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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Austrália chega aos 50.7C

Na Austrália igualou-se o recorde de temperatura, com o aeroporto de Onslow a registar uma temperatura escaldante de 50.7 C.

No registo histórico desde 1910, apenas em 1960 se tinha registado uma temperatura de 50.7 C (seguida de 50.3 C no dia seguinte) que nunca tinha sido repetida, até agora.


Para quem já fica com dificuldades quando as temperaturas se aproximam dos 40ºC, será quase inimaginável tentar perceber o que será enfrentar uma temperatura superior a 50ºC! Até mesmo no deserto do Sahara, as temperaturas costumam andar pelos 30-40ºC, o que já será revelador da anormalidade destas temperaturas superiores a 50ºC.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

CEO da ExxonMobil não "percebe" os carros eléctricos


O CEO da ExxonMobil parece ter dificuldade em perceber a realidade em que vive, nem mesmo ao ver a sua empresa sair do top 10 da lista da S&P 500 - onde se mantinha desde a sua criação, há 90 anos, e na qual ocupava a primeira posição há apenas 10 anos.

Darren Woods desvaloriza os carros eléctricos, insistindo na ideia de que a sua energia terá que vir das centrais a carvão, esquecendo-se de referir que a geração de energia a partir de carvão tem tido uma redução acentuada em inúmeros países, e que mesmo nos EUA o carvão já representa menos de um terço da energia gerada em 2018. Adicionalmente, mesmo no caso absurdo de que toda a energia viesse das centrais a carvão, já foi também demonstrado que ainda assim, um carro eléctrico seria menos poluente que um carro a combustão na sua utilização diária.

Infelizmente... outra coisa não seria de esperar de uma empresa que já sabia para onde nos estava a levar, há décadas, e mesmo assim silenciou os alertas e continua a insistir no memos.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Shell e Exxon sabiam impacto das emissões em 1980 e mantiveram estudos secretos


O escândalo dieselgate custou milhares de milhões de euros à VW, mas talvez se devesse olhar com mais atenção para a verdadeira origem do problema. Descobriu-se que empresas petrolíferas como a Shell e Exxon tinham realizado estudos, já nos anos 80, sobre o impacto das emissões poluentes dos combustíveis, que alertavam para as situações que agora estamos a viver - e mesmo assim, fecharam os estudos nas gavetas, mantendo a sua posição de que não haveria "alterações climáticas", sabendo que isso era mentira.

Dá-se até o caso de, na discussão interna destes estudos, que acautelavam a subida do nível do mar por causa do aumento da temperatura e degelo das calotes polares, alguns dos executivos dizerem que isso não seria tão grave quanto um "holocausto nuclear" (ainda um receio presente na década de 80), ou a "fome à escala mundial".

Vindo da indústria que também sabia o impacto do chumbo nos combustíveis mas o defendeu durante décadas... já nada é de surpreender, mas seria tempo de agora por estas empresas a pagarem por tudo aquilo que fizeram (e continuam a fazer).

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Reino Unido livra-se do carvão em menos de uma década


Enquanto algumas supostas super-potências ainda vão insistindo na geração de energia a partir do carvão, até o Reino Unido está a demonstrar como é possível abdicar do cartão... e fazê-lo em menos de uma década.

Num curioso gráfico sobre a utilização do carvão, vemos uma transformação radical feita em poucos anos, passando de uma situação em que praticamente todos os dias se tinha o carvão como sendo responsável pela maioria da energia consumida em 2012 - para uma em que passou a ser responsável por menos de 10% na maioria dos dias, e havendo um número significativo de dias em que nem sequer se utilizou energia com origem no carvão. Um cenário que felizmente também se vai replicando por toda a Europa, em maior ou menor grau.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Hamburgo proíbe café em cápsulas devido ao impacto ambiental


O sistema de café em cápsulas pode ter cada vez mais adeptos, mas em Hamburgo não esperem ver uma destas máquinas nos edifícios do estado, pois a cidade iniciou uma guerra ao desperdício e exagerado impacto ambiental que as cápsulas têm.

Sistemas como o Nespresso (e outros) podem ser cómodos para os utilizadores, mas há quem prefira olhar para o outro lado da questão: o do impacto que essa comodidade tem no ambiente. Este comodismo faz com que, logo à partida, 50% do peso do produto seja dedicado à embalagem, o que o torna num campeão do desperdício e, para piorar ainda mais as coisas, a combinação de plástico com alumínio e restos orgânicos de café faz com que não existam métodos simples e eficientes de lidar com a reciclagem das cápsulas.

Poderá parecer um preciosismo olhar para esta perspectiva das embalagens... mas confesso que eu próprio já fiz algumas alterações em produtos que comprava regularmente devido ao desperdício que considerava estar a ser dedicado às embalagens, e refiro-me a coisas como saquetas no interior de embalagens que eram impressas em cor total (em algo que nem é visível para o público, e que vai quase imediatamente para o lixo) - quando poderiam ter apenas a indicação da data de validade, por exemplo. Faz-me sempre pensar que, se é um produto onde se está a dar mais destaque à aparência do que ao produto que vem lá dentro, talvez seja melhor mudar para outro que tenha as prioridades invertidas...

Não me parece que haja solução fácil (ou eficiente) para esta questão das embalagens e das cápsulas de café. Mas por cá é fácil adivinhar como seria tratado o caso: aplicando uma nova taxa de desperdício às mesmas (que obviamente teria como principal resultado recorrer à compra de cápsulas vinhas de Espanha ou outro país.) Esta é - mais uma - daquelas coisas que só pode ser combatida com a educação e sensibilização... e que não haja ilusões do contrário.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Carros propositadamente fumegantes são moda nos EUA


Enquanto uns se vão preocupando em procurar veículos menos poluentes e mais eficientes, há também quem pareça optar pela direcção oposta e fazer questão de demonstrar a sua atracção pelo combustíveis fósseis, modificando os seus veículos para que lancem a maior quantidade de fumo possível para a atmosfera - ou, de preferência, para condutores de Prius que sigam na sua traseira.

São os chamados "Coal Rollers" e embora sejam uma minoria (espero eu!) dos muitos milhões de condutores nos EUA, contribuirão com poluição equivalente a muitos mais.

Esperemos que o processo de selecção natural se encarregue de os levar até ao seu destino da forma mais eficiente e rápida possível...


quarta-feira, 19 de março de 2008

Poluição a Quanto Obrigas

Estas noticias dão-me mesmo vontade de rir: segundo um estudo da NASA, 15% da poluição do ar na América vem da Ásia.

É preciso ser um rocket scientist para concluir que vivemos num ambiente fechado?

É óbvio que essa desculpa de atirar o lixo para o "vizinho", ou para "longe de casa", tem os dias contados. À medida que os recursos limpos começam a escassear, é ver as comadres a zangarem-se e atirarem culpas para uns e para outros.

Para cúmulo, veja-se que quem está preocupado agora é aquele tal país que nem se dignou a assinar o protocolo de Kyoto que visava a redução da poluição.

Pois é... o saco do lixo começa a ficar cheio... e parece que ninguém está disposto a viver numa lixeira.
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