terça-feira, 30 de junho de 2009

As Fontes de Faro

Aqui está mais uma notícia que nem vou arriscar comentar - simplesmente transcrever -  sobre a urbanização modelo Calouste Gulbenkian em Faro.

Ao que parece, esta urbanização tem sido o alvo de atitudes que demonstram como por vezes (sempre?) a sociedade não está bem equipada para lidar com aqueles que abusam dela.

A Urbanização Calouste Gulbenkian é sem dúvida um projecto urbano moderno e bem realizado.



Os prédios são facilmente acessíveis a pessoas com problemas de mobilidade, têm áreas verdes à volta, um campo de jogos comunitário e até um parque infantil.



Por outro lado, as minorias étnicas da vizinhança também gostam muito de algumas das características da nova urbanização.



Uma valência que tem atraído bastante as atenções dos vizinhos de etnia cigana (esta palavra deve ser lida sem conotações pejurativas, pois não é um adjectivo, mas sim um substantivo comum) são os bebedouros/ fontes/ ou simplesmente torneiras colocadas ao redor da urbanização.



É que o sucesso é tal, que estes vizinhos trazem consigo os seus simpáticos animais de estimação.

Infelizmente, estes nem sempre estão domesticados. E às vezes deixam umas prendas desagradáveis no passeio...

Mas se esquecermos o mau-cheiro e o aspecto inerente, tudo isto é natural, biodegradável e acaba por desaparecer com o tempo, portanto.



Por outro lado, os vizinhos étnicos, para além do livre e gratuito uso dos bebedouros, também reclamam para si outro direito - ESTACIONAR as carroças onde bem quiserem e entenderem, nomeadamente em cima da relva.




Por outro lado, esta comunidade tem fortes laços familiares.



Aqui vemos a matriarca, acompanhada pela família, a dirigir-se às operações de abastecimento de água.



Cerca de 500 litros de água, cortesia da FAGAR, com os cumprimentos da Câmara Municipal de Faro (um grande bem-haja).



Nesta imagem vemos um excelente exemplo de utilização ecológica da iluminação pública.

O poste também serve para amarrar burros e cavalos, que aqui podem até, comer a relva.



Ora venham daí mais animais, há água e relva em abundância para todos!



E se por acaso os animais estiverem distantes, os vizinhos étnicos dispõem de tecnologia à medida (literalmente) das necessidades - uma carroça cisterna pronta para levar água fresca e potável para os bichos, onde quer que eles estejam.



É um trabalho pesado, mas alguém tem que o fazer.



Aqui em casa, somos dois adultos e um bebé. Pagamos cerca de 17€ mensais de água à FAGAR. Hum, acho que vou arranjar uma dessas cisternas para o meu carro (que não é tão amigo do ambiente mas tem a vantagem de não comer a relva).



E assim acabamos a visita à Fonte Gulbenkian.

in [A Defesa de Faro]

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