segunda-feira, 6 de maio de 2013

Reforma aos 66 Anos com 1 ano de Férias para os Motoristas?


Se poucos discordarão da necessidade de se fazerem reformas na forma como o Estado funciona (com o enorme desperdício de recursos que mais parece um poço sem fundo), a coisa torna-se mais complicada quando se trata de concordar com a melhor forma de o fazer. Para quem está afastado do país real, sentado a uma secretária onde os portugueses são reduzidos a números numa folha de cálculo, e onde se vão brincado com os números... uma das "boas" soluções poderá parecer a passagem da idade da reforma para os 66 anos.

Uma simples alteração de um númro que no entanto irá afectar muitos outros, e que dá origem a casos caricatos como os motoristas de pesados cuja carta caduca aos 65 anos (e que não serão certamente os únicos casos onde a reforma adiada será problemática).

Talvez a intenção seja boa: a de dar a estes motoristas um ano de "descanso", pago pela empresa para que não conduzam, ou talvez para sirvam de "companheiros de viagem" para os motoristas mais novos, para que tenham alguém com quem conversar. Mas o que é certo é que me assusta ver as coisas serem tabeladas "a eito" como se os cidadãos fossem meras máquinas estandardizadas com planos de manutenção e substituição pré-programados.

Haverá muitas pessoas que certamente gostarão (ou gostariam, caso lhes fosse permitido) de continuar a trabalhar até bem mais tarde, e que terão saúde e capacidade para desempenharem as suas funções; haverá outras pessoas que bastante antes já serão autênticos "desastres à espera de acontecer". A minha parte utópica gostaria de pensar que uma sociedade dita civilizada e moderna teria consciência disso - embora não ponha em causa que, sem dinheiro, não há utopia que resista: nisso estamos todos de acordo.

... Mas para isso, primeiro será necessário lá conseguir chegar (aos 65 anos)... o que por si só já será um "feito".

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