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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Repórter apanhado a fazer "fitas" no furacão Florence


Não faltam exemplos de repórteres a fazerem coisas estúpidas ao fazerem reportagens sobre furacões, mas desta vez o repórter Mike Seidel do Weather Channel ganhou fama mundial por algo ainda mais criativo: "dramatizar" a situação para criar a ilusão de que estava muito pior do que estava realmente.

No vídeo do Weather Channel vemos o repórter a aparentar ter extrema dificuldade para resistir ao vento... quando atrás de si, do outro lado da rua, vemos duas pessoas a caminharem com completa naturalidade, como se se tratasse de um dia como qualquer outro.

Para piorar o caso, depois de criticada por esta situação, o Weather Channel, em vez de se limitar a pedir desculpa pelo sucedido, ainda tenta justificar a situação, dizendo que o repórter estava em cima de relva molhada enquanto as outras duas pessoas estavam a caminhar sobre asfalto!?!

(E não esquecer que nos EUA se enfrenta uma grande batalha de descredibilização dos canais noticiosos, dizendo que só transmitem "fake news"... sendo que caso como estes só servem de combustível para quem lança essas acusações)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Hipocrisia política não resiste aos furacões


Nos EUA vivem-se tempos complicados devido ao furacão Harvey (não pode ser sempre o Trump, não é?) e é mais uma oportunidade para ver a total hipocrisia de alguns políticos. Neste caso, o senador Ted Cruz, apanhado a pedir ajuda financeira para combater a devastação causada pelo Harvey... quando em 2012 foi um dos que votou contra a disponibilização dessa ajuda para os afectados pela furacão Sandy.

... Como as coisas mudam quando o azar bate à porta...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Furacão que se Fartou da Cidade que Nunca Dorme


O furacão Sandy abateu-se sobre Nova Iorque, deixando vários milhões de pessoas às escuras, e desesperadas ao verem os seus bens, fruto do seu trabalho, serem levados e destruídos por forças que nos relembram o nosso estatuto de "formigas temporárias" aqui neste pequeno planeta que orbita uma pequena estrela num recanto esquecido da galáxia.

O número de mortes - pouco mais de uma dezena - embora trágico, não tem sequer expressão face ao número de vítimas de que se ouve falar quando as forças da Natureza se abatem sobre países menos privilegiados e mais populosos, como a Índia.


É certo e sabido que daqui por algumas semanas, a atenção do mundo já estará voltada para qualquer outro acontecimento, e este Furacão passará a ser apenas mais uma memória no colectivo social, vívida apenas para quem "sofreu na pele" os impactos directos: os que ficaram sem casa, lojas, carros, barcos, etc. (Espero bem que nos EUA os seguros/ajudas sejam bem mais céleres e eficientes que os que por cá são prometidos em frente às câmaras das televisões... mas que depois de passado o mediatismo, ficam esquecidos por meses ou anos, até que alguém se relembre de voltar a trazer o assunto para as televisões.)



Seria demasiado esperançoso pensar que este evento, um verdadeiro "ataque" ao centro económico dos EUA (e do mundo?), pudesse mudar a forma de pensar e de agir daqueles grandes grupos que continuam a colocar os dólares e os interesses económicos à frente de tudo e todos, independentemente das consequências que possam vir a ter sobre a vida de milhões de pessoas.

Será que algum destes gestores/CEO/banqueiros/etc. irá morrer mais descansado por ter 1 bilião de dólares no banco em vez de apenas 1 milhão? Será que toda a sua fortuna será capaz de impedir que um novo furacão, terramoto, ou vulcão, apareça para lhe "arruinar" a vida?

... Parece que até o planeta se começa a fartar desta espécie que se entretém a desenhar fronteiras na sua superfície, como se isso tivesse um qualquer significado especial, e que depois se matam mutuamente e cometem atrocidades impensáveis, ignorando que "do outro lado" estão apenas pessoas - como eles próprios.

Vamos acreditar que aos poucos, as coisas até possam começar a mudar, e para isso bastará que cada um de nós deixe de ter tanta inveja pelos outros que tanto têm, e passe ao invés a fazer o que pode para ajudar quem menos tem.

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