A táctica da memória curta é bastante usada, não só por políticos. O problema é que o mundo moderno conta agora com a preciosa ajuda do registo de som e imagem que permitem que essa memória perdure... e perdure... e depois cause situações como esta.
Passos Coelho desafiou qualquer um a encontrar declarações suas onde incentivasse os jovens a emigrar. A resposta não tardou em surgir.
... Mas começo a ficar profundamente preocupado quando começamos a contabilizar a quantidade de pessoas em Portugal que não tem "memória" das coisas que disse ou fez, tanto a nível dos políticos, como de banqueiros, como de gestores de topo a falarem de negócios de milhões, ou até dos dossiers que desaparecem. Se calhar há que investir mais em tecnologia de backups na cloud, para garantirem que ninguém se esquece de nada... ou... será que isso não interessa?

