segunda-feira, 12 de maio de 2014

ACAPOR sucumbe à extinção


Parece que a ACAPOR, associação que integrava grande parte dos clubes de vídeo no nosso país, e que tanto alarido fez nos últimos anos, procurando facturar à custa de tudo e todos os que fizessem downloads "ilegais" - que infelizmente para a Associação vieram a ser considerados legais pelo Ministério Público - vem agora publicamente dizer aquilo que já todos sabiam há muito: que a associação é inviável e que deverá ser encerrada.

Em 2009, já longe dos tempos áureos dos clubes de vídeo, a ACAPOR (Associação do Comércio Audiovisual de Obras Culturais de Entretenimento de Portugal) contava com mais 300 clubes como associados. Actualmente são menos de 40 e onde "nem todos pagam as quotas", diz o seu presidente Nuno Pereira, demonstrando que a questão de princípios pelos quais tanto se debatia ao defender os associados... afinal dura apenas enquanto houver quem pague por isso (leia-se: os associados, uma vez que as tentativas de facturar à custa de quem faz downloads não resultou).

Nada tenho contra os clubes de vídeo, ou não tivesse sido eu um ávido cliente deles, durante muitos e longos anos - mas de pouco serve enterrar a cabeça na areia e fazer de conta que o mundo não mudou nos últimos 30 anos. De pouco teria servido ao meu avô ter passado o resto da sua vida a dizer que o seu negócio de vender carvão (ao público) era algo que tinha que ser sustentável "só porque sim" - e ele não hesitou em se adaptar, abrindo outro negócio. Nos clubes de vídeo passa-se a mesma coisa... se a coisa não dá, há que se adaptarem... ou morrerem que nem os dinossauros, extintos.

Não há dinheiro, não há associados, não há ACAPOR - qual a surpresa?

[republicado do Aberto até de Madrugada]

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