece estar relegado apenas para a terra dos sonhos; por agora e pelas décadas vindouras...
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