sexta-feira, 17 de julho de 2009

Carros Portugueses entre os Mais Caros da Europa

Desde quando a constatação do óbvio virou notícia? Diz o JN, como se fosse alguma grande revelação de um segredo ancestral: Carros portugueses entre os mais caros dos países que usam o euro.

Ora... mas qual é a novidade???

Há décadas que assim é, e desde que entramos para a Comunidade Europeia que não vi nenhum resultado às queixas dos impostos sobre impostos que pagamos na aquisição dos automóveis, nem a tal "livre-circulação de pessoas e bens", que muitos pensavam que lhes iria permitir comprar um carro em qualquer país da Europa, sem grandes chatices.

Mas, de que serve estarmos numa Europa "única", quando continuamos a ganhar metade (ou menos) do que a maioria dos países, e continuamos a pagar tudo mais caro?

Só na Dinamarca e na Irlanda os automóveis são mais caros do que em Portugal e, nesses países, os salários são bem mais altos. Portugal tem a riqueza (por habitante) mais baixa da Zona Euro, mas isso não impede que os carros tenham o terceiro preço mais alto.

Não que eu ache que o uso do automóvel deve ser promologado de modo desenfreado (vejam onde isso nos trouxe) - mas, é tudo uma questão de educação; e não deveria ser usado da forma que tem sido, para encher os cofres do estado, privando a maioria da população de poder ter acesso a automóveis que lhe garantam um bom nível de conforto e segurança para as suas famílias.


Só mesmo cá em Portugal é que um renault clio é um "carro de família"; e nunca me esqueço de uma história que me contaram: de um certo indíviduo, orgulhoso de ter comprado o seu primeiro BMW - um 320d - menciona isso a um cliente alemão que tinha acabado de chegar e que lhe pergunta imediatamente: "Ai sim? Fez muito bem! Por qual optou: um série 7 ou um série 5?"

E acho que isso diz tudo dos nossos pseudo-luxos...

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