terça-feira, 11 de junho de 2013

Segurança nos Aeroportos funciona por "Palpites"


Há muito tempo que não reclamava um pouco sobre os sistemas de revista nos aeroportos, e numa altura em que anda tudo preocupado com a espionagem que se faz sobre tudo o que se faz na internet, venho recordar que ainda mais abusivo será quando essa espionagem passa do mundo virtual para o mundo real.

Nos EUA, terra da "liberdade", há direitos civis que são garantidos pela constituição, mas um estudo do DHS (Department of Homeland Security) que foi finalmente revelado publicamente revela aquilo que já se sabe: que os agentes nos aeroportos podem simplesmente ignorar esses direitos, e decidir quem muito bem quiserem revistar e esmiuçar... unicamente com base nos seus palpites!

Quer isto dizer que os supostos direitos individuais consagrados na constituição de nada valem contra um agente que acordou mal disposto e com vontade de chatear alguém só porque lhe "apetece" - ou que achou que seria interessante espreitar o que uma passageira jeitosa levava na mala, ou no seu computador, ou qualquer outra coisa.

Coisas como "causa provável" parecem já ter passado de moda... e com tanta perseguição aos "terroristas", não deixa de ser caricato que sejam os agentes que deveriam inspirar confiança e segurança a causar "terror" na população que deveriam proteger.

Talvez da próxima vez que estiverem à procura de pessoas para estas funções, seja melhor pedirem agentes com experiência demonstrada em premonições e leitura de pensamentos, para que os seus "palpites" sejam mais correctos ao escolher "vítimas" numa fila de passageiros num aeroporto.

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