sábado, 31 de maio de 2008

Galp Gamanço

Uma imagem vale mil palavras euros.



via [HelderSantos]

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Contractos Higiénicos

Vivemos numa sociedade governada pela ganância.

Ontem, ao abrir uma carta do banco, onde me informavam (uma vez mais) que os juros tinham subido e que consequentemente a minha prestação iria subir também; dei comigo a pensar: que raio de sociedade esta, onde já nem nos "importamos" com a chulice a que somos sujeitos.

É que, ainda por cima, tenho sempre a sorte de levar com estas cartas sempre que consigo amortizar um bocadito mais o raio do empréstimo: amortizo para baixar a prestação, lá vem um aumento que volta a colocar a prestação quase no valor em que estava antes de ter amortizado... é desmoralizante.
(E nem quero pensar daqui a uns anos quando tiver que começar a pagar o IMI ou como raio se chama a "renda" que vamos pagar pelo privilégio de morar na nossa casa - aquela que já passamos uma vida inteira a pagar!)

Mas não me refiro unicamente à subida dos juros... vejamos...
Quando assinei o contrato com este banco, um dos factores decisivos - na altura - foi a de não ter penalizações por amortizações antecipadas.

Pois, bom tempo esse... o ano passado recebo uma carta a informar-me que as condições foram alteradas e que agora estava sujeito a uma taxa de X porcento.

Outro episódio:
Há muitos anos atrás, pouco depois de ter começado a trabalhar, resolvi fazer um plano de poupança qualquer. Dava para abater no IRS, desde que mantivesse o dinheiro lá durante 7 anos. Pois bem, durante os 2 primeiros anos, lá ia eu feito cromo, poupar tudo o que podia para ter esse mísero benefício...
No terceiro ano, novamente, alguém se lembrou de mudar as condições, e afinal já não dava para abater no IRS nem ter qualquer benefício... no entanto tive que continuar a esperar até ao fim dos 7 anos para poder levantar as poupanças.

Então, que raio de valor tem um contrato assinado se, quando "eles" muito bem entenderem podem alterar as condições? O seu valor real acaba por ser equivalente ao do papel higiénico, com a desvantagem de que nem para isso podem ser usados (o papel não é lá muito agradável ao toque.)

Faz-me lembrar o gozo constante dos alugueres dos contadores dos serviços básicos, que suspostamente deveriam terminar e que as empresas habilmente transferem para "taxas" ou outro nome qualquer.

Seria pedir muito, por uma sociedade que se preocupasse em ser justa? Onde estas mega corporações que têm centenas de milhões de euros de lucro por ano ganhassem "apenas" umas dezenas de milhões, e tratassem os clientes de outra forma?

Seria pedir muito onde, quando se assinasse um contracto, ambas as partes ficassem obrigadas a cumpri-lo; sem recear que uns meses depois, a parte "que tem o queijo e a faca na mão" começasse a abusar da sua posição para nos chular cada vez mais?

Infelizmente... parece que sim.

domingo, 25 de maio de 2008

Quem Quer Ser Milionário?

Eu já nem digo nada, com as "reformas" no sistema de ensino que querem fazer com que sejamos todos doutores e engenheiros... qualquer dia também chegaremos a este ponto!



A mania de porem perguntas complicadas nestes concursos... tsk ts...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

GALP a Quanto Obrigas

Querem reclamar para as "concorrências", querem?

Então peguem lá:

Preço do Gasóleo na GALP

23:59 do dia 21: €1,39

00:h00 do dia 22: €1,42

Ora tomem lá que é para ver que roubar passou a ser permitido em Portugal (mas só para alguns, como é costume...)

P.S.: Como seria lindo ver a sociedade unir-se contra estes abusos, e abandonar em massa os postos de gasolina desta marca...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Pagar para ter Dinheiro

Desde que o Multibanco acabou (sim, que se repararem, os cartões que têm agora são todos "VISA Electron") que já se previa uma coisa destas:

Levantamentos nas caixas ATM/Multibanco vai custar

1,50€

Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM.
Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta. Este 'imposto' (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses.
Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos.

Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.

http://www.petitiononline.com/bancatms/



Provavelmente já receberam este email, mas nunca é demais espalhar a palavra para que mais pessoas façam o seu dever de reclamar - para que de uma vez por todas o "povo" deixe de ser um boneco que nada faz contra quem nos rouba.

É que é mesmo inacreditável. Os ATM/Multibancos não foram feitos para nos facilitar a vida - longe disso. O seu propósito era reduzir os custos, fazendo com que os clientes não inundassem os balcões; logo, reduzindo o número de funcionários necessários nos balcões bancários.

De levantar dinheiro logo se passou para practicamente todas as operações: transferências, pedir cheques, efectuar pagamentos, fazer depósitos... ou seja, fazemos nós o trabalho "deles."
Não é que eu esteja a reclamar, prefiro perder 1 minuto numa caixa MB do que estar na seca meia-hora para ser atendido. No entanto, se os bancos lucram com isto, porque razão querem chular-nos ainda mais!?! É mesmo pura ganância, e se pensam que isto vai sem luta... estão bem enganados!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Chineses Aprendem com 007

Os chineses podem ter demorado a "acordar" para as liberdades actuais, mas quando o fazem, fazem com estilo.

Para escapar às camaras de vigilância que detectam os veículos em excesso de velocidade, a maioria deles usa matrículas que mudam os números - no melhor estilo James Bond (007).

Ora aqui está algo que muitos condutores portugueses não se importariam de encontrar à venda nas lojas dos chineses.

[Reuters]

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sócrates já Fumega em Vôo

Cumprir leis afinal parece que é um dever cívico que só deve ser exercido pela "plebe."

Quando toda a gente ficou surpreendia por efectivamente a lei anti-tabaco ter libertado milhares de espaços públicos dessa atrocidade fumegante, eis que é quem devia dar o exemplo que volta a espalhar-se completamente: com o nosso primeiro ministro, José Sócrates, a fumar a bordo de um avião.

De certeza que tudo isto vai acabar sem qualquer consequência, para ele e para os demais membros da comitiva que acham que isso de "ser proibido fumar nos aviões" é uma LEI que afinal não se aplica a quem a fez e aprovou.

Mais estúpido ainda, é o facto de o supervisor do vôo da TAP dizer que:
"Já é costume. Já aconteceu em outras viagens. Ouvimos as pessoas, que não se importaram."

Pois bem, eu importo-me!

Se querem fumar num avião, que façam como o resto das pessoas nos outros locais: que abram e porta e saiam lá para fora.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Humanidade... ou nem por isso

Há bastantes exemplos, ao longo da História, de pessoas capazes dos actos mais altruístas que se possam imaginar; no entanto... há algumas experiências que nos fazem pensar até que ponto esses casos não serão apenas excepções à regra.

Vou resumir sucintamente algumas experiências que foram feitas e que provavelmente vão surpreender muita gente.


A Experiência de Conformidade de Asch (Asch Conformity Experiment - 1953)

Em que consistia:

Era dito aos participantes que iriam participar num teste de visão com mais algumas pessoas. Eram mostradas algumas imagens, sobre as quais lhes fariam perguntas bastante simples e óbvias. O "truque" era que toda a gente na sala, para além do sujeito em teste, fazia parte da experiência e estavam instruídos para darem respostas erradas. Assim sendo, seria o indivíduo afectado pelas respostas erradas das outras pessoas?

O resultado:
Para se perceber melhor do que se tratava, vejam a seguinte imagem.

As pessoas apenas tinham que dizer qual das linhas na parte direita tinha o mesmo comprimento qye a linha no lado esquerdo. Algo que qualquer pessoa facilmente responderá.

No entanto, 32% dos indivíduos testados respondeu incorrectamente se vissem três dos "colegas" a dar a mesma resposta errada. Mesmo sendo evidente que sabiam estar a dar uma resposta errada 1 em cada 3 das pessoas testadas preferiu "ir na onda" da decisão dada pela maioria.

O que isto significa:

Se isto é assim tão evidente em casos tão óbvios, imagine-se o que aconterá quando se trat de questões bem mais dúbias onde as pessoas nem têm a certeza da resposta certa. A têndencia para a pessoa seguir a opção mais popular do "grupo".

E claro, se estão a pensar: eu não sou assim, eu não me conformo com as "maiorias"...
O que é que fazem a seguir? Juntam-se a todos os que não se dão com as maiorias...


... e acabam por cair no mesmo "conformismo" dessa minoria.

Afinal... todos nós somos indivíduos diferenciados, certo?



A Experiência do Bom Samaritano - (The Good Samaritan Experiment 1973)

O teste:
A história bíblica do Bom Samaritano, é sobre um viajante que pára para ajudar uma pessoa enquanto outras pessoas passam por ele sem lhe darem a mínima atenção. Os psicólogos John Darley e C. Daniel estavam curiosos em saber se a religião teria alguma impacto no seu comportamento.

As cobaias foram um grupo de seminaristas. A metade dos estudantes foi contada a história do Bom Samaritano e pedido que dessem um sermão sobre ele noutro edifício. Aos restantes estudantes foi pedido que falassem sobre oportunidade de emprego.

Para "ajudar", foram dados horários diferentes aos estudantes para que uns tivessem tempo de sobra e outros não.

Depois, a caminho do edifício onde deveriam dar o sermão, foi colocado uma pessoa a necessitar de ajuda num beco.


O resultado:
Os estudantes que tinham como missão falar sobre o Bom Samaritano não pararam mais vezes que os outros que iam falar de empregos. O factor que teve maior impacto foi unicamente o tempo que os alunos tinham disponível.

Entre os alunos que iam cheios de pressa, apenas 10% pararam para prestar auxílio, mesmo estando a caminho de uma sessão onde iriam falar sobre como é bom parar para prestar auxílio!

O que isto significa:

Pois é... é mais fácil falar sobre prestar auxílio numa sala de conferências do que estar enfiado num beco a ajudar um estanho ensanguentado.

E se pensam que isto se restringe a seminaristas. Então que dizer este caso em que inúmeros carros passaram sem parar por uma mulher ferida deitada na estrada?

Aparentemente, desviarem-se dela era já ajuda suficiente.
O que vai de acordo com...


A Experiência da Apatia dos Espectadores - (Bystander Apathy Experiment - 1968)

A experiência:
Quando uma mulher foi assassinada em 1964, os jornais relataram que 38 pessoas tinham ouvido e visto o crime, mas não fizeram nada para o impedir. John Darley e Bibb Latane queriam saber se o facto de as pessoas estarem numa multidão teria influência na relutância de auxiliarem alguém.

Os dois psicólogs convidaram voluntários para participar numa discussão. Como a discussão seria sobre assuntos bastante íntimos e privados, as pessoas estariam em salas separadas e discutiriam através de um intercomunicador.

Durante a discussão, uma das pessoas fingia ter um ataque epiléptico, para avaliar a reacção do outro indivíduo.


O Resultado:


Quando o sujeito em teste pensava ser o único outro interveniente na discussão, 85% saiam da sala em busca de auxílio.

Até aqui nada de grave... a não ser: coitados dos desgraçados que precisarem de ajuda e tiverem o azar de apanhar uma daquelas pessoas que ficou nos restantes 15% que não saiu em busca de ajuda.

Mas a experiência não se ficou por aqui. Quando as condições foram alteradas, de forma a que os participantes pensassem que a discussão estava a ser realizada com mais quatro pessoas, a percentagem de pessoas que foi em busca de auxílio desceu para os 31%.

Os restantes pensaram: "alguém vai pedir ajuda, não preciso de ir eu."

O que isto significa:

Se em caso de emergência formos a única pessoa por perto, a pressão para que façamos algo é muito superior à de alguém que assista à mesma emergência do meio de uma multidão.
Quando estão sozinhos, sentem-se 100% responsáveis... mas se estiverem no meio de 10 pessoas, então sentem-se apenas 10% responsáveis.
O problema é que as restantes pessoas também se sentem pouco responsáveis, o que pode fazer com que ninguém reaja.

No caso anterior, da mulher caída na estrada, em que ninguém parou para ajudar, certamente que muitos dos condutores também pensavam que alguém iria parar para a ajudar.


The Stanford Prison Experiment (1971)

A experiência:
O psicólogo Philip Zimbardo queria estudar os efeitos da prisão nos guardas e prisioneiros. (Mal sabia ele que isto até iria virar filme: Das Experiment)

Zimbardo transformou a cave do Departamento de Psicologia de Stanford numa prisão a fingir e procurou por voluntários...


Obviamente, não foi este o anúncio...

... que foram depois sujeitos a um teste verificando a sua saúde física e mental (ao contrário do que acontece com as prisões no mundo real.) Os voluntários eram todos estudantes masculinos, e foram divididos aleatóriamente em dois grupos de 12 guardas e 12 prisioneiros. Zimbardo decidiu que também queria participar na experiência e elegeu-se Director da prisão. A experiência devia durar duas semanas.

O resultado:

Ao fim do primeiro dia já andavam todos malucos. No segundo dia os prisioneiros simularam um motim, barricando-se nas suas celas com as camas a bloquear as portas, e gozando com os guardas prisionais. Os "guardas" não fizeram por menos: começaram a usar os extintores de incêndio para impôr respeito.

A partir daí, foi sempre a piorar. Dia após dia os guardas continuaram a abusar dos prisioneiros, forçando-os a dormir nús no chão, proibindo as idas à casa de banho, e obrigando-os a exercícios humilhantes e a limpar as retretes com as próprias mãos.

Surpreendentemente quando foi dito aos "prisioneiros" que tinham a hipótese de sair em liberdade condicional, mas depois lhes foi recusada, nenhum deles se lembrou de simplesmente sair do raio da experiência - continuando a dormir nús no chão imundo, ou com sacos na cabeça.

Mais de 50 pessoas observaram o que se passava na prisão, mas ninguém fez nada quanto a isso até que a namorada do "director" reclamou do que se estava a passar. Ao fim de seis dias, a experiência foi finalmente cancelada (com muitos dos "guardas" a ficarem profundamente desapontados com isso.)

O que isto significa:
Alguma vez teve que lidar com algum agente da autoridade, daqueles que olham para vocês como se fossem seres inferiores, e que vos pedem tudo e mais alguma coisa apenas para demonstrar o seu poder? A ciência diz que se os papéis se invertessem, provavelmente iria agir da mesma forma.

Aparentemente, a única coisa que nos impede de torturar os nossos congéneres é o medo das consequências (em nós) que isso possa ter. Dêem a alguém poder absoluto e um cheque em branco, e está o caminho aberto para o Inferno na Terra.


The Milgram Experiment (1961)

A experiência:
Quando os julgamentos de Nuremberga relativos aos Nazis estavam a decorrer, a maioria dos acusados defendia-se com argumentos do tipo: "Eu não sou má pessoa. Estava apenas a cumprir ordens." O psicólogo Stanley Milgram da Universidade de Yale quis testar a vontade das pessoas em obedecer a uma figura autoritária.

Isso deu origem a uma das mais conhecidas experiências de todos os tempos, com resultados surpreendentes.

A cobaia era colocada no papel de "professor", e o seu trabalho consistia em efectuar um teste de memória a outra pessoa colocada noutra sala. Todo o processo era falso, e a outra pessoa era um actor.

Sempre que a pessoa repondesse incorrectamente ele teria que carregar num botão que daria um choque eléctrico, enquanto um homem vestido com uma bata de laboratório se certificava que eles carregava no botão. O choque não era real, e tudo era encenado pelo actor, mas obviamente que a pessoa em teste não sabia disso.)

Era-lhe dito que os choques começam com 45 volts, e que iriam aumentando de cada vez que fosse dada uma resposta errada. De cada vez que carregava no botão, o actor na outra sala dava gritos e suplicava para que ele parasse com aquilo.

Conseguem imaginar no que isto resultou?

O resultado:
Como seria de esperar, a maioria das pessoas começou a sentir-se desconfortável a partir de um certo ponto, e perguntavam se deveriam continuar com a experiência. No entanto, de cada vez que o técnico do laboratório os encorajava a prosseguir, a maioria obedecia prontamente: subindo a voltagem e dando choque após choque.

Eventualmente o actor começava a dar com a cabeça na parede que o separava do "experimentado", gritando sobre os seus problemas cardíacos. E após mais alguns berros e cabeçadas, subitamente deixaria de se ouvir qualquer som vindo daquela sala, indicando que a pessoa estaria inconsciente - ou mesmo morta. Se tivessem que adivinhar, que percentagem de pessoas acham que continuaram a dar choques mesmo depois disso?

Cinco porcento? Dez? Vinte?

Na realidade foram cerca de 66% as pessoas que continuaram a dar choques até ao máximo de 450 volts, mesmo depois da vítima estar inconsciente ou morta.

E se pensam que foi um mero acaso, outras experiências semelhantes obtiveram os mesmos resultados assustadores: as pessoas provocarão as maiores atrocidades a um inocente desde que alguém lhes diga que está tudo bem.

A maioria das pessoas nem se preocupava com o bem estar da vítima até atingir os 300V. E nenhum deles pediu para parar com a experiência abaixo desse ponto - e convém não esquecer que 100V já são mais que suficientes para matar um homem.)

O que isto significa:
Que não importa o que cada um pensa de si, como sendo um pensador que faz apenas o que é correcto, no final todos preferem infligir dor a ter que a suportar. E se as pessoas obedecem cegamente a um técnico de laboratório, imagine-se se ele tivesse um uniforme.

Charles Sheridan e Richard King foram ainda mais longe, ao pedir aos sujeitos que dessem choques num cachorro de cada vez que ele fizesse uma acção incorrecta. Mas, ao contrário da experiência de Milgram, os choques eram mesmo reais. Vinte em vinte seis pessoas atingiram o nível máximo de voltagem infligido ao pobre cachorro.

Pensem bem no que isso significa... 77% das pessoas com quem vocês se cruzam na rua ou no shopping não teriam qualquer problema a torturar um cachorro - ou quem sabe, uma pessoa - desde que lhes fosse pedido por um tipo com uma bata de laboratório.


via [Cracked]

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Boicote às Gasolinas

Anda por aí um email a circular, que apela ao boicote a algumas "marcas" de combustíveis: nomeadamente a BP e a Galp, as maiores gasolineiras em Portugal.

O conceito é este: como pressionar as gasolineiras de forma a que não tratem os consumidores da forma que tratam actualmente - subindo os preços sem qualquer justificação, mesmo quando o preço do petróleo baixa, etc. etc.
Poderia combinar-se um dia certo dia da semana em que não se comprassem combustíveis, mas isso não teria qualquer efeito... a gasolina que não comprarem à segunda-feira terão que a comprar noutro dia qualquer - portanto, não serve.

A hipótese que resta é então simplesmente optar por comprar combustíveis em certos postos em detrimento de outros. Neste caso em concreto, simplesmente passar pelos postos da BP e da GALP, e dar preferência às marcas mais pequenas: Total, Repsol, e outras do género.


Ora, eu não sei é porque demoraram tanto tempo a chegar a essa conclusão... uma vez que há vários anos que não abasteço nem numa nem noutra, ainda para mais tendo uma Repsol mesmo à mão e que ainda por cima faz desconto de 5 cêntimos todas as segundas-feiras.

No entanto, lá pelo meio desse email/slideshow/powerpoint, referem que fizeram o mesmo em França... mas depois não referem se esse "movimento" teve algum resultado prático ou não.

É que - e atenção que não sou perito na matéria (a não ser na parte de se chulado sempre que atesto o depósito) - acho que tal movimento prejudica gravemente é os "revendedores" e quem explora as estações de serviço. Tenho ideia de que a própria Galp fornece os combustíveis para várias outras "marcas"... mas posso estar enganado.

Por outro lado, há sempre aquela questão das frota e tal, que teriam obrigatoriamente que continuar a encher os depósitos nos postos da marca.

De qualquer maneira, se tal se concretizasse em grande escala nos consumidores particulares, acredito que seria uma forma de fazer pressão real num sistema que em vez de se auto-regularizar (como nos queriam fazer crer quando acabaram com os preços máximos fixados) prefere espremer ao máximo os consumidores.

É que ainda ninguém se deu ao trabalho de explicar como é que, com a diferença do dólar face ao Euro, pode haver as discrepâncias que há.

Fica a sugestão... o resto é convosco.

terça-feira, 6 de maio de 2008

E se de repente...

... vos pedissem as impressões digitais?

Até aqui nada de novo...

O problema é que foi isso que pediram a uma tal de Victoria Modise, que infelizmente não tem braços. Ainda por cima, disseram-lhe que não poderia obter o documento de identificação sem as ditas impressões digitais.

Obviamente, quando o caso veio a público foi logo um desenrolar de desculpas e outras coisas que tais.

Parece que muita gente nos serviços de atendimento continua a ter graves faltas de bom senso - qualquer que seja o país (neste caso, na África do Sul.)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mazda Destrói 4703 Automóveis

Gostam de automóveis? Óptimo!
São fãs da Mazda? Ainda melhor!



Parece que a Mazda anda a aprender com a Toyota, que também "lerpou" 5400 veículos quando o Reijin se lembrou de encalhar mesmo à minha porta em 1988.
(aquilo foi um movimento "turístico" para ir ver o navio encalhado que nem vos passa!)

Desta vez foi a Mazda, que novamente confrontada com as hipóteses e dúvidas dos consumidores, fez como a Toyota e cortou o mal pela raiz... tudo para a sucata. É melhor arcar com as despesas agora (se é que não está tudo coberto pelo seguro!) do que se arriscar a levar com processos daqui a meses ou anos.
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