quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Beatas Rodoviárias

Desculpem-me vir mais uma vez massacrar essas pobres vítimas que andam a ser perseguidas, qual época da inquisição, e que tanto respeito advocavam ter por quem estivesse à sua volta quando usufruiam do seu vício: os fumadores.

É que, desculpem-me lá... eu até sou um tipo com uma paciência zen e que dificilmente se chateia, mas - quando num espaço de duas semanas dou com uma dúzia de condutores/acompanhantes a atirarem os cigarros pela janela fora (obviamente, quase sempre quando eu vou mesmo atrás deles, para poder assistir aos efeitos pirotécnicos do cigarro a saltar no asfalto e espalhar faúlhas por dúzias de metros; para não mencionar quando o mesmo chega a fazer richocete no meu - ou qualquer outro - veículo) é caso para me fazer escrever sobre isso.

É que - imagine-se - no mesmo espaço de tempo não vi ninguém a atirar outro tipo de lixo de dentro de um carro (algo que também existe, não vou negá-lo) mas neste caso, foram 100% de ocorrências apenas com cigarros!

Qual será a desculpa agora? Que o tal "respeito" pelos outros só funcionava em lugares fechados (e que, não sendo agora possível de executar, vingam-se na rua)? Que desculpa justificará atirarem os seus adorados cigarros pela janela fora, em vez de os guardarem carinhosamente nos seus cinzeiros?
(Como se não bastasse o facto de ser ilegal... mas aparentemente a lei, hoje em dia, é coisa que não diz muito a muita gente)

Eu não costumo ser de extremos, mas todos esses artistas que atiram cigarros em brasa pela janela dos seus veículos em andamento deviam passar 1 semana enterrados num cinzeiro tamanho gigante - já para não lhes agoirar que a sua casa se incendiasse com um desses coisos que lhes caísse nos curtinados.
(sim, é que já assisti a condutores e penduras a mandar cigarros para as bermas com plantação seca, em época "oficial" de incêndios)

Parece que a consciência social desta gente apenas dita que: "Eu fumo, mas picas no meu carro é que não!"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Snail Mail mais lento que Caracóis

Está provado que a designação Snail Mail (correio caracol) vulgarmente usado para diferenciar as cartas tradicionais dos seus congéneros electrónicos (e praticamente instântaneos) e-mails, tem razão de ser.

Um polaco que recebeu uma carta a 3 de Janeiro, que foi enviada como correio prioritário a 20 de Dezembro, resolveu fazer as contas... e concluiu que um caracol teria chegado mais depressa.

Michal Szybalski disse que foram necessárias 294 horas para que a carta chegasse a sua casa. A distância entre a sua casa e a pessoa que lhe enviou a carta são cerca de 11.1Km.

Com estes dados pode calcular-se a velocidade da carta como tendo sido 0.03775 km/h.
Ora, Szybalski calculou que a velocidade de um caracol de jardim é de cerca de 0.048 km/h, o que demonstra que chamar snail mail ao correio tradicional pode ser um insulto para os mesmos.

[Reuters]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Cancelamentos Netcabo

Pois... vocês já deviam estranhar estar tanto tempo sem falar do "melhor ISP Português".

E não, não venho falar da compra de um dos principais concorrentes, para que o monopólio seja ainda mais absoluto.

Desta vez venho falar das tácticas comerciais que a Netcabo utiliza com os seus clientes.

Há muitos meses atrás . pouco tempo depois da activação do serviço Netcabo - recebo um telefonema de um comercial da Netcabo que me propunha um negócio irresistível:
Na subscrição do serviço "Internet Security" - que nunca percebi o que faz, e que tinha recusado incialmente, visto que não estava interessado - oferecia-me um desconto mensal de 5 Euros.

Ora, o serviço custava cerca de 3 Euros, o desconto era de 5 - era uma oferta estúpida - mas lá aceitei... Mas só depois de ele me garantir que esse desconto não invalidava nenhum dos outros descontos que eu já possuía.
Assim foi, e lá fiquei eu a pagar 3 euros para ter desconto de 5...

Até que este mês, deparo-me com o pagamento do tal "serviço de segurança", mas sem qualquer desconto!
Aparentemente, este desconto não era vitalício, algo que o comercial convenienentemente se esqueçeu de mencionar. Mas pronto... era de esperar...

Pelo que, envio um email a pedir o cancelamento do dito serviço.

Ora... que me respondem eles?
"Por favor envie o seu número de cliente, BI, NIF" - e ainda - "a assinatura digitalizada"! Tcharam!!!

Então como é!?! Para aderir basta murmurar um "atchim" para o telefone, sem saberem com quem estão a falar - mas para cancelar o serviço é preciso assinatura digitalizada e todos os dados que eles já têm? Mas que é isto?
Daqui a pouco exigem análises ao sangue e ao DNA, não?

Obviamente, é simples - no próximo mês, caso ainda apareça o serviço de "segurança", irei descontá-lo ao valor total da factura.

Sim, que pagar por transferência bancária deu desconto - mas também já acabou - pelo que também vão deixar de me roubar cobrar directamente.
É da maneira que até deixo de pagar até que resolvam a situação do traffic shaping e packet filtering que me tem chateado ao longo destes três últimos meses sem que tenham a decência de me dar uma única resposta honesta.

Bem, em último caso posso sempre dar uso a uma linha ADSL por um ano, enquanto durar a "promoção".

domingo, 27 de janeiro de 2008

Atropela um Ciclista e Processa-o

Há notícias de ficar pasmado...

Um condutor espanhol que ia ao volante do seu luxuoso Audi A8 e que atropelou mortalmente um ciclista, pediu uma indeminização à família da vítima para cobrir os estragos no seu automóvel.

O ciclista seguia, de noite, sem luzes ou roupas reflectoras, nem capacete - no entanto, o condutor do automóvel seguia também em excesso de velocidade, facto que parece ter estado na origem do acidente.

Disse o condutor a um jornal:"Também sou uma vítima no meio de tudo isto, já que não há se pode resolver os problemas do rapaz, ao menos que resolvam os meus."

A família, que até tinha demonstrado empatia com a culpa que supunham que o condutor estivesse a sentir por ter morto o seu filho, ficam agora a saber que afinal, a preocupação dele é o dinheiro que terá que gastar para reparar o seu automóvel topo-de-gama.

E depois admiram-se que um pai "se passe dos carretos" e dê um tiro num gaijo destes...

[Reuters]

sábado, 26 de janeiro de 2008

Não vale um cú... vale mais!

Há cús e cús... e alguns parece que têm mais valor do que se poderia supôr à partida.
Que o diga a ABC, cadeia de TV nos EUA, que vai ter que pagar uma multa de $1.4 milhões de dólares por, em 2003 ter mostrado um rabiosque na série NYPD Blue.

A multa diz respeito a uma cena onde um rapaz surpreende uma mulher que se preparava para tomar banho. A cena mostrou "múltiplos close-ups" da "rabo desnudado" da mulher, dizem eles.

A definição de "indecência" do FCC (entidade americana que regula estas coisas) inclui cenas que "mostrem ou descrevam actividades sexuais ou excretórias de forma patentemente ofensiva" no horário entre a 06:00 e as 22:00.

A agência disse que o programa foi "indecente" porque o rabo é um orgão sexual e excretório.

... America, Land of the Freedom for All, desde que não se mostrem rabos!

Eu aconselhava aos senhores destes "bons costumes" passarem umas semanas de férias no Brasil, para passarem a olhar para estes "orgãos indecentes" com outros olhos...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Vivendo num ninho de cucus

Isto há dias de manhã em que um gajo mais vale de tarde não sair de casa à noite.

A passada quinta feira foi um dia desses. No curto espaço de 10 minutos a circular na cidade pude hoje verificar nada mais nada menos do que 4 situações de bradar aos céus.

A minha entrada da garagem fica numa rua sem saída que dá para uma rotunda. Mal tirei o carro da garagem reparo que está um carro estacionado na rotunda (o que é proibido pelo código da estrada). Mas este não estava parado num sítio qualquer, estava parado a meio do acesso para a minha rua!

Ora acontece que um dos carros que circulava na rotunda pretendia entrar na minha rua, e como tal viu-se impedido de passar. Imediatamente atrás os carros acumularam e toda a rotunda estava bloqueada. Tudo buzinava, mas o Sr, que se encontrava dentro do carro não se dignava a mexer o cuzinho. Estava à espera da Mulher que tinha ido ao Multibanco.

Com o buzinão insistente e tendo a mulher a chegar ao carro o condutor lá se dignou a mover o carro parando-o na mesma na rotunda, mas encostado ao triângulo central separador da entrada e saída da rua, e o trânsito começou então a fluir.

Ao passar por ele, naturalmente buzinei e abri os braços questionando “E então, como é??”. Fui recebido com um gentil “Vá à Merda!” por parte da delicada, elegante e educada esposa.

Indignado com a falta de respeito e de educação de certas pessoas continuei o meu caminho. Aproveitei então para meter gásoleo no meu carro, uma vez que existe uma bomba perto de minha casa que faz promoções às quintas-feiras.

Chegado à bomba fiquei admirado de a mesma não se encontrar “à pinha” como é habitual naqueles dias de promoção. As quatro bombas existentes permitem a 8 carros abastecer em simultâneo, mas na altura que entrei apenas 3 locais se encontravam ocupados e em fase final do abastecimento.

Quando acabei de abastecer, os restantes três carros haviam já saído e eu preparava-me para me dirigir à caixa para pagamento. Nesse exacto momento um novo carro entra na estação de serviço, e apesar de possuir 7 lugares onde poderia abastecer, este opta por se colocar atrás do meu carro. Parei o meu trajecto nem acreditando no que estava a ver. Porque raio haveria alguém de preferir esperar que eu acabasse o pagamento para poder abastecer quando existiam 7 lugares vagos?

Fiquei, e sem exageros, cerca de 30 segundos a olhar para o gajo pensando que ele só poderia ser maluco, tendo depois retomado o meu trajecto.

Quando volto da caixa, para minha estupefacção, e apesar de os 7 lugares se manterem vazios tenho não um, mas sim DOIS carros parados atrás do meu.

Os loucos estavam à solta, e eu estava naquele dia a apanha-los todos!

Entrei no carro e sai da bomba o mais rapidamente possível. Fui levar a minha esposa ao trabalho e voltei para o meu que fica a cerca de 5 minutos a pé de casa.

Infelizmente não encontrei lugar onde estacionar o carro, e dado que o tinha de parar longe, optei por o ir parar a casa. Afinal ainda tinha tempo de sobra para isso!

Ao entrar na minha rua, que recordo não tem saída, encontro um homem com uma bata cor champanhe, que deveria ser electricista ou algo assim a atravessar a rua com as costas viradas para mim, e a olhar para o ar como que à procura de qualquer coisa.

Aproximei-me dele, sem que ele alterasse a sua pesquisa, mantendo-se a atravessar a rua de costas para mim.

Dado não o pretender atropelar, pura e simplesmente quando estava a cerca de 2/3 metros dele, imobilizei o meu carro para o deixar passar. Ele não me viu!

De repente, um lampejo de inteligência deve ter-lhe passado pela cabeça, apercebendo-se que estava no meio da rua. Virou-se de repente dando com o meu carro, e a reacção instintiva e felina foi de mandar um valente grito e saltar desamparado para trás.

Era impossível, eu estava com toda a certeza num manicómio e não sabia!

Estaciono o carro na garagem e venho trabalhar. Vejo um novo artista a estacionar junto ao passeio na rotunda. Este para alem de cometer a violação do código da estrada ao estacionar numa rotunda, vinha a falar ao telemóvel.

Nesse instante, apressei o passo, mantive a cabeça a olhar em frente e corri para o trabalho de onde, felizmente só saí à noite. Livrei-me assim de encontrar mais malucos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Mulheres Histéricas e Vibradores

Agora aqui está um artigo que fez com que a minha percepção de "histeria" nunca mais fosse a mesma. (Fui dar com ele graças ao Conversas do Bruno)

A acreditar no mesmo, a profissão de médico no século 19 parecia ser bem mais divertida que a actual - dependendo de quem aparecesse à porta do consultório.

Tudo isto porque, uma vez que se acreditava que as mulheres não tinham apetite sexual, a sua "satisfação" não era tido em conta, causando grandes frustrações nas mesmas - que originavam a tal "histeria". (Aliás, "histeria" deriva da palavra Grega para "útero")

Queixas crónicas, ansiedade, insónia, irritabilidade, fantasias eróticas, e vagina húmida, tudo isto eram sintomas da histeria feminina - que não passava afinal de "falta de peso".

No entanto, não se pense que os homens eram insensíveis a estas questões.
No século 13, os médicos aconselhavam o uso de dildos - oh oh, e pensavam vocês que dildos eram coisas modernas...
Pelo século 16, as coisas já tinham evoluído, e as mulheres "histéricas" eram incentivadas a provocar o desejo dos seus maridos. Para mulheres solteiras, viúvas, e restantes histéricas, aconselhava-se uns passeios a cavalo, que por vezes provocava estimulação suficiente para que atingissem o orgasmo.
(Estou mesmo a ver as conversas: "Ò marido, espera aí um bocado que vou dar uma volta de cavalo...")
Mas o cavalo nem sempre satisfazia, e no século 17, com a evolução dos "bons costumes" - e apregoando-se que a masturbação era uma coisa demoníaca - os dildos deixaram de ser uma opção. No entanto, a lei da procura e da oferta logo se encarregou de arranjar alternativa politicamente correcta: massagens genitais proporcionadas por médicos ou parteiras.
Agora sim, havia "profissionais" interessados em curar as mulheres de toda aquela "histeria", estimulando o clitóris e proporcionando um intenso e libertador "paróxismo", a que ninguém chamava orgasmo - porque como toda a gente sabia, a mulher não tinha dessas coisas!

No século 19, o "paróximos"assistido por médicos era um negócio firmemente enraizado na sociedade. Embora muitas condições médicas tivessem curas duvidosas, a "histeria" era um caso que se curava com resultados visíveis - com muitas mulheres regressando regularmente aos consultórios, em busca de nova "dose".
No entanto, e voltando ao assunto inicial, tudo isto tinha um grande inconveniente - os dedos dos médicos muitas vezes não tinham endurance suficiente para "curar" toda a gente. E como a necessidade é mãe de todas as invenções, isto deu origem a artefactos movidos a água e vapor - mas que eram pouco práticos, e por vezes até perigosos.
Só com o aparecimento da electricidade em 1880, foi inventado o vibrador electromecânico, patenteado por um médico inglês, Dr. Joseph Mortimer Granville. Para colocar as coisas em perspectiva, o vibrador foi inventado mais de uma década antes do aspirador, e do ferro de engomar eléctrico.
No entanto, foi o início do fim do "profissionalismo" médico. Com os vibradores a estarem acessíveis ao grande público a preços acessíveis, as mulheres podiam agora tratar da sua "histeria" em casa, à sua vontade. No início do século 20, os vibradores eram anunciado em todas as publicações como um objecto bem apreciado pela sua utilidade.
No entanto, com o aparecimento do cinema, os vibradores começaram a ser usado em filmes pornográficos e rapidamente perderam o seu estatuto social. Os anúncios desapareceram, e até à década de 70 era praticamente impossível encontrá-los.

Actualmente, estima-se que cerca de 25% das mulheres tenham um vibrador.

Da próxima vez que o usarem, lembrem-se que se não fossem os dedos cansados de um médico no fim do século 19, talvez a história fosse outra.


Se alguma das nossas leitoras, com mais de 120 anos, quiser dar o relato em primeira mão de como as coisas se passavam no início do séc. XX, agradece-se! :)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Fumaça, a vingança do Herói

É engraçado ver algumas reacções...
Ao "rumor" de que se iria voltar a fumar nas discotecas - muitos lançaram gritos de vitória, alegando que não existe "bom ambiente" sem fumo (se bem que não percebo a lógica deste pensamento - mas aliás, não percebo a lógica de quem encharca os seus pulmões de fumo, assim como os das pessoas que os rodeiam.)

As discotecas seriam uma "excepção" - mas aparentemente essa "vitória" foi de curta duração, porque rapidamente a verdade foi reposta.

Parece que vamos ter que continuar a aguentar uns reboliços esfumatórios durante mais uns tempos - pelo menos até que o vício deixe de toldar a (ir)racionalidade desses fundamentalistas que acham que o seu fundamentalismo vale mais que a saúde dos outros.

Loja do Cidadão

Loja do cidadão em Aveiro

Atleta sem Pernas Proibido de Correr

Olhem só a discriminação...


Oscar Pistorius, um atleta sem pernas, foi proibido de correr nos próximos jogos Olímpicos.
O motivo é que pode não ser aquele que vocês imaginam: ele é rápido demais!

O atleta sul-africano, também conhecido como "Blade Runner" utiliza duas lâminas (blades) em fibra de carbono como pés, que foram considerados como sendo demasiado vantajosos para o atleta em relação aos restantes atletas de "duas pernas".

Cá para mim, eles têm medo é que as corridas comecem a ser dominadas por corredores pernetas, as lutas de boxe por lutadores sem braços, e as organizações por administradores sem cabeça.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Photoshop vai passar a fazer parte da Maquilhagem

Todos sabemos quem uma imagem vale mil palavras (se ignorarmos que, com o IVA e IRS, só temos direito a cerca de 550 depois de impostos,) - e um vídeo então... oh oh... é mesmo algo sem preço.

E o vídeo de hoje demonstra o tempo perdido que muitas raparigas, moças e senhoras, deste mundo teimam em desperdiçar na tentativa de se parecerem com as modelos que enfeitam os cartazes deste país à beira mar plantado.





Portanto, não se deixem cair em exageros. Quando muito, atirem com o Photoshop para dentro da vossa bagagem e preocupem-se é com o que interessa.

Se dantes o "ver para crer" ainda poderia ter algum valor, hoje em dia nem isso.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Olhá a Aspirina Baratinha!

Não é que fosse preciso dizê-lo novamente mas...

Os gigantes farmacêuticos gastam mais dinheiro em publicidade do que em investigação e desenvolvimento de novos remédios. Mais concretamente... o DOBRO.

The researchers’ estimate is based on the systematic collection of data directly from the industry and doctors during 2004, which shows the U.S. pharmaceutical industry spent 24.4% of the sales dollar on promotion, versus 13.4% for research and development, as a percentage of US domestic sales of US$235.4 billion.

In case you are wondering who made this study well the research is co-authored by PhD candidate Marc-André Gagnon, who led the study and Joel Lexchin, a long-time researcher of pharmaceutical promotion, Toronto physician, and Associate Chair of York’s School of Health Policy & Management in the Faculty of Health.

(via ZMEScience)

Portanto, vejam lá se da próxima vez que forem ao supermercado, passem nas novas áreas de medicamentos e façam o favor de lhes demonstrar que a publicidade funciona.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Tens um Ford? Tás "fordido"!

Não sei se isto conta como sinal de que um Apocalipse se aproxima, mas... digam-me vocês:

Os membros de um clube de fãs dos Ford Mustang decidiram fazer um calendário usando as fotografias dos seus tão adorados veículos.
Até aqui tudo bem, não? Não!

É que foram contactador por uma empresa de advogados que representa a Ford, dizendo que não podem usar os deles (da Ford) porque a Ford detém todos os direitos relativos à sua imagem - incluindo as fotos que uma pessoa tire ao seu próprio carro!

PIMBA! Toma lá que para a próxima compras um Daewoo, ou um daqueles AXIAM modelo "sofá com rodas"!

Acho que alguém na Ford deve fazer parte da RIAA, e achou que também está na altura dos fabricantes de automóveis tratarem os seus clientes (e fãs!) como criminosos.
Excusado será dizer que alguns deles poderam seriamente nunca mais comprar veículos desta marca...

sábado, 12 de janeiro de 2008

Queres uma sala para não fumadores?

Queres é ir para a rua, olha-me este, não quer levar com fumo.

Pega lá que já almoçaste!

Isto não é ficção, passou-se na cidade de Buesum, na Alemanha, em que um proprietário de uma pequena companhia de tecnologia está a ser processado por demitir 3 funcionários não fumadores, para os substituir por outros, fumadores!

Segundo o que se pode ler neste artigo do Sol, o proprietário, Thomas Jenssen, disse que os três funcionários estavam "a interferir na tranquilidade da corporação" e que decidiu substituir os três por fumadores porque eles "se adaptariam melhor".

"Estamos ao telefone a maior parte do tempo e é mais fácil trabalhar enquanto fumamos" , disse Jenssen ao Jornal Alemão Hamburger Morgenpost.


"Todos se queixam dos fumadores mas agora o jogo mudou. Eu, pelo menos, agora só vou contratar fumadores»".


E como não podia deixar de ser, já veio um advogado dizer que os 3 funcionários demitidos têm boas hipóteses de ganhar o processo em tribunal, visto que "não podem ser punidos por terem defendido um direito, como o da saúde".


Mas... havia dúvidas? Anda tudo doido? Se eu fumasse actualmente, sabendo os efeitos nocivos para a saúde dos outros, evitava fumar em espaços fechados, em respeito das outras pessoas, funcionários de espaços comerciais inclusivé, era o mínimo que eu poderia fazer, porque o meu fumo não tem de prejudicar ninguém, só a mim próprio.


É certo e sabido que grande parte dos fumadores se está marimbando para esta situação, e fumam onde lhes apetecer, onde lhes souber melhor, e o pensamento que passa pela maioria das cabeças é "quem está mal que se mude". Certo!


Mas agora há uma lei que protege a saúde das pessoas, que isto só pelo civismo e respeito não ia lá, e então há que acordar prá vida, e ir fumar em espaços abertos ou espaços bem ventilados e autorizados para o efeito, ponto final!


Digo-vos já que fico muito contente com esta lei, porque tenho vários amigos com quem saio, que me dizem que já andam a fumar menos, alguns andam mesmo a pensar deixar e uma antiga colega minha que fumava vários cigarros durante o dia, agora não fuma um único cigarro quando está a trabalhar. Acreditem, fico contente por todos eles! :)


encontrei a notícia no [ xicórias e xicorações ]

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Olha o BUS, toca a andar!

Tchiii!!! Vejam-me isto.

Em São Francisco (EUA) os autocarros vão tornar-se "Big Brothers". Fartos das complicações de trânsito causadas pelos automobilistas que deixam os seus carros parados ou estacionados nas faixas do BUS, os autocarros vão passar a ter umas câmaras que fotografam os infractores que receberão uma multa de $100.

Não me importava nada que implementassem isto cá em Portugal, todos os dias tenho que gramar com gente que acha que o seu tempo é mais valioso que o meu, e que pára na faixa de rodagem para ir ali ou acolá, ou até mesmo irem ao Multibanco levantar dinheiro.

Ora se eu muitas vezes tenho que deixar o carro a quilómetros de distância para fazer o mesmo, serei eu um cidadão de segunda classe porque me preocupo em não interromper o trânsito?

Só não sei se haveria espaço em disco suficiente para os autocarros portugueses tirarem fotografias a todos os infractores que encontrariam diariamente...

via [AutoblogGreen]

P.S. Uma vez que a lei do tabaco até se está a cumprir, não seria altura de fazer cumprir todas as outras leis que diariamente são desrespeitadas sem que nada seja feito?
E eu começava mesmo com os milhares de carros estacionados em locais proibidos que entopem o trânsito nas nossas cidades.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Jeremy Clarkson sente na pele a picada "digital"

Jeremy Clarkson, o conhecido apresentador do programa automobilístico Top Gear da BBC foi "roubado" depois de ter publicado detalhes da sua conta bancária na sua coluna jornalística.

O apresentador publicou aquela informação depois de todo o barulho gerado em torno da perda dos dados pessoais de 25 milhões de pessoas em dois discos.

Ele queria provar que o problema não era tão grave como se falava, e que os dados não poderiam ser usados para lesar as pessoas.


"Tudo o que podem fazer com estes dados é depositar-me dinheiro na conta. Não poderão tirá-lo. Honestamente, não sei porque se está a fazer tanto barulho acerca disto," disse ele aos seus leitores.

Mas na semana seguinte, as palavras eram outras.

"Abri o meu extracto bancário esta manhã e descobri que alguém fez um débito directo na minha conta que automaticamente me retirou £500," disse ele.

"O banco não pode descobrir quem foi o responsável por causa do Data Protection Act e também não podem impedir que tal volte a acontecer de novo."

"Estava errado e paguei por isso."

Clarkson agora pensa o seguinte: "Ao contrário do que disse anteriormente, devemos perseguir os idiotas que perderam os discos cheios de dados, e espetar-lhes palitos nos olhos até que implorem por misericórdia."

via [BBC]

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

i'll be back.. and kick Bush in the face.


Qualquer Terminator que se preze sabe que o aquecimento global vai tornar mais difícil a sobrevivência do John Connor num futuro próximo.

Ora, não é novidade nenhuma que os EUA andam a fugir ao Protocolo de Quioto, e a todas as decisões positivas que são tomadas em cimeiras em relação ao clima.

Ao fugirem com o rabo à seringa, impedem também que hajam iniciativas positivas dentro dos próprios Estados Unidos. Iniciativas como a da Califórnia por exemplo, que queriam aplicar uma lei para a redução das emissões de gases com efeito de estufa por parte dos automóveis.

Mas o nosso amigo Bush e a famosa EPA (
Agência Federal do Ambiente) recusaram estas iniciativas. Acho que esta agência de "ambiente" só tem mesmo o nome.

Foi então que o grande Terminator, governador Arnold Schwarzenegger, que considerou ser "inconcebível que o governo federal impeça a Califórnia e 19 outros Estados de adoptar as medidas", pegou nas armas mais uma vez e apresentou, oficialmente, queixa contra o governo dos Estados Unidos.

He's back!! Mái nada! :D


[ in Jornal de Notícias ]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ah, não pode?

Isto só mesmo por aqui.



Mal entra a lei anti-tabaco em vigor, já se apanha um xico-esperto a fumar.
Mais do que sabido que isto aconteceria, ainda mais no dia 1 de Janeiro... ninguém se acostumou ainda à idéia, é natural...

Mas daí a apanharem o António Nunes, PRESIDENTE DA ASAE a fumar num casino nos arredores de Lisboa já começa a ser um bocadinho a puxar pró exagero...

Um fotógrafo do Diário de Notícias apanhou-o em flagrante, e depois de confrontado o comentário dele foi

"ah e tal, não sabia que nos casinos também não se podia"...

Ora pois! Então sempre quando o senhor agente da autoridade vier mandar vir quando eu tiver a fazer asneira, é tirinho certeiro:

"O quê??? Não posso andar aqui a assassinar fumadores dentro dos cafés? É proibido? Ó xôr guarda, pelo amor de Deus, eu não sabia!!!"

E pronto, saio dali a andar com uma reprimenda, uma foto no Diário de Notícias, e um cadito de sangue na roupa, nada grave.

Poupem-me destas palhaçadas.

Fonte: Reuters
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