segunda-feira, 31 de março de 2008

Aluguer de Contadores e Outras Roubalheiras

Supostamente, houve uma lei que foi aprovada para acabar com a chulice que são o pagamento dos alugueres de contadores relacionados com serviços como a luz/água/gás, etc.

Nunca percebi a lógica de se ter que pagar - durante o resto da vida! - por uma coisa (o contador) que já pagamos (a electricidade, água, gás) em proveito de quem fornece o serviço.

Mas, considerando a nossa tradição em sermos chulados - como as assinaturas de telefone, que sempre pagamos mesmo não usando - acho que estas empresas estão tão mal habituadas como os consumidores portugueses, que já acham tão normal que nem reclamam.

No entanto, obviamente que o resultado prático desta lei não é bem aquele que se esperava.

No caso da EDP, em vez de aluguer do contador passamos a ter a "potência contratada".
(Mas que é isso? Então, pagamos a electricidade que usamos + a tal "potência contratada"? É a mesma roubalheira, apenas com novo nome)

Na água, ainda nem sequer me dei ao trabalho de ver, mas com tantas taxas (lixo, saneamento, e sei lá que mais) não me admira nada que metam lá mais uma taxa de torneiras mal-fechadas, e pimba.

No gás, os pobres desgraçados da empresa que fornecem o gás ao condomínio ainda não se actualizaram, e ainda vem o custo do contador lá discriminado...

Algum de vocês pode ver como é que aparece nas vossas facturas do gás?

(Mas tenho quase a certeza que mesmo que reclame do caso, eles passam esse custo para uma taxa de "potência do gás contratado"!)

Justiça para o consumidor? Isso é que nem vê-la...

quinta-feira, 27 de março de 2008

O Seguro Morreu de Velho

Muita gente diz mal das Seguradoras... e só posso dizer: têm toda a razão!

Agora já entendo como essas companhias conseguem fazer com que o dinheiro lhes entre nos cofres como por magia - saindo, como é óbvio, dos nossos bolsos!

Vejam só o que me aconteceu:

Tendo eu um seguro de vida associado ao empréstimo habitação na companhia Eurovida (ao qual, admito, nunca prestei a devida atenção - é daquelas papeladas que assinamos quando se faz o empréstimo e se paga todos os anos, e mais nada) resolvi finalmente comparar o que pagava nesse seguro com o que outros amigos e colegas pagavam.

Tchiii... o que fui eu fazer!

Apenas estava a pagar cerca do dobro do que a maioria das pessoas pagava!

Após algumas averiguações, descobri que, embora eu fosse amortizando o empréstimo todos os anos, estando agora a dever apenas cerca de 50% do capital inicial - continuava a pagar o seguro como se devesse o valor total!

Admito que tenha sido ingénuo - sempre assumi que era da responsabilidade da Seguradora actualizar o capitual, nem que fosse apenas uma vez por ano - erro meu.

De qualquer forma, uma vez que tenho por hábito amortizar sempre que posso (normalmente várias vezes por ano) peferi então cancelar esse seguro e optar por um do próprio banco, que para além de ser mais barato, era actualizado mensalmente em função do real capital em dívida.

(Para além de estar profundamente indignado por ter estado a ser roubado ao longo de quase 5 anos, e só quando comecei a fazer perguntas é que a seguradora me disse: "ah, mas devia ter actualizado isso anualmente"! Portanto, adeuzinho Eurovida!)


Mas, a história, não acaba aqui - aliás, é apenas o começo.

A verdadeira "roubalheira" ainda estava para vir...

Como qualquer bom exemplo das leis de Murphy, tudo isto tinha que acontecer exactamente no período de renovação do contrato, e eu - ainda de boa fé, e para evitar qualquer "problema" - disse para mim mesmo: "Não há problema, pago o seguro deste ano, e mal tenha a situação resolvida com o novo seguro, cancelo e recebo dinheiro dos meses que não usei."

E assim fiz, paguei o seguro referente a este ano: a roubalheira de 186 Euros! E poucos dias depois, quando toda a papelada referente ao novo seguro estava em ordem, envio tudo para a Eurovida, a pedir o cancelamento da referida apólice e a devolução do dinheiro referente aos meses não usados - não esquecer que só usufruí de uns poucos dias de seguro, quanto muito, contava que considerassem um mês de "uso".

Ora bem, se pagava 186 Euros por ano e se só usei um mês... com algumas despesas e tal, esperava receber o reembolso de algo na ordem dos 120-150 Euros.

HAHA! Sou mesmo ingénuo!

Quando finalmente recebo uma carta da Eurovida, imaginem o que vem lá escrito:
"Recibo de estorno no valor de 146,20 Euros" - Eia! Uau!!!
"Recibo do custo de cessação antecipada - 135,47 Euros" - Hein!?!

Total a receber: 10,73 Euros!

Um ano custa 186 Euros, um mês custou-me 176 Euros... é a verdadeira lógica da batata!

Se isto não é considerado roubar a olhos visto, não sei o que seja!!!


Gostava de ser rico só para começar a processar estes abusos todos que estas "seguradoras" cobram a quem não tem direito de resposta!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Os Condutores Maximalistas

É o que eu sempre disse, se falta de inspiração houvesse para escrever coisas neste blog, basta passar cinco minutos a conduzir nas nossas estradas que logo inúmeros tópicos surgem como por magia.

A "aula" de hoje é dedicada a uma espécia que infelizmente não se encontra em vias de extinção: os maximalistas a.k.a. os disco-nighters a.k.a. os (e)strobbers.

Estes condutores são aqueles que, no pico da escuridão da noite, e circulando sempre pela faixa da esquerda (a da direita, estou cada vez mais convencido que foi feita propositadamente só para mim e mais meia dúzia de condutores) começam a mandar flashadas de máximos no intuito de causar algum ataque epilético aos condutores que circulam em ambos os sentidos.

Não sei qual será a razão: talvez algum tique nervoso que tremelica sobre o comando que liga os máximos.

É que, se assinalar a presença com um toque nos máximos durante uma ultrapassagem quando se suspeita que o veículo que circula na direita se vá colocar à nossa frente é algo lógico e com sentido; fazer o mesmo quando a estrada está completamente desimpedida, enquanto se está a quilómetros de distância, e continuamente... resulta no tal efeito estroboscópico que seria mais apropriado a uma discoteca ou festival de luz&som!

Tenham cuidado... eles andam aí!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Poluição a Quanto Obrigas

Estas noticias dão-me mesmo vontade de rir: segundo um estudo da NASA, 15% da poluição do ar na América vem da Ásia.

É preciso ser um rocket scientist para concluir que vivemos num ambiente fechado?

É óbvio que essa desculpa de atirar o lixo para o "vizinho", ou para "longe de casa", tem os dias contados. À medida que os recursos limpos começam a escassear, é ver as comadres a zangarem-se e atirarem culpas para uns e para outros.

Para cúmulo, veja-se que quem está preocupado agora é aquele tal país que nem se dignou a assinar o protocolo de Kyoto que visava a redução da poluição.

Pois é... o saco do lixo começa a ficar cheio... e parece que ninguém está disposto a viver numa lixeira.

terça-feira, 18 de março de 2008

Cara ou Gadget?

E se de repente... tropecassem e tivessem que escolher entre estatelarem-se de cara no chão, ou largarem o vosso precioso Macbook Air para evitar o trambolhão?

Uma pergunta retórica que infelizmente aconteceu com Charlie Rose, um conhecido apresentador de TV norte-americano.

Trazendo um Macbook Air acabadinho de comprar, o sr. Rose tropeçou na rua e - em vez de se proteger - preferiu proteger o seu novo brinquedo, tendo aterrado com a cara no chão.


Agora digam-me lá vocês... também colocam os vossos gadget acima da vossa integridade física?
E se sim, até onde seriam capazes de ir? Um telemóvel vale uma perna partida? Um portátil vale uma cabeça rachada?

quarta-feira, 12 de março de 2008

Gasolina sempre a Abrir

Já andava há umas semanas a divertir-me. Sempre que passo numa Galp a caminho do emprego, instintivamente olho para o preço do gasóleo... e estava à espera do dia em que o preço passasse a barreira do 1,25 Eur.

Uns dias subia, outros dias descia, mas hoje finalmente é dia de comemoração: hoje de manhã o gasóleo chegou aos 1,252 - mas como o que interessa é facturar, à tarde já estava a 1,257.

Sabem aquela piada em que o pessoal está a meter gasolina, e quando for pagar o preço já subiu? Por este andar vai deixar de ser piada mais cedo do que pensavamos.

Mas o que interessa é que a barreira dos ",25" centimos já lá foi, e agora vou divertir-me a esperar pelo dia em que chegará aos ",50" - o que não deve tardar muito.
(Algo que facilmente se pode prever pela tendência a que se tem assistido.)


Apenas gostava de saber quem é que aceita que haja dois pesos e duas medidas...

Sempre tivemos que pagar tudo em dólares, mesmo que o escudo/Euro valesse 0,0001 dólares. Ninguém nos fazia descontos ou perdoava dívidas... era pagar e mais nada.

Mas, agora que o dólar não vale nada, dámo-nos ao luxo de pagar em Euros bastante mais do que pagam os americanos em dólares. Por este andar os produtores de petróleo deixam de vender aos EUA, porque ganham muito mais em vender só à Europa.

Como é que ninguém se parece incomodar com esta situação? Somos todos gaijos ricos que não se importam de pagar mais uns trocos aos produtores!?!


Não se pense com isto que eu sou a favor de manter os combustíveis fósseis - muito pelo contrário. Mas o que é certo que nenhum construtor tem os tomates de mandar um veículo puramente eléctrico para a rua. Temos uns supostos "híbridos" que gastam tanto ou mais que um veículo normal. Mas mais que isso... é tudo protótipos, e estudos, e sei lá que mais.

Custava muito a Smart lançar um modelo eléctrico? Mesmo com autonomia reduzida, 100Km ou isso, era suficiente para o uso diário que muita gente lhe dá.

Parece-me que o problema é que interessa a muita gente continuar a vender o petróleo em euros. Os chamados petro-dólares já lá vão... é época dos petro-Euros!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Trânsito Lento sem Sentido

De certeza que todo vós já conduziram naquelas situações que o trânsito empanca todo, mas depois começa a andar novamente sem razão aparente para o abrandamento.

Pois bem, aqui está um vídeo que demonstra esse mesmo efeito numa pista de testes onde 22 veículos circulam em círculo. Foi pedido aos condutores que mantivessem uma velocidade constante de 30Km/h. No entanto, e como se pode observar, um zona de abrandamento surge, e vai-se propagando para trás ao longo do percurso.



Agora é só incluir estas coisas nas aulas de condução, para que o pessoal possa evitar estes fenómenos.
(ou então esperar mais uns tempos, até que os combustíveis fiquem tão caros que obriguem toda a gente a andar de comboio - onde este fenómeno já não acontece. :)

terça-feira, 4 de março de 2008

Vamos ter Aumentos!!!

Obviamente, aumento de impostos, ora pois está claro!

Segundo o ImpostosPress:

... falta menos de um mês para que os proprietários de imóveis vejam novamente o valor que pagam de imposto municipal sobre imóveis (IMI) sofrer um considerável aumento, prevendo-se que esta subida vá até aos € 120. A DGCI começa esta semana a enviar as respectivas notas de cobrança.


Relembre-se que em 2007 o IMI já tinha sido aumentado em 105 Euros.

Ah, sabe bem viver em Portugal!

E se estão preocupados, fiquem descansados porque...

"Ao que tudo indica, os aumentos não ficaram por aqui e o IMI continuará a sofrer aumentos progressivos até 2011."

Ah pois claro.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Fantasporto Críticas

Este ano o Fantasporto decorre no novo quartel general de La Féria, ainda pontilhado de publicidade ao "Música no Coração".

Ora, não se falando da qualidade dos filmes, continuam a haver certos pormenores que irritam e me tiram do sério.
(E nem vou falar da "qualidade" das cadeiras... que isso já era pedir demais. Experimentem ver 5 filmes seguidos sentados naquelas coisas, que depois já percebem o que quero dizer.)


Ponto I - as conversas durante os filmes

O problema é basicamente o mesmo de sempre: por que raio vão para o cinemas as pessoas que querem pôr a conversa em dia?
É desde discussões do Benfinca-Sporting-Porto, a dissertações sobre o que se passa no grande ecrã, passando pelo sempre presente atender de telemóvel!

Meus amigos, embora o Fantas nos queira fazer sentir em casa, NÃO ESTÃO EM CASA!
Agradecia-se um bocadinho de respeito pelo resto dos espectadores.


Ponto II - os fumegantes

Finalmente, podemos sair de uma sessão de cinema e não ficar que nem barata tonta num ambiente fumogénico que nos tansporta para filmes como The Fog, ou The Mist. No entanto, como não há bela sem senão, o suplício mudou-se para a zona de entrada/saída do Rivoli, transformada em "sala de chuto" dos que não passam um intervalo sem fumegar.
Bem sei que é uma questão de tempo até que - como noutros países - seja proibído fumar nas imediações próximas destes locais, mas por agora temos que levar com esse "respeito" que os fumadores nutrem pelo resto da população.

Ah! Respeito esse que se estende às casas de banho! Nunca vi tanta gente a fazer fila para se esgueirar para as retretes, empestando ainda mais aqueles agradáveis aromas, com uma coluna de fumo a elevar-se no ar sobre as suas cabeças...


Ponto III - as fantasmagorices

O Rivoli continua a estar assombrado. Desde roubarem o DVD com a homenagem aos filme de Max von Sydow que ia ser projectado quando ele recebeu o prémio, até não terem microfone para que ele apresentasse o seu filme.

Mas não ficamos por aqui... é apagarem as luzes sem que o filme comece, deixando a sala completamente às escuras por alguns minutos, para depois voltarem a acendê-las quando o filme estava a começar.

Mas pior que tudo, e inadmissível num festival de cinema que está na lista dos melhores 25 do mundo é passarem um filme num formato errado.
Neste caso, a tristeza recaiu sobre Music Within que foi projectado sem a máscara correspondente (ver open matte) e arruinou grande parte do filme.
Sim, quando muitas vezes se vê o microfone pendurado na parte de cima da cena, o "erro" não é de quem fez o filme mas sim de quem o está a projectar. Neste caso, fomos presenteados com um filme em 4:3, onde se podia ver mais do que era suposto ser visto - com um microfone saltitante a causar risos e comentários da plateia sempre que aparecia.

Esperemos que tenha sido o primeiro e único desta edição.
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