quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Terrorismo Económico dos Ratings

Não é a primeira vez que venho para aqui desabafar sobre a pouca vergonha das agências de rating, que - ao contrário do que seria de esperar das suas funções - deturpa por completo o sistema económico.

Agora, a Moodys, uma das três agências de ratings mais cotadas, atirou a dívida Portuguesa para o patamar de "lixo". (E às quais pagamos cerca de 9 milhões por ano, ah pois)

Nem se trata de estar em causa se merecemos ou não a classificação de lixo... até acredito que sim. A questão é se merecemos estar no lixo *neste momento*, em comparação com Abril e Maio, onde não havia sequer dinheiro para sustentar o país nos meses seguintes e não havia ainda planos para eventualmente se sair do buraco.

Este corte surge também na véspera de Portugal ir ao mercado... algo que apenas serve para aumentar as  suspeitas de interesses (nada) escondidos.

Pergunto-me apenas porque motivo se continua a dar credibilidade a estas empresas de rating que davam por "seguríssimas" todas as empresas que foram ao charco e que deram origem à crise; pergunto-me porque motivo ass três empresas de ratings mais "ouvidas" são todas norte-americanas; pergunto-me porque motivo os próprios governos tremem  à mercê das suas "opiniões"?

... E depois temos um Banco Central Europeu cujo sinal de confiança em Portugal é dizer... "não comentamos". Inspirador.

Que o panorama não é bonito, isso já todos sabemos. Que muito há por fazer, também. (Ainda hoje ouvi na rádio a falarem sobre os milhares de milhões de dividas ao fisco por cobrar que anualmente presecrevem - valores bastante superiores aos que o governo irá arrecadar com os impostos "extra" como o do subsídio de Natal). Se há tanta dívida por cobrar, não seria mais simples executar isso - antes de ter que recorrer aos bolsos de quem trabalha?

Se há fraudes conhecidas de indivíduos que continuamente manipulam o sistema para criarem empresas atrás de empresas apenas para apanhar o IVA, não seria urgente arranjar forma de os fazer pagar por isso?


... Mas voltanto aos ratings: pergunto-me apenas se não seria salutar ter 2 ou 3 agências por continente, que dessem a sua opinião? Porque razão são apenas as 3 norte-americanas que "mandam", e se ignora - por exemplo - as agências de rating chinesas que dizem que os EUA já não são eles próprios merecedores do rating "AAA"?...

É que anda aqui tudo nestas guerrinhas entre Euro e Dólar... e quando derem por ela, estamos mas é todos e fazer as contas em Yuan chineses...

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