sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Lei do Tabaco


Ontem ouvi na TSF que a Associação Nacional de Discotecas vai enviar uma petição ao governo para ver se consegue uma alteração à nova lei do tabaco, antes desta entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2008.

O Ministro da saúde já alertou que esta nova lei pretende que o ar seja limpo nos espaços fechados, avisando até que não haveria qualquer tipo de créditos aos estabelecimentos, que optando por ser um espaço de fumo, quiserem fazer as obras/modificações necessárias para estarem de acordo com a lei.

O Director-Geral da Saúde, Francisco Jorge, admite que a aplicação da nova lei vai ser difícil. «Há interesses em confronto, entre aqueles que exigem a aplicação da lei e aqueles que consideram que fumar é um direito». «Mas não é um direito porque prejudica a saúde de quem não fuma. É um direito natural de todos os portugueses respirarem ar limpo, sobretudo em espaços públicos fechados», disse Francisco George à TSF.

Os argumentos usados pela associação para justificar uma alteração à lei, não podiam ser mais contrários ao que se pretende conseguir para a qualidade do ar em Portugal.

O mais óbvio de todos e também o mais usado: "vamos perder clientes". Sim, é certo que os fumadores agora deixem de sair de casa e nunca mais frequentem qualquer espaço comercial, da mesma maneira que os não fumadores também ficavam sempre em casa antes. Ai.. o drama.. o drama...

Os argumentos que se seguem são dignos de um episódio do "Diz que é uma espécie de magazine", a sério!

"A Lei do álcool demorou 1 ano a ser aplicada! "Sim, claro, estou a perceber perfeitamente a comparação da proibição da venda álcool a menores e outras medidas que tais e poder-se fumar em qualquer sítio fechado. Perfeitamente!!!

"A Lei do cinto de segurança demorou uns 5 anos a ser aplicada! "Ahhhhh... o cinto de segurança, essa coisa fútil e desnecessária!!! Era dar uns 10 anos de tolerância para aplicar a lei do tabaco então!! Com estas maravilhosas comparações, os argumentos destes lobbys sobem para um nível que fica difícil de acompanhar... o_0

Bom, fiquem atentos às vossas caixas de correio, que a partir de 1 de Dezembro o Governo vai enviar publicidade, para informar e cativar as pessoas ao cumprimento da Lei do Tabaco, que entra em vigor a 01 de Janeiro de 2008.

E nós esperamos ansiosos por este ano novo, vida nova e ar mais puro! =)

Militar da GNR assalta BPI

Eu sei que a vida está difícil... mas...

Quando lemos uma coisa destas: GNR detido em flagrante ao sétimo assalto a banco
Um militar da GNR tentou assaltar ontem de manhã uma agência do BPI, situada em Sassoeiros, na freguesia de Carcavelos, mas foi detido já na rua por agentes da PSP da esquadra da Parede, em Cascais. A tentativa falhada ocorreu por volta das 09.00. O militar dirigiu-se ao balcão, abordou o funcionário e entregou-lhe uma folha em branco onde referiria. "Isto é um assalto passe para cá o dinheiro." O funcionário não cedeu à ameaça e accionou o alarme. Na PJ, há vários mandados de detenção para executar.
E depois uns parágrafos abaixo...
foi ontem presente a um juiz de instrução criminal do Tribunal de Cascais, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção mais leve - termo de identidade e residência.
Não é caso para dizer: mas que se passa neste país?

Uma figura que suspostamente representa a autoridade comete um crime destes (aparentemente pela 7ª vez!) e recebe a medida de coacção mais leve!?!

Não seria este um caso que deveria ser tratado de forma exemplar, demonstrado que este comportamente é inadmissível - sendo pior ainda quando cometido por um agente da autoridade!?!

Eu vou é mudar-me para outras coordenadas... tipo... a Antárctida talvez...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Factura da TVCabo

Já não é a primeira vez que me acontece, e agora, a segunda vez que reparo nisto, tenho mesmo de vos falar dos milhões da tvcabo.

Têm por hábito verificar a factura da tvcabo?

O pessoal que tem internet, antes do tráfego ilimitado, verificava sempre para ver se apareciam alguns consumos extra (e pelo que parece não eram poucas as vezes que se davam conta de cobranças indevidas).

Eu já tinha reparado há algum tempo atrás, nalguns valores indevidamente cobrados na minha factura da tvcabo, dos quais eu me queixei e foi devolvido o dinheiro passado algum tempo (sim, demorou, e só ao fim de vários telefonemas com a tvcabo e só resolvido quando fui ao serviço de apoio destes senhores numa loja tvcabo).

Pois agora aconteceu de novo, mas isto quase que já parece artimanha para enriquecer mais um bocadinho à custa dos mais distraídos.

Imaginem que vos aparece o serviço de internet (por exemplo) assim discriminado na factura:

Netcabo8MPremium - 11/10/2007 - 31/10/2007 -> 31,07 Eur.
Netcabo8MPremium - 01/10/2007 - 11/10/2007 -> 16,27 Eur.


Em vez de ter os habituais 45 Euros mensais, aparecem 47,34 Euros. Cobraram 2 vezes o dia 11 com esta brincadeira de fazerem ali aquela bela divisão em dois (vá-se lá saber porquê).

E claro, eu não paguei esta factura, protestei, e já veio corrigido na factura do mês seguinte (que veio acompanhada com carta a avisar do cancelamento do serviço caso não procedesse ao pagamento da mesma).

E assim de repente ponho-me a pensar nos milhares de pessoas que não estão atentas à sua factura da tvcabo...

...e nos milhões que a tvcabo mete ao bolso com estes enganos tão convenientes.

o_0

Braga Invade Portugal

Não sei se esta expressão é comum ao resto do país, mas pelo menos por aqui diz-se que uma pessoa que não fecha as portas, "é de Braga".

Pois bem, não tenho nada contra os bracarenses, mas aparentemente anda uma invasão deles por aí.

Acho incrível as dezenas de pessoas que empurram uma porta que diz "puxe", e puxam uma porta que diz "empurre". Obviamente isso não é o pior... o pior é que com o frio que está, essas pessoas calorentas entram em qualquer sítio e deixam a porta escancarada - o que me chateia profundamente quando se trata de um sítio como os balneários de uma piscina!

Fds, são necessários assim tantos neurónios para executar uma simples regra de boa educação?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Scroogled em Português

E se um dia, a companhia que todos nós gostamos e usamos diariamente, deixasse de ser "boazinha"? Como seria a vida num mundo em que o Google fosse usado da pior forma?

É esta a premissa desta curta estória de ficção, escrita por Cory Doctorow que tive o prazer de traduzir e adaptar para a nossa língua.

Disponível para download em formato .txt

Scroogled

de Cory Doctorow
Tradução/adaptação para Português: Carlos Martins

"Dêem-me seis linhas escritas pelo mais honrado dos Homens, e encontrarei nelas uma desculpa para o enforcar." — Cardeal Richelieu

"Não sabemos o suficiente sobre si." —CEO do Google Eric Schmidt

Greg aterrou no Aeroporto Internacional de São Francisco às 8h da tarde, mas pela altura em que finalmente chegou à frente da fila para a alfândega, já passava da meia-noite. Tinha saído da cabina da primeira classe, bronzeado perfeito, a barba por fazer, depois de um mês de praia no Cabo (mergulhando três dias por semana, seduzindo estudantes Francesas no resto do tempo.) Quando tinha saído da cidade, um mês antes, era um destroço andante de ombros descaídos e barrigudo. Agora, era um deus bronzeado, que atraía olhares das hospedeiras na frente do avião.
...
(link para a estória completa)

sábado, 24 de novembro de 2007

Acidentes de Merda

Cliquem na imagem e leiam. Leiam...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Aumentos em Portugal - a solução para a crise

Já era sem tempo!... Que tal vos parece um aumento de 30% em três anos? Humm? Parece-vos bem? 10% ao ano?

Pois a mim também pareceria... não fosse o aumento ser nas despesas e não nos ordenados.
Mais concretamente este é o aumento que nos foram impingindo nos combustíveis, e que nos vai saindo da carteira de cada vez que pomos o carro em andamento.


Ora veja-se o gráfico da evolução do preço do gasóleo nos últimos anos...
(com uma linha de tendência futura que até é bem optimista)

Em Junho de 2005, um litro de gasóleo custava 0,85 Euros; actualmente já vai em 1,13 Eur. - e o mais preocupante é que a seguir a tendência das últimas semanas, no fim do ano já será bastante mais!



Estes valores são os que eu tenho guardados do meu uso pessoal - costumo meter sempre nas gasolineiras mais baratas, ou as que oferecem descontos: em Espinho a Repsol à segunda-feira tem 5 cêntimos de desconto por litro - portanto estas minhas estatísticas andam desfasadas "para baixo" pelo menos 5 cêntimos.

Refira-se também que não consegui encontrar nenhuns dados oficiais com a evolução do preço dos combustíveis ao longo dos anos. Aliás, nem as gasolineiras disponibilizam os preços actuais em lado nenhum! É mesmo uma pouca vergonha! Devem achar que se não publicarem os dados, o Zé Povinho não repara...

Felizmente gosto de ter tudo controlado, e tenho todos estes dados guardados (consumos do carro, preços, etc.)

Ou seja, cêntimo a cêntimo (e tendo em conta que os aumentos de ordenado nestes três últimos anos foram praticamente nulos ou efectivamente negativos) o que é certo é que os Portugueses gastam mais de 30% do que gastavam em combustíveis há três anos atrás - mais ainda se considerarmos os outros aumentos: EDP, água, comida, etc.

Em vez de nos andarem a depenar a conta gotas, eu iria sugerir uma terapia de choque:

Ponham já o preço dos combustíveis a 5 Euros por litro! Ou melhor, 10 Euros/litro!
Pronto, fica logo arrumado o assunto! 99% da população fica logo "encalhada" e obrigada a andar de transportes públicos, acaba-se a poluição no centro das cidades... é so vantagens!

E melhor de tudo, os Portugueses passam a ter mais umas centenas de euros por mês, poupando o que antes gastavam em combustíveis.

Se o pessoal quiser sair ao fim de semana, tem que se juntar para pagar o combustível a meias (até incentiva a camaradagem e tudo - mais uma vantagem).

Acabam-se os engarrafamentos, deixa de ser preciso construir mais auto-estradas e sei lá que mais - a Brisa vai à falência porque ninguém passa nas portagens (era bom era!) - incentiva-se o uso de bicicletas... errr... lá vinha mais um imposto sobre as bicicletas... (mas de certeza que ficava mais barato que o novo Imposto de Circulação ou lá como se chama)
Conclusão, eram mais vantagens que desvantagens.

Portanto: proponho uma Petição para aumentar o preço dos combustíveis!

Que tal? Apoiam-me nesta luta?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

o orkut mandou-me suicidar!

Um adolescente de 14 anos residente em Vale de Cambra automutilou-se e estava com ideias de se suicidar junto com um amigo seu.

Partilhou esse pensamento com uma amiga que por sua vez avisou a mãe que foi alertar a PSP de Aveiro.

Uma comissão de protecção de crianças e jovens em risco já está em cima do assunto.

Pois parece que foi numa rede social que o jovem ficou com estas ideias de suicídio e automutilação, nomeadamente o orkut, que pertence ao google.

Aquele indivíduo português que há uns tempos dizia na TSF que se devia bloquear os sites que dessem dicas "como se suicidar" e outras que tais, deve estar agora aos saltinhos e a bradar aos 4 ventos:

"eu disse-vos!! eu disse-vos!!! a net é do demo!!! ai é é..."

ou então: "o google é do demo"

...que já passou de moda andar sempre atrás da microsoft.

apesar desta última também lhe dar forte na censura e encerrar blogs porque promoviam a anorexia.


via [ ciberia ]

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Onde está o Wally? - versão "oily"

Rapidamente se percebe porque se ouve falar sempre dos mesmos países nas notícias...


Resta-nos o "consolo" (se é que se pode dizer isso) de vivermos na época em que assistiremos ao fim dos combustíveis fósseis. Sem dúvida que daqui a 50 anos o mapa das potências "energéticas" será bem diferente - se ainda existir um Mundo onde se possa viver.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Stop ao autarca

Na noite de 9 para 10 de Novembro, a PSP realizou uma operação Stop em Viseu, em que foram controlados por radar 873 veículos, tendo sido registadas 68 infracções (excesso de velocidade, excesso de álcool no sangue, etc...).

A operação especial foi acompanhada pelo Governador Civil de Viseu, Acácio Pinto, bem como alguns jornalistas, e pretendia sensibilizar os condutores para a velocidade excessiva.

Foi um festim, pois foram "apanhados" muitos condutores em excesso de velocidade, isto numa zona onde já são conhecidos vários atropelamentos, inclusive numa passadeira.

Uma operação de louvar portanto, apesar das críticas de alguns condutores de que se tratava de uma "caça à multa".

Perto das 24h, um agente da patrulha manda parar um jeep que seguia em excesso de velocidade. O condutor era o Presidente da Câmara, Fernando Ruas, que foi logo "atendido" pelo Governador Civil, que lhe explicou o âmbito da operação, e logo a seguir Fernando Ruas recebeu ordem para seguir.

De acordo com informações do Comandante da PSP, o autarca seguia a 89 km/h num local que tem como limite os 50 km/h, e só não foi identificado, aparentemente, por uma descoordenação entre agentes da patrulha.

Nós achamos mal que ele não tenha sido autuado, e o próprio autarca pelos vistos também, como referiu numa reunião com os presidentes das juntas de freguesia na semana seguinte:

“ninguém me perguntou nada. Fui gentilmente cumprimentado por uma entidade e fui-me embora normalmente”.

Infelizmente, ainda impera em Portugal este facilitismo face às "pessoas importantes"...

As leis são para todos, mas quem se lixa é sempre o cidadão.


via [ Jornal do Centro ]

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Miss Minas Terrestres Angola 2008

Criada por um artista Norueguês (Morten Traavik), esta competição tem sido controversa - mas é exactamente esse o seu propósito.

No seu manifesto podem ler-se alguns dos seus objectivos:
THE MISS LANDMINE MANIFESTO
* Female pride and empowerment.
* Disabled pride and empowerment.

* Global and local landmine awareness and information.

* Challenge inferiority and/or guilt complexes that hinder creativity- historical, cultural, social, personal, African, European.

* Question established concepts of physical perfection.

* Challenge old and ingrown concepts of cultural cooperation.

* Celebrate true beauty.

* Replace the passive term 'Victim' with the active term 'Survivor
Quanto a mim, todos os meios são bons para impedir que o mundo dito "civilizado" se esqueça do que se passa nestas regiões - particularmente nestas com quem temos fortes ligações.

Link oficial [Miss Landmine Angola]

domingo, 18 de novembro de 2007

Scroogled

E se um dia, a companhia que todos nós gostamos e usamos diariamente, deixasse de ser "boazinha"? Como seria a vida num mundo em que o Google fosse usado da pior forma?
É esta a premissa desta curta estória de ficção, escrita por Cory Doctorow que tive o prazer de traduzir e adaptar para a nossa língua.

Disponível para download em formato .txt

Scroogled

de Cory Doctorow
Tradução/adaptação para Português PT [Portugal]: Carlos Martins

"Dêem-me seis linhas escritas pelo mais honrado dos Homens, e encontrarei nelas uma desculpa para o enforcar." — Cardeal Richelieu

"Não sabemos o suficiente sobre si." —CEO do Google Eric Schmidt

Greg aterrou no Aeroporto Internacional de São Francisco às 8h da tarde, mas pela altura em que finalmente chegou à frente da fila para a alfândega, já passava da meia-noite. Tinha saído da cabina da primeira classe, bronzeado perfeito, a barba por fazer, depois de um mês de praia no Cabo (mergulhando três dias por semana, seduzindo estudantes Francesas no resto do tempo.) Quando tinha saído da cidade, um mês antes, era um destroço andante de ombros descaídos e barrigudo. Agora, era um deus bronzeado, que atraía olhares das hospedeiras na frente do avião.

Depois de quatro horas na fila para a alfândega, tinha novamente passado de deus a mero mortal. O seu aspecto admirável estava gasto, suor escorria pelo rego do seu traseiro, e os seus ombros e pescoço estavam tão tensos que o seu tronco parecia uma raquete de ténis. A bateria do seu iPod já se tinha esgotado há muito, deixando-o sem nada para fazer senão escutar a conversa do casal de meia-idade que se encontrava à sua frente.

"As maravilhas da tecnologia moderna," disse a mulher, referindo-se a um sinal que estava por perto: Imigração – Powered by Google.

"Não era suposto começarem apenas no próximo mês?" disso o homem, que alternadamente usava e segurava um sombrero de grandes dimensões.

Googlando na fronteira. Jesus. Greg tinha vendido todas as suas acções do Google seis meses antes, esperando aproveitar algum tempo para si próprio – algo que se revelou menos recompensador do que ele esperava. Na maior parte do tempo dos cinco meses que se seguiram, deu consigo a arranjar os PCs dos amigos, ver TV durante o dia, e ganhando quase 5Kg de peso, que culpava ser devido ao tempo que passava em casa em vez de estar no Googleplex, seguindo o seu programa físico de 24h no ginásio.

Ele já devia ter imaginado. O governo dos Estados Unidos tinha estourado $15 biliões de dólares num programa para capturar impressões digitais e fotografias nas fronteiras, sem que tivesse apanhado um único terrorista. Era óbvio que o sector público não estava equipado para proceder a essas pesquisas de forma adequada.

O agente da DHS (Departamento de Segurança Nacional) observava as malas que tinha à sua frente, enquanto ia espreitando o que se passava no seu ecrã, vagarosamente carregando nas teclas com os seus dedos gordos como salsichas. Não admirava que estivesse a demorar 4h para sair do raio do aeroporto.

"Boa noite," disse Greg, entregando o seu passaporte suado ao agente. O agente grunhiu algo e passou-o no leitor, olhando para o ecrã enquanto batia com os dedos. Ele tinha uns restos de comida ressequida no canto da sua boca, e a sua língua ia saindo e lambendo o que restava.

"Quer dizer-me sobre Junho de 1998?"

Greg olhou para ele e disse. "Desculpe?"

"Você colocou uma mensagem em alt.burningman a 17 de Junho de 1998, sobre os seus planos para ir a um festival. Perguntou 'São os shrooms assim tão má ideia?'"

O interrogador na sala de controlo era um homem mais velho, tão magro que parecia que tinha sido esculpido de madeira. As suas perguntas iam muito mais além que os shrooms.

"Fale-me sobre os seus hobbies. Você está envolvido com Foguetões em miniatura?"

"O quê?"

"Foguetões em miniatura."

"Não," disse Greg, "Não, não estou." Já imaginando o rumo que a conversa estava a tomar.

O homem tomou umas notas, e carregou numas teclas. "É que, pergunto isto porque vejo um grande número de anúncios relacionados com foguetões miniatura nos seus resultados de pesquisa e Google mail."

Greg sentiu um aperto. "Você está a ver os meus resultados de pesquisas e e-mail?" Ele não tocava num teclado de computador há mais de um mês, mas sabia que o quer que tivesse introduzido naquele campo de pesquisa seria bem mais revelador do que tudo o que ele já tinha dito ao seu psiquiatra.

"Senhor, tenha calma, por favor. Não, não estou a ver as suas pesquisas," disse o homem em tom de gozo. "Isso seria anti-constitucional. Nós apenas vemos os anúncios que aparecem quando você lê o seu e-mail e faz as suas pesquisas. Tenho aqui uma brochura que explica tudo. Poderá lê-la quando estivermos terminados."

"Mas os anúncios não significam nada," retorquiu Greg. "Eu levo com anúncios para toques de telemóvel da Ann Coulter sempre que recebo um e-mail de algum amigo em Coulter, Iowa!"

O homem acenou em concordância. "Eu sei. E é exactamente por isso que estou aqui a falar consigo. Porque acha que estes anúncios sobre foguetões em miniatura aparecem tão frequentemente?"

Greg pôs os neurónios em funcionamento. "Ora bem, faça isto. Procure por 'fanáticos do café.'" Ele era um membro bastante activo do grupo, ajudando-os a lançar o seu site e o serviço café-do-mês. A mistura que iam lançar chamava-se Jet Fuel. "Jet Fuel" e "lançamento" – isso faria com que o Google enchesse a página com anúncios de modelos de foguetões.

Estavam já na recta final quando o homem esculpido de madeira encontrou as fotos do Halloween. Estavam enterradas na terceira página dos resultados da pesquisa por "Greg Lupinski."

"Era uma festa com o tema da Guerra do Golfo," disse ele.

"E você está vestido de...?"

"Um bombista suicida," respondeu envergonhado. Dizer aquelas palavras era assustador.

"Venha comigo, Sr. Lupinski," disse o homem.

Quando foi libertado já passava das 3h da manhã. As suas malas esperavam por ele ao lado do tapete de transporte. Quando pegou nelas apercebeu-se que tinham sido inspeccionadas, e fechadas sem qualquer cuidado. A sua roupa espreitava por todos os cantos.

Quando regressou a casa, descobriu que todas as suas estatuetas falsas do período pré-colombiano tinham sido estilhaçadas, e a sua camisa mexicana de algodão branco acabada de comprar tinha uma opressiva pegada mesmo no meio. As suas roupas já não cheiravam a México, cheiravam a aeroporto.

Ele não se ia deitar. De forma alguma. Ele precisava falar acerca disto. Só havia uma pessoa que o podia entender. Felizmente, ela ainda costumava estar acordada a esta hora.

Maya tinha começado a trabalhar no Google dois anos depois de Greg. Tinha sido ela a convence-lo a ir ao México depois de vender as acções: A qualquer sítio, disse ela, onde pudesse reiniciar a sua existência.

Maya tinha dois labradores gigantes castanhos, e uma namorada com muita, muita paciência chamada Laurie que aturava tudo excepto ser arrastada pelo parque às 6h30 da manhã por 160Kg de canídeos espalhando baba por todos os cantos.

Maya preparou-se para agarrar no seu Mace à medida que Greg corria em sua direcção, depois parou e abriu os seus braços, largando a trela. "Onde está o resto de ti? Meu, estás mesmo bom!"

Ele abraçou-a de volta, apercebendo-se subitamente do seu odor corporal após uma noite de Googling invasivo. "Maya," disse ele, "que sabes sobre o Google e o DHS?"

Assim que ele fez a pergunta ela mudou de atitude. Um dos cães começou a chiar. Ela olhou em redor, e depois fez sinal em direcção aos courts de ténis. "No topo daquele poste de iluminação; não olhes," disse ela. "Aquele é um dos nossos pontos de acesso WiFi municipais. Tem uma webcam com lente grande angular. Não fales virado na sua direcção."

No grande esquema das coisas, não tinha custado muito ao Google para colocar webcams por toda a cidade. Especialmente quando comparado com a capacidade de distribuir anúncios de acordo com onde as pessoas se sentam. Greg não tinha prestado muita atenção quando todas aquelas câmaras em todos os pontos de acesso foram tornadas públicas – durante um dia houve um frenesim com toda a gente a brincar com aquele novo brinquedo, fazendo zoom em várias zonas de prostituição, mas rapidamente a excitação se dissipou.

Incrédulo, Greg murmurou, "Estás a gozar."

"Vem comigo," disse ela, virando-se para longe do poste.

Os cães não estavam contentes com a redução do seu passeio e mostravam o seu desagrado na cozinha enquanto Maya fazia café.

"Negociamos um acordo com o DHS," disse ela, procurando o leite. "Eles concordaram em deixar de cheirar os nossos registos, e nós concordamos em deixá-los ver os anúncios mostrados a cada utilizador."

Greg ficou doente. "Porquê? Não me digas que o Yahoo também já fazia isso..."

"Não, não. Isto é, sim. Claro. O Yahoo já fazia isso. Mas não foi por isso que o Google alinhou. Sabes, os Republicanos odeiam o Google. Somos maioritariamente Democráticos registrados, portanto estamos apenas a tentar fazer um acordo de paz com eles antes que eles nos massacrem. Isto não é I.I.P."-Informação de Identificação Pessoal – "É apenas meta data. Portanto é apenas ligeiramente maléfico."

"Então, porquê toda a intriga?"

Maya suspirou e abraçou o labrador que pousava a sua enorme cabeça nas suas pernas. "Os agentes são como piolhos. Metem-se por todo o lado. Aparecem nas nossas reuniões. É como estar a trabalhar num ministério soviético. Todos nós sabemos quem não é admitido, mas ninguém sabe porquê. Eu passei. Que sorte a minha – ser lésbica aparentemente já não é motivo para ser eliminada. E ninguém com autorização se dignaria a almoçar com alguém que não a tenha conseguido."

Greg sentiu-se muito cansado. "Então acho que tive sorte em sair do aeroporto com vida. Ainda acabava 'desaparecido' se tivesse corrido mal, hein?"

Maya ficou a olhar para ele. Ele aguardou uma resposta.

"O quê?"

"Vou contar-te uma coisa, mas nunca poderás repeti-la, está bem?"

"hummm... não fazes parte de uma célula terrorista, pois não?"

"Nada de tão simples. É assim: o escrutínio do DHS no aeroporto serve como filtro. Deixa que os agentes eliminem quem não interessa. Uma vez que sejas levado para a sala de interrogação secundária, passas a ser uma 'pessoa de interesse' – e nunca mais te largarão. Eles pesquisarão por ti em todas as webcams. Irão ler o teu e-mail. Analisar as tuas pesquisas."

"Pensei que tinhas dito que os tribunais não os deixariam fazer isso..."

"Os tribunais não os deixarão Googlar-te indiscriminadamente. Mas depois de estares no sistema, tornas-te numa pesquisa selectiva. Tudo legal. E uma vez que comecem a pesquisar-te, encontrarão sempre algo. Todos os teus dados são analisados em busca de 'padrões suspeitos' usando diferenças em relação a médias estatísticas, para te apanharem."

Greg sentiu-se como se fosse vomitar. "Como é que isto aconteceu? O Google era bom. 'Não ser mau,' certo?" Era o lema da companhia, e para Greg isso tinha sido um factor decisivo para que levasse o seu doutoramento em Ciências de Computação directamente de Stanford para Mountain View.

Maya respondeu com um riso irónico. "Não ser mau? Ora essa, Greg. O nosso lobby é o mesmo bando de cripto-fascistas que tratou de Kerry. Já perdemos a nossa virgindade maléfica há muito tempo atrás."

Ficaram em silêncio durante um minuto.

"Começou na China," ela prosseguiu finalmente. "Mal colocamos os nossos servidores para o continente, eles ficaram sobre jurisdição Chinesa."

Greg suspirou. Ele conhecia o poder do Google bem demais: De cada vez que alguém visitasse uma página com anúncios do Google, ou usasse os mapas do Google, ou o e-mail do Google – a companhia recolhia todas essas informações.

Mais recentemente, o software de optimização de pesquisas tinha até começado a usar essa informação para que os resultados apresentados fossem de encontro ao que cada utilizador individual queria. Provou ser um sistema revolucionário para a publicidade. Um governo autoritário certamente teria outros objectivos em mente.

"Estavam a usar-nos para construirmos perfis de pessoas," disse ela. "Quando tinham alguém que quisessem prender, vinham até nós para encontrarmos uma razão para o fazer. Dificilmente há algo que possas fazer na Internet que não seja ilegal na China."

Greg abanou a cabeça. "Porque é que tiveram que colocar os servidores na China?"

"O governo disse que nos bloquearia se assim não fosse. E o Yahoo já lá estava." Ambos fizeram caretas. Algures no caminho, os empregados do Google ficaram obcecados com o Yahoo, mais preocupados com o que a concorrência fazia do que com a sua própria companhia. "Portanto, fizemo-lo. Mas muitos de nós não gostaram da ideia."

Maya bebeu mais um golo de café e baixou a voz. Um dos seus cães cheirava insistentemente a cadeira onde Greg se sentava.

"Quase imediatamente, os Chineses pediram-nos para que censurássemos os resultados das pesquisas," disse Maya. "O Google concordou. A explicação era hilariante: 'Não estamos a fazer mal, estamos a fornecer um motor de pesquisa melhor aos consumidores! Se mostrássemos resultados que depois não poderiam aceder, isso seria frustrante para eles. Seria uma má experiência para o utilizador.'"

"E agora?" Greg empurrou o cão para longe dele. Maya olhou-o com ar magoado.

"Agora és uma pessoa de interesse, Greg. Estás a ser Google-perseguido. Agora vives a tua vida com alguém constantemente a olhar por cima do teu ombro. Conheces a missão da empresa, certo? 'Organizar a Informação Mundial.' Tudo. Daqui a cinco anos saberemos quantos cagalhões tens na sanita antes de puxares o autoclismo. Junta isso com a suspeição automática de todos os que sejam estatisticamente considerados bandidos e estás—"

"Scroogled."

"Completamente." Concordou ela.

Maya levou os dois labradores através do hall para o quarto. Ele ouviu uma discussão abafada de Maya com a sua namorada, e ela voltou sozinha.

"Eu consigo resolver isto," disse ela num sussurro urgente. "Depois de os Chineses começarem a juntar pessoas, eu e os meus colegas dedicamos o nosso tempo no projecto dos 20% a fodê-los. " (Uma das inovações do Google era uma regra que estipulava que cada empregado devia dedicar 20% do seu tempo a projectos alternativos à sua escolha.) "Chamámo-lo de Googlecleaner. Penetra profundamente na base de dados e normaliza-te estatisticamente. As tuas pesquisas, os teus histogramas, os padrões de browsing. Tudo. Greg, eu posso Google-limpar-te. É a única maneira."

"Não quero que te metas em sarilhos."

Ela abanou a cabeça. "Eu já estou condenada. Todos os dias desde que criei aquilo que tenho estado à espera – é só uma questão de tempo até que alguém me mencione ao DHS e, sei lá. Que façam o que quer que façam a pessoas como eu na guerra de nomes abstractos."

Greg relembrou-se do que tinha passado no aeroporto. A pesquisa. A camisa, com a pegada bem no meio.

"Faz isso," disse ele.

O Googlecleaner funcionou perfeitamente. Greg podia dizê-lo pelos anúncios que apareciam nas suas pesquisas, anúncios claramente destinados a outras pessoas: Factos do Design Inteligente, Graus Académicos On-line, Um Amanhã Livre de Terror, Filtros Anti-Pornografia, a Agenda Homossexual, Bilhetes baratos. Era o programa da Maya em funcionamento. Era óbvio que a procura personalizada do Google o considerava alguém completamente diferente, um militante de direita temente a Deus.

O que, por ele, estava bem.

Depois clicou na sua lista de endereços, e descobriu que metade dos seus contactos tinha desaparecido. A sua caixa de entrada do GMail estava vazia como uma caixa de madeira comida pelas térmitas. O seu perfil no Orkut, normalizado. O seu calendário, fotografias de família, favoritos: tudo vazio. Ele nunca se tinha apercebido o quanto dele se tinha transferido para a web e encontrado o seu caminho para um servidor do Google – toda a sua identidade on-line. Maya tinha-o deixado completamente limpo; tornara-se um Homem Invisível.

Greg carregou, sonolento, nas teclas do portátil ao lado da cama, trazendo o ecrã de volta à vida. Esforçou-se por ficar os olhos no relógio na barra de ferramentas: 4:13! Raios, quem estaria a bater à sua porta a estas horas da madrugada?

Gritou, "Já vou!" numa voz esganiçada e vestiu um robe e uns chinelos. Arrastou os pés ao longo do corredor, ligando as luzes pelo caminho. À porta, espreitou pelo óculo e deu com Maya a olhar de volta.

Tirou as correntes de protecção, destrancou a porta e abriu a porta de rompante. Maya passou por ele apressada, seguida dos seus cães e namorada.

Estava coberta de suor, o seu cabelo normalmente penteado colando-se aos molhos na sua testa. Esfregou os olhos, que estavam vermelhos e pintados.

"Faz uma mala," disse sem fôlego.

"O quê?"

Ela agarrou-o pelos ombros. "Faz o que te digo," disse.

"Mas para onde tencionas...?"

"Provavelmente para o México. Ainda não sei. Despacha-te, raio!" Ela afastou-o da frente e seguiu para o quarto, onde começou a puxar todas as gavetas.

"Maya," disse ele sério, "Não vou a lado nenhum até que me digas o que se está a passar."

Ela olhou para ele e afastou os cabelos do seu rosto. "O Googlecleaner está vivo. Depois de te ter limpo a ti, desliguei-o permanentemente. Era demasiado perigoso para ser usado novamente. No entanto continua programado para me enviar e-mails sempre que seja executado. Alguém o usou seis vezes para limpar três contas bem específicas – sendo que todas elas pertencem a membros do Comité de Comércio do Senado que estão para ser reeleitos."

"Os Googlers estão a limpar senadores?"

"Os Googlers não. Isto teve origem externa. O bloco do IP de origem está registado em D.C. E todos os IPs são usados por utilizadores do Gmail. Adivinha a quem pertencem essas contas?"

"Espiaste as contas do Gmail?"

"Sim. Dei uma vista de olhos pelos emails deles. Toda a gente o faz, de vez em quando, e por motivos vem piores que os meus. Mas repara, toda esta actividade está a ser feita pelo nosso lobby. Apenas fazendo o seu trabalho, defendendo os interesses da companhia."

Greg sentiu a pulsação a latejar na sua cabeça. "Devíamos contar a alguém."

"Não vai servir de nada. Eles sabem tudo sobre nós. Podem ver todas as nossas pesquisas. Todos os emails. Todas as vezes que passarmos por uma webcam. Quem está na nossa rede de amigos... sabes que se tiveres mais de 15 amigos no Orkut, é altamente provável que estejas a apenas 3 passos de alguém que tenha contribuído com dinheiro para uma causa 'terrorista'? Lembras-te do aeroporto? Vais passar por aquilo tudo muitas mais vezes."

"Maya," disse Greg, procurando orientar-se. "Ir para o México... não será exagero? Demite-te e pronto. Podemos começar uma nova companhia ou fazer algo do género. Isto é uma loucura."

"Eles vieram falar comigo hoje," disse ela. "Dois dos agentes políticos do DHS. Demoraram horas. E fizeram-me montes de perguntas muito complicadas."

"Sobre o Googlecleaner?"

"Sobre os meus amigos e a minha família. O meu histórico de pesquisas. A minha história pessoal."

"Jesus."

"Estavam a dar-me uma mensagem. Que estão a observar todos os cliques e todas as pesquisas. É tempo de partir. Tempo de sair fora do alcance deles."

"Mas tens uma agência do Google no México, sabes disso."

"Temos que ir," disse ela, firmemente.

"Laurie, que pensas disto?" perguntou Greg.

Laurie afagou os cães. "Os meus pais abandonaram a Alemanha de Leste em '65. Costumavam contar-me sobre a Stasi. A polícia secreta colocava tudo sobre ti num ficheiro, se tinhas contado uma piada anti-patriótica, o que quer que fosse. Quer queiram quer não, o que o Google fez não é diferente."

"Greg, vens ou não?"

Ele olhou para os cães e declinou com a cabeça. "Ainda tenho alguns pesos que sobraram," disse. "Levem-nos. E tenham cuidado, está bem?"

Maya olhou-o com uns olhos capazes de o matar. No entanto, amolecendo, deu-lhe um abraço furioso.

"Tem, tu também, cuidado," sussurrou ao seu ouvido.

Vieram buscá-lo uma semana depois. Em casa, a meio da noite, tal como ele imaginava que fizessem.

Dois homens chegaram à sua soleira pouco depois das 2h da manhã. Um ficou silenciosamente à porta. O outro era um sorridente, pequeno e irrequieto, com um casaco desportivo com uma nódoa numa lapela e uma bandeira Americana na outra. "Greg Lupinski, temos motivos para acreditar que você está em violação do Acto de Abuso e Fraude com Computadores," disse ele, como apresentação. "Mais concretamente, de ultrapassar o seu nível de acesso e por esses meios ter obtido informações. Dez anos de prisão para começar. Aquilo que você e a sua amiga fizeram aos vossos registos do Google é crime. E tudo isso virá a público durante o julgamento... tudo o que vocês limparam dos vossos perfis."

Greg já tinha imaginado esta cena na sua mente durante toda a semana. Tinha planeado todo o tipo de coisas corajosas para dizer. Era algo com que se entretinha enquanto esperava por notícias da Maya. Ela nunca ligou.

"Gostaria de falar com um advogado," foi tudo o que conseguiu dizer.

"Pode fazer isso," disse o homeme pequeno. "Mas talvez possamos chegar a um acordo mais interessante."

Greg encontrou a sua coragem. "Gostaria de ver o seu distintivo," reclamou.

O rosto bochechudo do homem iluminou-se numa gargalhada."Colega, eu não sou polícia," disse. "Sou um consultor. O Google contratou-me - a minha firma representa os interesses deles em Washington - para incentivar relações. Claro que não queremos envolver a polícia sem falarmos consigo primeiro. Você faz parte da família. Aliás, há uma proposta que gostaria de lhe fazer."

Greg virou-se para a máquina de fazer café, deitando o filtro velho no lixo.

"Contarei à imprensa," disse.

O homem pensou por um momento. "Sim, claro. Poderia entrar pelo Chronicle dentro de manhã e contar tudo. Eles iriam procurar por uma fonte que confirmasse o que lhes dissesse. Não irão encontrá-la. E quando eles tentarem pesquisar por uma, nós estaremos lá. Portanto, porque não ouves o que tenho para dizer, okay? Estou no negócio em que ambas as partes ganham sempre. E sou muito bom no que faço." Fez uma pausa. "Já agora, esses grãos de café são excelentes, mas devia limpá-los primeiro. Tira um pouco do amargo e realça os óleos. Passa-me um coador?"

Greg observou enquanto o homem silenciosamente tirou o casaco e o pendurou numa cadeira da cozinha, depois arregaçou as mangas cuidadosamente, tirando um relógio digital barato do pulso e colocando-o no bolso. Despejou os grãos do moinho para o coador, e limpou-os na banca.

Ele era bastante pálido, com um à vontade de um enegenheiro eléctrico. Na verdade, parecia um verdadeiro Googler, obcecado pelos pormenores. E via-se que sabia mexer num moinho de café.

"Estamos a recrutar uma equipa para o Edifício 49..."

"Não existe Edifício 49," disse Greg automaticamente-

"Pois claro," disse o homem sorridente. "Não existe nenhum Edifício 49. Mas estamos a preparar uma equipa para melhorar o Googlecleaner. Sabe, o programa da Maya não era muito eficiente. Está cheio de bugs. Precisamos de um upgrade. Você seria a pessoa ideal, e não interessaria o que você sabe se estivesse a trabalhar para nós novamente."

"Inacreditável," disse Greg, rindo-se. "Se pensam que vou ajudar-vos a difamar candidatos políticos em troca de favores, são mais malucos do que eu pensava."

"Greg," disse o homem, "não vamos difamar ninguém. Apenas vamos limpar um pouco as coisas. Para algumas pessoas em especial. Sabes a que me refiro? Todo a gente tem algo um pouco assustador no seu perfil do Google, se analisado atentamente. E a análise atenta é o que está na ordem do dia na política. COncorrer a um cargo é como fazer uma colonoscopia em público." Carregou a máquina de café, e pressionou, o seu rosto em solene concentração. Greg pegou em duas chavenas - do Google, obviamente - e entregou-as ao homem.

"Vamos fazer pelos nossos amigos aquilo que a Maya fez por si. Apenas uma pequena limpeza. Tudo o que queremos é preservar a privacidade. Apenas isso."

Greg provou o café. "E o que acontece aos candidatos que não limparem?"

"Pois," disse o homem, esboçando um sorriso forçado. "Tem razão. Será um pouco duro para eles." Procurou np bolso do casaco e tirou várias folhas de papel dobradas.

Ajeitou as folhas e colocou-as na mesa. "Aqui está uma das pessoas boas que precisa da nossa ajuda." Era uma listagem das pesquisas feitas por um candidato em quem Greg tinha votado nas três eleições anteriores.

"O homem regressa ao seu quarto de hotel depois de um dia brutal de campanha porta-a-porta, e escrever 'cús quente' na sua barra de pesquisa. Nada de grave, certo? No nosso ponto de vista, impedir que um bom homem como este continue a servir o seu país vai contra o espírito Americano."

Greg acenou com a cabeça vagarosamente.

"Então, vai ajudar o homem?" perguntou..

"Sim."

"Ainda bem. Há só mais uma coisa. Precisamos da sua ajuda para encontrar a Maya. Ela não percebeu os nossos objectivos, e agora parece ter desaparecido do mapa. Assim que ela nos ouvir, tenho a certeza que nos vai compreender."

Ele passou os olhos pela listagem dos resultados do candidato.

"Acho que sim," respondeu Greg.

Demorara apenas 11 dias úteis para que o novo Congresso aprovasse o Acto de Segurança e Enumeração das Comunicações e Hipertexto, que autorizava o DHS e a NSA (Agência de Segurança Nacional) a contratarem até 80% do serviço de inteligência e análise a empresas privadas.

Teoreticamente, os contratos estavam sujeitos a concursos competitivos, mas dento do Edifício 49 do Google, não havia nenhuma dúvida sobre quem ganharia. Se o Google tivesse gasto $15 biliões num programa para apanhar os criminosos na fronteira, podem crer que os apanhariam-os governos não estão preparados para fazer a pesquisa direita.

Na manhã seguinte Greg olhava-se a si próprio cuidadosamente ao barbear (os agentes não gostavam do aspecto dos hackers, e não tinham qualquer pudor em dizê-lo), apercebendo-se que hoje seria o seu primeiro dia como agente ao serviço do governo dos Estados Unidos. Seria isso assim tão mau? Não era melhor ter o Google a fazer isto em vez de um agente parvo do DHS sentado a uma secretária? Pela altura em que estacionou no Googleplex, entre os carros híbridos e parques de bicicletas, estava convencido. Pensava sobre qual o smoothie orgânico que iria encomendar na cantina quando o seu cartão deu erro ao abrir a porta do Edifício 49. O LED vermelho piscava incessantemente de cada vez que ele passava o seu cartão. Em qualquer outro edifício seria fácil entrar atrás de outro colega, as pessoas entravam e saiam constantemente. Mas no Edifício 49 os Googlers apenas saiam para as refeições, e às vezes nem isso.

Passou o cartão mais uma dúzia de vezes. Subitamente ouviu uma voz ao seu lado.

"Greg, posso falar consigo, por favor?"

O homem colocou o seu braço sobre os ombros de Greg, e este sentiu o cheiro frutado do seu aftershave. Cheirava tal e qual o que o seu instructor de mergulho usava quando saiam à noite para os bares. Greg já não se recordava do seu nome. Juan Carlos? Juan Luis?

O abraço do homem era firme, conduzindo-o para longe da porta, sobre o relvado imaculado, passando o jardim no exterior da cozinha. "Vamos dar-te uns dias de folga," disse ele.

Greg sentiu uma pontada de ansiedade. "Porquê?" Será que tinha feito algo errada? Iria para a cadeia?

"É a Maya." O homem virou-se, olhando Greg com um olhar infinito. " Ela suicidou-se. Na Guatemala. Lamento muito, Greg."

Greg sentiu-se lançado no espaço, para um lugar quilómetros acima da superfície, uma vista do Googleplex no Google Earth, onde olhava para si próprio e para aquele homem como um par de pontos, dois píxeis, minúsculos e insignificantes. Desejou arrancar os seus próprios cabelos, cair sobre os seus joelhos, e chorar.

Desse lugar muito distante ouviu a sua própria voz dizer, "Não preciso de nenhum tempo. Estou bem."

Desse lugar muito distante ouvir o homem insistir.

As insistências prosseguiram durante muito tempo, até que os dois píxeis se dirigiram ao Edifício 49, e a porta fechou-se atrás deles.

- FIM -

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Advogado processa casal McCann

Um advogado Britânico apresentou queixa na Polícia de Leicestershire contra o casal McCann por negligência em relação aos filhos.

O advogado, que também é pai de 2 filhos, decidiu agir por ver que nem a polícia nem os serviços sociais se mexiam em relação ao facto do casal ter deixado os seus filhos sozinhos por um período significativo.

Como ele próprio diz:

«O que me preocupa é não ter havido qualquer acção movida pelas autoridades, nomeadamente pela polícia e pelos serviços sociais de Leicestershire», sustenta.

Já discuti isto com amigos, e de facto ninguém acha muito normal o que os McCann fizeram, e já era altura de alguém se chegar à frente e tirar os paninhos quentes de cima da ferida e começar a apontar o dedo, porque de facto o modo irresponsável como se comportaram não pode ficar impune.

Quanto ao desaparecimento da Maddie... isso são outros quinhentos...

via [ Portugal Diário ]

sábado, 17 de novembro de 2007

Uma questão de bifes

Vivemos numa fase de mudança, isso é certo. O clima mudou e continua a mudar, e os hábitos e costumes das pessoas também mudam.
Há contudo valores a preservar, valores morais que a Humanidade precisa manter para preservar-se a si mesmo.

Simplesmente, e apesar desta realidade, nem todos o fazem, e a boa educação é um desses valores, que para alguns parece não ter qualquer significado.


Quando duas pessoas se encontram há três situações que podem ocorrer: ambas são bem educadas; apenas uma é bem educada; ou são ambas mal educadas. Vamos ver o que poderia acontecer em cada um destes cenários, num caso hipotético:

Duas pessoas vão a um restaurante. Ambas pedem a mesma coisa, um bife grelhado com batatas fritas, que naturalmente vai custar o mesmo a ambas. Vamos pressupor ainda que ambas estão com muita fome e comem de igual modo.

Uma vez vindas as travessas para a mesa, uma delas possui um bife de boa dimensão com uma boa dose de batatas e arroz. A outra travessa possui um bocado mais de arroz e batatas, de forma a esconder que o bife lá apresentado é bastante menor e com um aspecto mirrado e carquilhento que dá ideia de já ter vários dias.

Retiradas as considerações de uma possível reclamação (porque afinal estamos a falar de uma situação hipotética), o que iria acontecer?

Vamos supor o primeiro caso: Duas pessoas devidamente educadas!

Mandam as regras da boa educação que se deixe a pessoa que nos acompanha servir-se primeiro. Esta situação cria problemas naturalmente, pois se ambos insistirem em cumprir à risca esta regra de boa educação, nenhum se serve.

Mas existe um outro problema, quem vai levar o bife bom?

Ao termos um companheiro que partilha as mesmas regras de boa educação que nós, vai-se aplicar uma outra regra da boa educação que diz que não se deve retirar logo da travessa o melhor deixando o pior para os outros.

Ou seja se nos servirmos nós primeiro porque o companheiro insistiu por ser bem educado, ao sermos nós próprios bem educados vai-nos calhar na mesma o bife mirrado, por não devermos escolher o melhor, mas se o companheiro se servir primeiro por termos sido os mais insistentes, e ele tiver as mesmas regras de conduta de educação, estamos a impingir-lhe o bife mau a ele, situação que as regras de boa educação extrema que estas duas pessoas seguem, não permitem, pois tal seria usar a boa educação para se atingir fins menos correctos (ficar com o bife bom).

Estamos aqui perante um dilema! Num caso destes, uma pessoa que cumpra com as regras da boa educação ou fica com o bife mirrado para si, ou acaba por ser mal educado ao impingir o bife mau e pequeno para o outro.


Segundo caso: Uma pessoa educada e uma pessoa mal educada

Esta é a pior situação. Ao sermos bem educados e deixarmos o outro servir-se primeiro só nos vai acontecer o pior. Vamos comer o bife mirrado! Não há aqui volta a dar!

Terceiro caso: Duas pessoas mal educadas.

Aqui vamos cair no problema do primeiro caso, mas para pior, uma vez que ambas as pessoas se vão atirar ao bife com quanta ganância possuem. Acaba por ser uma questão de rapidez e reflexos ver quem fica com o melhor bife!


Conclusões

A conclusão que se tira, é que se formos educados e o nosso companheiro de almoço também, vamos acabar por ser mal educados para com ele ou comer o bife carquilhento.

Se ele for mal educado, e nós não, comemos o bife mirrado sem hipótese de reclamar.

Se formos mal educados não violamos as nossas regras de conduta e podemos vir a comer o bife bom. Temos pelo menos 50% de hipóteses, mas se forem jogadores de UT como eu, e com reflexos mais elevados as hipóteses aumentam ;)

Aparentemente, pelo menos no que toca a bifes, a boa educação não compensa ;)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Afinal não é só em Portugal: pedófilo no infantário

Já nem se estranha ouvir estas notícias, mas ao menos desta vez não é ca na nossa terra.

Na Alemanha, um pedófilo cadastrado foi condenado a fazer serviço comunitário... num infantário!
Obviamente, não demorou muito até que voltasse de novo ao tribunal, acusado de violar duas crianças lá.

Como a pessoa responsável "não reparou" no cadastro do homem, com três actos de pedofilia, achou por bem que ele fosse prestar o serviço comunitário no tal infantário...

O homem tinha sido condenado a 720h de serviço comunitário porque andava a receber subsídio de desemprego enquanto trabalhava "por fora".
(Hummm... se isto fosse assim cá em Portugal, não havia infantários que chegassem para esta gente toda)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Arábia, a quanto obrigas: Violada e vergastada

Lamento poder desiludir quem ainda pensar que o paraíso das mil e uma noite é real, mas actualmente as coisas nas Arábias são bem diferentes.

Segundo notícia no Público, uma vítima de violação foi condenada a seis meses de prisão e 200 chicotadas.

No entanto, nem sei se o que é pior: se a sentença em si, ou se o facto de este ter sido o resultado do recurso apresentado contra a sentença anterior.

Inicialmente ela tinha sido condenada a apenas 90 vergastadas - devido a estar sozinha com um homem, no momento em que um grupo de assaltantes os atacou e a violaram.
Os seis violadores foram condenados a penas entre 1 a 5 anos de prisão.

Não contente com esta sentença, a sua advogada recorreu da decisão. O novo julgamento duplicou a sentença para os violadores, condenando-os a penas de 2 a 9 anos, mas também duplicou as vergastadas na vítima e enfiou-a na prisão por 6 meses. (Isto é que é justiça cega, hein!?!)

Obviamente, a advogada e activista de direitos humanos Abdelrahman al-Lahem também não escapará ilesa: depois de lhe ter sido retirado a licença para exercer quando anunciou o recurso à primeira sentença; vê-se agora a braços com uma comissão disciplinar...
(Sem dúvida, mais uma vergastadas...)

Quantos minutos vale uma vida humana?

Inspirado pelo post de ontem do Mário, cheio de fórmulas e contas, decidi também tentar aplicar a matemática a um problema que nos aflige todos os dias: a condução.

Muitos de vocês já terão pensado no tempo que efectivamente se poupa - ou não - quando se conduz de casa para o trabalho, caso se conduza calmamente dentro dos limites legais de velocidade, ou se conduza à piloto de Fórmula 1, ignorando os limites de velocidade/regras de trânsito/demais condutores.

Como as variáveis são infinitas, vamos restringir-nos apenas a uma variável simples de calcular: a velocidade.


Ora, quando se trata de um percurso tipo auto-estrada ou via rápida, não há dúvida que a velocidade tem influência (não obstante estarem a infringir a lei ao ultrapassar a velocidade máxima permitida). Isto, se tivermos sorte de não apanhar obras na estrada, acidentes, ou qualquer outro entrave que faça com que fiquem parados ou em pára-arranca durante horas.

No entanto, em percursos citadinos, é muito mais frequente encontrarmos trânsito, semáforos, rotundas, e um sem número de "obstáculos" que depressam arruinam a tentativa desses tais pilotos chegarem bem mais depressa que os demais condutores.

Vamos então fazer contas...

O percurso consiste em 10Km de IC's, seguidos de 4Km dentro da cidade com 4 semáforos (e ignorando STOPs, prioridades, rotundas, passadeiras, etc.)

Condutor 1: conduz dentro dos limites de velocidade.
Condutor 2: Limites? Mas quais limites? Que é essa coisa? Estas riscas brancas no chão são é para ajudar a trajectória!







PercursoIC
(10Km)
Cidade
(4Km)
Filas
de
trânsito
4x
Semáforos
Total
Condutor
1
80Km/h
(7.5min)
50Km/h
(4.8min)
5min
0-30seg. cada
(0-2min)
17-19min
Condutor
2
140Km/h
(4.3min)
80Km/h
(3min)
5min
0-30seg. cada
(0-2min)
12-14min
Assim sendo, e sabendo que na realidade muitas vezes as diferenças são ainda menores ou mesmo nulas... acham que uma vida humana - a vossa, a dos vossos filhos, ou mesmo a de algum desconhecido - vale menos que 5 minutos do vosso tempo?

Quantos minutos teriam que poupar para que valesse a pena matar alguém? 10min? 15min? 1 hora?
Quanto minutos vale uma vida humana?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Desculpem qualquer coisinha...

Sem comentários.
Yahoo chega a acordo com dissidentes chineses
A empresa pediu desculpa aos familiares dos dois dissidentes presos e torturados pelas autoridades chinesas depois de informações pessoais cedidas pela Yahoo.
[Exame Informática]

"É pá, fizemos mal, desculpem lá..."
Só falta lá o outro a dizer: "Porreiro pá, porreiro..."

Mas acho que mais vale tarde do que nunca.
(afinal comentei o "sem comentários")

Para onde vão os Euros da gasolina?

Um barril de petroleo custa cerca de 100 dolares...

Ora o euro está aproximadamente a 1.4 dolares, o que significa que o mesmo barril custa em euros 71.4 euros.
Ora dado que um barril tem nada mais nada menos do que 42 galões, ou seja 158,98 litros, isso quer dizer que cada litro fica a 0.449 euros.
Ora um barril de petróleo normalmente é utilizado nas seguintes percentagens:
  • GLP -> 8,1%
  • Nafta -> 10,5%
  • Gasolina -> 19,5%
  • Querosene -> 2,6%
  • Diesel -> 36,4%
  • Outros -> 22,9%
Isto quer dizer que dos 158.98 litros, apenas 31 são dedicados à gasolina, e 57,86 l ao gasóleo, sendo o resto utilizado para a criação de outros produtos. Ora depois de devidamente refinados e acrescentados outros produtos, um barril de petroleo produz cerca de 75 litros de gasolina (informação da http://www.eia.doe.gov). Não foi possivel saber quantos litros de gasóleo se produz, mas se usarmos a mesma proporção fazemos 139 litros de gasóleo.

Seja como for, dado que o custo do gasóleo é inferior, isso quer dizer que o processo de depuração é mais barato (efectivamente a refinação do gasóleo é inferior à da gasolina), uma vez que o preço por litro base é igual para todos os produtos feitos, ou seja aproximadamente 0,45 euros.

Daqui para a frente os dados escasseiam e vamos teorizar:

Assim, aceitemos que refinar fica duas vezes mais caro do que produzir no caso do gasóleo, e duas vezes e meio mais caro no caso da gasolina. A ser assim, cada um dos aprox. 58 litros de gasóleo fica por 1.35 euros, e que cada um dos 31 litros de gasolina fica a 1.575 euros.

Ora como depois de refinados o numero de litros cresce, ficamos com 1 litro de gasóleo a (57,86*1.35/139) = 0,562 centimos. Para a gasolina ficamos com (31*1.575/75)=0,651 centimos.
Dado que o estado cobra cerca de 70% em impostos (roubalheira) o preço do gasóleo fica por 0.9554 euros, e o da gasolina por 1.1067 euros.

Estes valores são teóricos, mas não andarão muito longe da realidade. Na BP, por exemplo, o preço do gasóleo é de 1,179, o que significaria uma margem de lucro de 0.22 Euros por litro. Já na gasolina o lucro será de 0.29 euros.

Não me atrevo a dizer que isto seja verdade ou mentira, mas as gasolineiras queixam-se que apenas ganham uns centimos na venda (Ndr. Quem se queixa de ganhar uns cêntimos são os postos de venda, não as "companhias" - essas não se queixam de nada). Ora parece-me que 44 escudos por litro é bem bom. Isto também explica porque pode a ESSO vender gasóleo a 1.079 e ainda ganhar 24 escudos por litro, e os preços ainda mais baixos como os dos Carrefours.

Se a partir do meio destes calculos entramos com valores teóricos que poderão não estar muito longe da realidade, aqui fica um bem real: O custo de produção de um barril de petroleo é inferior a 10 euros! Agora vejam o quanto nos roubam, porque afinal a Esso, Galp, BP e outros acabam por ter produção própria, e é tudo lucro!

Estarei errado? Se calhar sim! Corrijam-me sff.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Em Portugal não seria bem assim...

Segundo a Reuters um alemão de 63 anos esqueceu-se do carro na estação de gasolina, depois de o ter atestado.

Depois de ver o carro lá parado por uma hora, uma empregada achou aquilo suspeito (a sério? e demorou uma hora pra chegar a essa conclusão?) e chamou a polícia.
O dono do veículo, depois de contactado pela polícia, foi buscar a viatura.

O homem tinha ido pagar a conta, e depois foi embora a pé... (talvez tenha ficado assustado com o preço do combustível?)

Cá em Portugal, o mais normal era levar o carro e "esquecer-se" de pagar a gasolina.
Eu próprio já vi isso várias vezes, e parece-me ser cada vez mais frequente.

Quando o litro de combustível chegar a 4 ou 5 Euros... então é que vai ser bonito...


Update: é interessante ver que, desde aquele último post em que nos queixávamos do preço dos combustíveis, há apenas uma semana atrás, o gasóleo já subiu quase 4 cêntimos(!). A este ritmo não há-de faltar muito para 2008 ser o ano mais ecológico de sempre - com toda a gente a ter que deixar o carro em casa!
Alto lá!... Então... pois... é por isso que o Governo alterou o "selo" do carro, para agora ter que ser pago mesmo que não se ande com ele durante o ano todo... era de prever.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Está provado: condutores portugueses vivem noutro planeta!

Nestes últimos fins-de-semana tenho-me divertido a fazer umas estatísticas...

Sempre que venho do Porto para casa, a cerca de 20Km, e sempre que as condições da estrada o permitam, tenho conduzido à velocidade máxima permitida em cada troço de estrada que atravesso: 50Km/h, 90Km/h, 100Km/h.

Ora, após 4 semanas de testes "intensivos", posso finalmente partilhar as minhas conclusões:
das centenas de carros com que me cruzei, consegui ultrapassar...5 veículos (3 dos quais estavam a abrandar para sair numa saída do IC, e apenas 2 circulavam efectivamente a velocidade abaixo da máxima permitida).

Quanto aos outros, alguns viajavam a velocidade semelhante (o que seria o ideal)... mas o mais assustador é que a grande maioria (centenas!) passava por mim a velocidades que variavam entre os 130Km/h e alguns artistas que deveriam ir bem acima dos 160Km/h.

Se isto não é o suficiente para fazer gelar o sangue, não sei o que será.
É que não se está a falar de uma pequena percentagem de anormais ao volante... estamos a falar de 99% dos condutores!

Ainda hoje de manhã, seguia eu a 50Km/h (numa zona de 50Km/h) passa por mim uma mãe numa carripana praí a 100Km/h, com o filho no banco de trás.
Talvez fosse atrasada para o infantário, mas... há alguma justificação para acidentes como aquele que vitimou os peões que atravessavam na passadeira?
E depois ainda têm o descaramento de dizer que a condutora estava em estado de choque... E a família que ela assassinou!?! Não são eles os que têm direito a ficar em estado de choque?
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